A minha Poesia em pps
Formatado por Zélia Nicolodi e Vitor Campos
(clicar na Imagem)
















Quero Alguém


O meu tecer de Esperanças!...


Já escalei a minha montanha!...


Amar-te-ei Sempre!...


Não te vás nunca!...


Não foi o ocaso


Domingo, Maio 31, 2009

 

Qual Musica, Maestro!...



Dança Maestro? Foi assim que fiz o convite, euzinha, que tinha sido apresentada ao Maestro, António Maia Vilas Boas, natural de Braga, à volta dos 40 anos. Lindo, um amor de rapaz. É Pianista.Tem um curriculo invejavel... Organista, Orquestrador, Director geral e Orquestral, Produtor de Televisão e por aí fora... Tinha-o visto tocar na Igreja dos Congregados onde, pela primeira vez, ouvi música Sacra, ouvi o coro cantar (onde a Anita, o Cisne Branco, canta) estive para ir agradecer pela emoção sentida,a música a subir pelos ares, a trepar as paredes da enorme e linda Igreja mas, ficou para outro dia, assim; ontem, fui convidada para acompanhar o grupo, pela Anita, claro, iam cantar nos 125 anos do lar Conde de Agrolongo. No Centro da cidade. Fui com ela, cantaram;

Não quero que vás à monda
Ó Mar alto Ó Mar alto
Eu fui ao mar à laranja
Santa Lúcia
Rianxeira
O Vosso galo Comadre
Menina se bem me queres
Viva S. João batista
Amigos tão bons...

De novo me maravilhei, era no espaço aberto entre o claustro, jardins, uma fonte, as pensionistas e convidados bem instalados, e, ali ela apresentou-mo, agradeci emocionada os sons que ouvi, a maravilha e a felicidade que senti. Como meus agradecimentos ao Pai, subiram até ao Infinito... Adorei estar com ele, tiramos fotos, depois mal sabia eu que haveria música e canções, havia guitarra, um bombo e um cavaquinho ou lá como se chamava aquilo, ah, as vozes, o pessoal começou a dançar, eu bem me abanava, mas, não queria ir dançar com quem nem conhecia, mas, dali a nada já parecia tudo uma grande familia... Na última foto, tirada pela je, que sorriso lindo!... era para mim, ó pois!... deu-me tantos miminhos que... fiquei aérea, pudera, Maestro!, tanto charme...

Depois o Maestro, o António,estava a dançar, deixei-o acabar, sentou-se. Quando começou uma musica que me soava tão bem, chego ao pé dele; Dança, Maestro? Qual Música Maestro... claro, mas que harmonia, mas que delicia, eu já não dançava há mais de 3 anos, nem estava assim tão enferrujada, só o pisei solamente, uma vez... ele ajudava quando eu quase perdia o ritmo, tocava com a mão dele no meu braço, a fazer o som.., dava as batidas, ah, que rica ajuda....Como há seres que sem me conhecerem, sabem como lidar comigo, devido á falta de ouvido, claro que agora tenho ouvidos de sobra, mas, na prática ainda não é bem aquilo que tenho de ouvir... deslizavamos que nem dois dos melhores dançarinos, porque havia ali pessoal que cantava no coro, e, não tinham ritmo ... A Anita a insistir que não sabia dançar, levei-a para a pista, ah, que riso, vamos menina, passo prá qui, passo prá li, volta que não volta, olha, daqui nada a miúda toda a dar ao corpo e, acabou a dançar com um amigo, e, que linda foto lhe tirei... Foi bom, foi óptimo, dancei que nem sei, viemos embora pelas 23 e tal... Mais desse, mais tempo ficava...
Obrigada querido António, pela ternura e pelo carinho com que me envolveste!
Espero que vejas os pps, estão ali no lado lateral direito. Depois dizes algo.
Que a sorte te acompanhe em todos os lados onde vás actuar, (credo, fiquei admirada por actuares pelo mundo, caramba, mas que famoso!...) e que o futuro seja promissor, sob a alçada "DELE"!...






Sexta-feira, Maio 29, 2009

 

Bom dia, meu amigo !...



Onde quer que estejas... É um BOM DIA que te desejo. É um Bom Dia com letras grandes. E, se pudesse, o teu nome escreveria nos meus cadernos todos, mas, só guardo a velha sebenta que já nos acompanhou nos tempos da meninice, e, naquele tempo não era como agora, que se escrevem bilhetes de amor, nas folhas dos cadernos do dia, se garatujam corações, se fazem riscos e rabiscos.

Enquanto, antes, sabíamos que tinhamos que estudar, que aprender a somar, subtrair, multiplicar. Agora aprendem a somar o preço dos ténis, a subtrair de tudo, menos na mesada que os pais têm de (obrigatóriamente, dar) e a multiplicar o amor, aquele amor inocente que, já nem é tão inocente assim... (ah, porque eles podem fazer de tudo, experimentar tudo, e a nós, a nós sim :) não nos deixam sequer um espaço para escrever-mos nas nossas sebentas já gastas, nos nossos cadernos tão usados, coçados, naquele tempo da mocidade, a nossa afeição, o nosso enorme desejo de trocar palavras que nunca trocamos, e sentir a amizade a que temos direito! Disse amizade, porque não poderá existir amor sem ver o teu rosto, sem sentir as tuas mãos nas minhas, de novo!...


Até parece que temos a stora Maria de plantão e de régua na mão, a espreitar através das janelas! Ah, como nos riamos dela, quando conseguiamos enganá-la e a viamos aparecer no pátio das traseiras, à nossa procura, onde já tinhamos dado os nosso inocentes beijinhos...E a escola era mista, apenas separados pelo andar de cima, os rapazes ficavam em cima, as meninas por baixo, ai, deixa lá que estou a referir-me apenas ao andar da escola...não vão pensar outra coisa de meninos de 7, 8 anitos...

Mas, podemos fazer como antes faziamos, cortamos por atalhos, vamos pela horta que mais parece um jardim, tem lá um banquinho secular, aquele banco onde já me sentei milhares de vezes à tua espera!... Mas, continuo a pensar que tens receio das reguadas que vais levar, e, decerto no último instante, mudas de caminho e deixas-me ali à beira rio, a contar as alfaces do senhor Mateus!...

Aquelas alfaces tão lindas que pareciam rir-se para nós, quando vinhamos da escola, e, com o resto da miudagem lá do bairro, arrancávamos as folhas maiores, deitavamo-nos no chão, à beira do poço, porque era enorme, e vinha até onde ficava a água baixinha, e, lavávamos as ditas, depois enchiamo-las de água, água pura, fresquinha, saída do ventre da terra mãe!...

E, claro que ao chegar a casa, a batas suja de terra, de verde, davam aso à raiva da dona elisa que jurava dar-me uma valente tareia, mas, eu queria lá saber, se, sabia que amanhã iria estar contigo no nosso banco a ver o rio a deslizar serenamente, e a beber pelas folhas de alface do poço do senhor Mateus, que, ainda lembro curvado, de enxada na mão, sobre a terra, e, penso que foi uma grande sacanice, estragarmos as alfaces dele, enfim, tempos idos que poderão ainda voltar ao nosso coração, não vá aparecer algum dos monstros que povoaram o nosso quotidiano... e, mal sabem eles que, nas horas dos deveres, escrevemos as mais lindas cartas de amor que alguma vez alguém escreveu... e que na hora da merenda as trocavamos, entre fatias de pão centeio, barrado sem nada, mas que nos sabiam a pão, ao pão do nosso amor, tão pobre e tão rico ao mesmo tempo!...
Tem um bom dia, meu amigo!...

(Um conto? uma realidade?)







Quarta-feira, Maio 27, 2009

 

Como o Mundo se torna pequeno! Um Poeta Uruguayo !...


As imagens são da net, no Uruguay


Pedi-lhe licença para publicar parte dos emails e as poesias... adorei, lhe expliquei que não tinha os 18 anos da nina das resteas, mas, que era uma mulher de 57... fomos escrevendo, espanhol arraçado de português, eu, e que bela página de onde pode nascer uma bela amizade!...... começamos a escrever ao mesmo tempo, cada um em seu País...

hola laura!
mi nombre es javier y vivo del otro lado del océano y del ecuador: en Montevideo, Uruguay.
recorriendo blogs en internet en busca de lectura, poemas, imágenes y lo que vaya encontrando me crucé contigo, y leyendo alguno de tus escritos me decidí a comunicarme.
En especial la poesía de "mis labios nunca fueron besados" (la traducción no suena tan bien como el original!), y tu comentario de la for
ma en que lo escribiste hizo sentirme reflejado, ya que una gran mayoría de la poesía que he escrito fue de forma similar: en servilletas, hojas de agenda que se van juntando en mi mesa de luz y en cualquier lugar que pueda escribir cuando salen los versos.

puedes publicar mi poema, si claro. *En realidad no son mis poemas, apenas son versos escritos por mis manos, pero que nos pertenecen a todos los poetas, que somos todas las personas sensibles -laura y javier? jeje


Te mando una poesía (tómalo como un regalo!), y espero seguir la comunicación.
un beso (virtual?)
javier
Montevideo - Uruguay


como granitos de arena
el mar de la poesía
nos sumerge, nos besa,
y nos deja llenos de versos
cada día y cada noche.



Laura del otro lado del mar

dice que no tenemos 18,

dice que su alimento es la poesía,

dice algo con el número 57,

dice que si un besito virtual.

digo nos alimentamos de poesía,

digo fuente de eterna juventud,

digo algo con el número 48,

digo nos miramos a los ojos:

el besito no será virtual.


Linda tu poesia, Javier, gracias por me ofertar-la. já non soy la chica de 18 anos, e si una mujer de 57. Um besito virtual, porque no? ehhhh. laura.


Hola, Javier Gracias... tu poema es belo, muy belo...

Do outro lado do mar
Vivem corações como o meu
Que trazem luz em seu interior
E reluzem
Nas noites de breu!...


(traducion, noites de breu, são noches oscuras)


mis besos cruzan el mar

llegan húmedos y certeros

hasta laura y su interior

llegan tibios y suaves

llegan donde saben

serán sentidos con poesía.

Amiga:

olvida los años, dime si quieres que tienes las edad que yo no sé, que yo tendré la edad que queramos tener...

besito de javier.

Muchas gracias Javier,Acrescento que, essa de la idade que queramos tener, foram palabras que tocaran meu corazon! Lo que quieres dizer que; cada hombre poderia fazer isso, solamente para agradar a una mujer. És um valiente chico!... me senti flotoando en las nubes... Pero, mis anos son más qué muchos e usted bien más novo com sus 48... mas, virtualmente? porque no? Belissimo recuerdo para mi, e para usted. Qué regalo! Qué regalo para todos los Poetas, se um dia puderem encontrar-se e, trocar targetas de poesia e sentimentos!...

Resposta ao meu último email do Javier...chegou hoje, que bela surpresa, qué bueno, O mundo és fantástico, e, estamos aqui retratados nesta troca de palavras...Gracias Javier, pela mais recente poesia...e por ficares feliz, daqui a anos, alguén nos lerá e se ficará imaginando-le como se acabaron os besitos virtuais, ahhhhhh. Te estimo, com amizade. Laura.


hola amiga!

hoy luego de unos días sin abrir el correo, por razones de trabajo -no estuve en montevideo-, abri tu blog, y una mezcla de sensaciones como sorpresa, alegría, asombro, y creo que hasta ganas de abrazarte y darte un beso virtual y no virtual me invadieron cuando vi nuestra correpondencia y nuestros versos. asimismo mi coraón me dijo que estaba ahí al ver los comentarios y saludos de tus amigos de blog.

toda nuestra poesía en el mar

en una orilla y otra llega a nosotros

la arena le presta sus hojas

y nuestros dedos son el lápiz,

las letras navegan y escriben

todo lo que sentimos dentro

en una orilla y otra.

29-5-09

un besito de javier

gracias laura!


De nada Javier, a vida é para dividir, compartir com todos os seres del Planeta, virtualmente ou no...Besito de Laura.

Mi respuesta a Javier, hoy 01-06.2009

Verdade Javier? reparaste que até mi amiga Maria te chamou de Javi? qué bueno... Siempre se siente a amizade de lejos, puede ser de um lado al otro de lo Oceano, Atlântico, pude ser na mais longiqua África (onde já vivi desde mi ninez más de 35 anos) a amizade e el amor no tienen raça, credo or color... é assi que lo siento. Besito virtual, solamente, ehhhhhhh...qué riso...Gracias por gostares do post de mio blogue, porque lo fiz com la pureza de siempre, asi, mis amigos serão tus amigos tambien . Todos somos hijos de Dios. E no, no somos solitários, porque a pena és igual nas manos de todos los que se auguran de Poetas...

El Poeta não é solitário

Há ojos e penas le acompanhando

Há palabras ternas de um lado al otro

Que abrindo caminho

Vão vencendo

E descubriendo que

El mundo es magnifico

Porque nos llena de passion

Por seres de todas las cores

De todas las razas e credos...

Um besito para ti, Javi..da laura..












Segunda-feira, Maio 25, 2009

 

Não largues a minha mão



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- Para ouvir o PPS desligar a música


Não, não largues a minha mão
Tão simples assim
Nada mais será necessário dizer
Saiu em momentos de solidão
Porque a solidão nasce da dor
Da dor de nos sentirmos sós
Mesmo que nos sintamos tentados
A alcançar algo
Que nunca será real!...






 

O passado, passou !...


O passado que passou
E não retornou
Nem retornará, jamais...


Não regressa

Não volta

A não ser

Que sonhemos

À rédea solta...


E sejam tantos

Os sonhos

Como a saudade

Feita de desejos

Escondidos...


De lembranças

Perdidas

Dos melhores tempos

Das nossas vidas

Guardadas...


No âmago da alma

Que tudo viu

Tudo guardou

Tudo sonhou

E nosso coração

Não rejeitou !...


Aos 17 anos!... a foto está tão desbotada, tirei-a, coloquei outra de mini saia, linda, mas, a bichinho de conta já tinha comentado e assim, destoava, voltei a procurá-la e, pronto, ahhh bichinho de conta, ahhh se visses o riso!...)








Sábado, Maio 23, 2009

 

Tempos idos!...


Quando cheguei a Serpa Pinto, com 17 anos, faria 18 em breve, não sabia ainda o que era a vida de mato, pois a casa deles, da Irene e do Óscar, onde vivi durante quase um ano, era uma casa normal, estilo colonial, enorme, com uma sala onde dançavamos e cantavam fados, de vassoura a fazer de guitarra e a Côca cantava, diziam que muito bem... e eu que julgava que ir no mato era dormir no chão, mas dormi muitas vezes no chão, noutras terras pelo mato... e, não fora o meu pai sempre a pedir que fosse para casa...teria ficado por lá, tanto amei aquele pedaço de África, e as suas gentes... (vá que não dormiamos na rua entre folhas d'árvore...) e, naquele aglomerado de casas, (6) pois apenas ali vivam a Irene e o Óscar e os professores, a Rosa Maria, que hoje vive aqui em Braga... a professora Lina (Indiana) e o marido, o Snr Ferreira, invisual há muitos anos, (adorava ir visitá-lo a casa), sentavamo-nos na soleira à entrada, enquanto a Professora Lina dava aulas, nós conversavamos imenso, e, muito aprendi com aquele homem, amoroso, lindo, mas, que cegou muito cedo, e ali, deixou de exercer o cargo de professor... ainda guardo a última carta que me escreveu à máquina, e soube mais tarde que tinham falecido os dois. Foram uns amigos muito queridos, muito amados ) já eram entradotes, e tinham filhos já adultos, o rapaz, o Ivo, bem se atirou à nina laura, trabalhava num Banco, e o meu amigo Diogo, que andava comigo por todo o lado, era funcionário da mesma empresa que o meu pai... pregou-me uma partida; parou em frente ao Banco, eu questionei-o com o olhar ; o que foi, porque paraste aqui? ele enfia a mão no bolso, tira de lá uma moeda de dez escudos e diz muito calmo; toma, vai lá abrir uma conta para veres o rapaz!... Ai que carga de riso no meio da rua...Por acaso nem gostava dele, mas, ainda assim, foi pedir a minha mão ao meu paizinho adoptivo. Credo, que envergonhada fiquei...

Mal cheguei, andei a ver os arredores com a Irene e o Óscar, a Côca e o Béquinho, respectivemante, porque é assim que lhes chamo... o dique tinha rebentado, já estava de calções, t shirt, fomos todos para dentro da água que nos dava pelo pescoço quase, carregar pedras de mão em mão, para que se procedesse à reposição delas, amontoadas e, lá conseguimos, eram adultos, jovens, crianças dos flechas, enfim, uma entreajuda preciosa e tudo ficou como devia ser. E o béquinho muito admirado só disse; saguin (nome que ainda hoje me dão, pois era o macaquito mais pequeno que há em África) nunca pensei que fizesses isso de te meteres no rio e ajudares, te molhares toda, enfim... como vens da cidade! surpreendeste-me... e remato eu; pois é, ainda não me conheces!... a laura faz de tudo e é aventureira quanto baste.... só depois de passar o perigo é que olho para dentro de mim e digo; rapariga; exageraste...

Mais tarde fomos ver lugares onde a natureza era o mais puro que há, onde a mão do homem nunca entrou, a não ser para fazer a ponte de lianas das árvores, entrançadas, sisal, o que tinham, e, passei a ponte estreita, tinhamos de nos agarrar aos dois lados, aquilo balançava que sei lá, num arrepio de medo e prazer, pois, tocava nas águas profundas do Cuando, o rio onde me banhava quase sempre que o tempo o permitia... e quando o Diogo me disse que os jacarés costumavam passar ali áquela hora, ahhh, nunca dei passos tão apressados para sair da parte que tocava na água...

E, num desses passeios, iamos de jeep ou no Volvo do Diogo, branco, ao fundo na foto. .. pela mata, deparamos com uma mulher que tinha acabado de dar à luz, sim, ali no meio das árvores, folhas ramos curvados e era a casita deles, o bébe, um menino, ainda tem o cordão umbilical e a mãe, está atrás de mim, semi deitada. Depois de cuidado, enrolado em panitos, peguei nele, que emoção senti por ter assistido a algo que na cidade, seria impensavel... A Irene como enfermeira, cortou o cordão, e, foi a primeira vez que vi tal acontecer, o bebé era bem grande e gordinho... Nem médico teve, nem balança para o pesar, nem as comodidades que devia ter, enfim... e lá se criou como muitos, nascidos em bons hospitais...






Sexta-feira, Maio 22, 2009

 

Juramento da Bandeira ...


Fui ao Porto ao juramento da Bandeira, do Telmo, o candidato a meu genro... Posso dizer que, adorei o toque do cornetim, ah, som lindo, depois a banda a passar, os clarinetes, trompetes, bombos e por ai fora, mas que banho de música levei...
Ao ouvir a musica, não sei se por artes do demo, ou de algum Santo escritor de canções, poesias, as letras saiam da minha alma num efusivo lençol de palavras, palavras de outros tempos, e dirigidas a outros guerreiros que já não fazem parte deste tempo...

Claro que isto não é o que cantei para dentro, no momento em que a banda passava, mas, acredito que se tivesse o malvado do bloco à mão, sairia tudo o que cantei ali, baixinho, só para mim, enquanto meus olhos se humedeciam, tal era o meu sentir dentro da alma, arrepios pelo corpo, emoções contidas à flor da pele, enfim, algo que nunca me tinha acontecido...
E, ao cantarem o nosso Hino... (li tudinho da letra nos lábios de um recruta à minha frente, virado para mim...) desatei o lençol de lágrimas que caíam pelo meu rosto, apertei as mãos no coração, senti-me transportada a outra dimensão, onde, em profunda comunhão com o passado me senti parte da vida de todos os soldados guerreiros que já passaram por este mundo...

Nobres guerreiros
Da nação valente
Nobres guerreiros
Onde brilha
A chama ardente...

Nobres guerreiros
Que atravessais
Os mares
E outros patamares
Para nos defender...

Nobres guerreiros
Que já não usais a espada
E as armas há muito
Que jazem abandonadas
Sem préstimo ...

Porque a guerra agora
É apenas de palavras
Ousadas, aventureiras
Que ferem tanto
Como uma espada ...

E já não haverá mais
Campos de batalha
Trincheiras abertas
Nem corpos pelo chão
Embrulhados na mortalha ...

Porque a guerra acabará
Por tocar o coração de todos
E um a um deporão as armas
E todo o homem compreenderá
Que o mundo é um mundo...

Onde todos querem ganhar o seu pão
Onde todos querem viver pelo coração
Onde todos querem amar o seu irmão !...






Quinta-feira, Maio 21, 2009

 

Vó Laurinha !...



Onde estás Vó laurinha ?

Anda depressa

Acolher-me no teu seio

Vó Laurinha

Pega na minha mão

Retém-na nas tuas

Como quando íamos as duas

Pelos campos verdes

Da minha infância !…


Vó Laurinha

Olha para a tua menina

Que cresceu

E ainda não sabe

O que é o amor

E só conhece

Aquele que trás dor

E te pergunta

O que fazer, para o ter!…


Para conseguir

Viver

E encontrar

Um amor assim

Daqueles que dão paz

Que dão tudo demais

Daqueles que não doem

Que não magoam

E não nos fazem chorar !...


Vó Laurinha

Anda ensinar-me

O que é o amor

Anda explicar-me

Porque o transformam

Em tanta dor

E, quando acontece

Parece

Uma história de terror !...


Vó Laurinha

Anda comigo

Percorrer de novo

Aqueles caminhos

Onde tu estavas

À minha espera

Quando eu chegava

E me abraçavas

E não mais me largavas!...


Vó Laurinha

Dá-me a tua mão

Deixa-me ficar assim

Mergulhada no teu seio

Que foi de ti

Que o meu amor veio

E nunca me faltaste

E nunca me poupaste

Com palavras de amor !...


Ai, vó Laurinha, como é duro viver, por vezes, e, como é duro saber que tudo continua, mas, sem ti... Gostaria de ir ter contigo, falar-te das minhas coisas, sei que nos sentariamos na varanda,a quela varanda de vistas tão lindas, e, o diálogo entre nós, nunca se interrompeu... quando queriamos falar das nossas coisas, para os restantes não nos ouvirem, iamos para a cozinha, eu ajudava-te, sempre, para te poupar o trabalho, sentavamo-nos naquelas cadeirinhas pequenitas, ou num banquinho, descascáva-mos as batatas as duas, para a sopa que fazias no pote, ah, tão boa a tua sopinha, porque além dos ingredientes que levava, acrescentavas-lhe amor, aquele amor que passaste para mim, porque à minha mãe, não o fui buscar!... e lembras-te das batatinhas fritas que me fazias para me engordar? com o ovo fesquinho e as fatias de presunto, credo, o prato mal se aguentava, de tão cheio que estava...e o açucar na sopa? ahhh, vó laurinha, eras demais, como eu comia tão pouco, querias engordar-me a adoçar a minha boca, ahhhhh, mas, eu gostava muito e papava-a toda...

Já não vou lá à tanto tempo!...Para quê? se não estás lá, se não vens ao portão ver se eu já vinha lá em cima, naquele caminho do monte, e, quando me vias, ah, doce avózinha, como era e é lindo o nosso amor, porque ele não acabou, ele continua através dos tempos, porque tu estás em mim, e eu em ti...sempre, SEMPRE !...








Terça-feira, Maio 19, 2009

 

Dançar!...


Uma sala na semi obscuridade, luzes coloridas, um vislumbre de rostos. A escuridão é aliada do amor, dizem. O amor não fala, sente-se. A nina das resteas ficou ali a olhar, a ouvir a música pela primeira vez, num ambiente irreal... Era doida por dançar, mas, queria dançar nem que fosse aquela a primeira e a última vez, nos braços do seu amor!...

Ele estava junto ao piano, os seus olhos percorriam aquela semi obscuridade, procurando encontrar a mulher amada... Lá estava ela, tal e qual a idealizara em pensamentos e sonhos...
Seus olhares encontraram-se...decidido, pegou na sua mão, manteve-a nas suas,atraíu-a para si, enlaçou-a e, colou o seu corpo ao dela! dançaram, eram dois corpos num só. Nunca deixaram de se olhar...

Rodopiei nos seus braços, foi algo de belo, de puro, emotivo, e, vi nossos rostos como nos anos de outrora, como se o destino nos fosse juntar pela eternidade, como se já chegasse de sofrimento... Beijou-me, e, olhando-me nos olhos, segredou-me baixinho; agora sim! Podes dizer que os teus lábios foram beijados com amor!...



Abri os olhos pouco a pouco. As luzes tinham desaparecido. A magia daquele momento há-de permanecer em mim para todo o sempre...

A vida trouxe-me à realidade!
Deixei que minhas lágrimas corressem, livres, e, agradecida por tão belo momento, voltei à vida, à vida de sempre, onde não há romance onde não há carinho, onde não há amor!...E, dei comigo no escritório, a dançar sozinha, e tendo como espectador, o shakita que alucinado me olhava de solsaio, dizendo de si para si; a minha laurinha endoidou!...

Aproveito o salão de baile, a musica, o ambiente romântico para desejar ao nosso querido amigo KIM um feliz aniversário, e, já tem post na verdinha, de parabéns, andamos é pra saber; onde é a festa!...
beijinho e grande abraço...






Segunda-feira, Maio 18, 2009

 

Caminhada por S. Victor!...


Ando numa de andar a pé por tudo e por nada, e, como todos trabalham, vou sozinha, quase todos os dias ando pela cidade para andar, andar e andar. Sou capaz de ir de manhã, volto para fazer o almoço e algumas coisas, e, mal possa, lá vou eu de novo, que a bolinha daqui nada rebola e a Avenida é a descer... parando, é na Conselheiro Lobato...

O meu amigo Dr Firmino Marques, (O Presidente) já me tinha falado nas caminhadas às Sete Fontes e volta e meia manda-me email a avisar, já sabe que pelo telefone não dá... e assim, pelas 9 e tal estava lá, levei a carrinha, pois pensei; xi, deixa ver se não fico plo caminho, sempre são 7 kilómetros, (ai parisiense que fizeste 18 km foi? e conseguiste, mas, também tinham à espera um lauto farnel... e foi todo o dia.) por aí, e no regresso a fome deve apertar.

Havia médicos e enfermeiros,(incluindo a filha do Dr Firmino, recém formada, médica.) todos jovens, a medir tensões, dar a pica para despistar os diabetes, eu nem quis nada, o coração sei a quantas anda, e, enquanto se mantiver assim...tudo bem...
Lá nos pusemos em marcha mais tarde que o previsto, pois eramos uns 40, por aí, e a maioria demorou a medir a tensão.

Começou tudo a acelerar, e eu ia ao lado de uma Rosa, uma rosa bem querida com quem comparti o trajecto todo, falamos, ajudamo-nos nos obstáculos. Eu já sabia mais ou menos por onde iamos, e, fomos as duas companheiras naqueles instantes que depressa passaram... o verde, tão verde, o cheiro da terra molhada, o dia prometia chuva, e até o S. Victor nos abençoou com umas gotas, tudo salpicadinho para irmos com as ideias mais frescas para casa. Aquele cheirinho da terra e das ervas, recém cortadas, levou-me à Aldeia da avó Laurinha, quando ia com as tias à erva para os coelhos, e aprendi a segar também, tinha os meus 16 anitos, era tal e qual, flores, arbustos plantinhas, minha nossa, que nostalgia. Aquele trajecto quando chegamos lá mais para as Sete Fontes, tem mesmo sete fontes, e aquilo já está ao serviço do Povo, há mais de 200 anos. Ouvia-se o rugir da água por baixo da terra, eu ouvi sim, deixei o pessoal afastar, para que o som das vozes não incomodasse, e, sim, é lindo aquele som... tem aqui abaixo uma das fontes, e a água passa por baixo, apenas se ouve... pode ver-se o caminho, e, quando chegamos a uma parte, o portão estava encrencado, toca a subir, escalar, saltar, e ao primeiro obstáculo, o Dr Firmino a ajudar a empurrar, só tinhamos um nicho para por a ponta do pé e o resto era pra cima, e do lado de lá outro senhor para nos dar a mão!... Muitas mãos dei nesse dia, de entre ajuda... digo eu; ah, a minha perna não vai conseguir chegar ali, (o nicho era demasiado elevado para mim, pensei..) mas, foi à primeira, era cá um riso que me ia estatelando na lama... Depois eram mais obstáculos, tudo na maior, todos se ajudavam. (alguns iam mais longe, procurar terreno com outra alternativa, mas, mantive-me sempre no grupo) Lá chegamos ao destino. Aquilo era lindo, pois eu ia à fonte buscar água das Sete fontes, mas há meses deixei de ir, eu é que carregava garrafões, subia com garraões, etc etc...bebam da da torneira... fiquei assombrada porque; o Novo Hospital está a ser construido ali, e espero que o percurso das fontes de uma maravilha arquitéctónica, de impressionante beleza, pelo caminho entre pedras, já ali colocadas há muito mais que os duzentos anos, seja uma beleza a preservar... Paravamos em cada fonte, o meu amigo falava, explicava e um moço que também o fazia, claro, tentava entender tudo. mas para mim; entender metade, já faço a história toda... Saimos pelas 10,30, mais ou menos, e chegamos pelas 13.40. só hoje o meu joelho se lembrou de me dizer; ó laurinha, não precisavas de trepar tanto, mas, enfim, amanhã estará melhorzito...



E ainda disse ao meu amigo; Dr Firmino, a rapariga quer um certificado em como começou e acabou na maior, fresca que nem uma rosa, e para provar que consegui e cheguei a todo o lado! ahh, risada geral... porque pensei; será que!.... fico plo caminho? nánaninaná, a nina das resteas vai conseguir... e claro que agradeci ao S. Victor, por tão belo passeio, caminhada, novos rostos que ficarão a ser conhecidos...
Obrigada amigo, como sempre, a laurinha está presente em tudo o que possa, e deixem-me lembrar que; Esta não é a Junta de Freguesia a que pertenço...Mas, como comecei lá a ser Monitora do tinbra, estive ali como voluntária mais de 12 anos... Como não seriamos amigos?...e para falar verdade, nem conheço o Presidente da Junta da minha Freguesia, enfim; gostos nem se discutem!... e nem se esqueça dos Fados,Dr Firmino, agora já ouço, já gostarei de assistir! Fados, canções, guitarradas, o que for, e, já não sairei de lá, desanimada por não ouvir, como antes, agora o disco mudou e toca para o meu lado...Beijinhos e obrigada por tão belo passeio em comunhão com todos e, com a mãe natureza!...






Sábado, Maio 16, 2009

 

Um presente para todos! Ninos e Ninas...



Ah, estava eu a dormitar sobre as teclas do pc, quando vejo um pivete pequenino, a esgueirar-se sorrateiramente entre elas (as teclas, pois!) e, postou-se mesmo em frente do meu nariz. E ainda por cima teve a lata de me chamar, nina... a idade dele e a minha, têm uns bons anos a separar-nos, mas, o raio do miúdo vinha tão alegre e com ele carregava um embrulho que, fez questão de colocar em cima do pc. Ah, ganda embrulho disse eu! Pois é, mas não é para ti! responde o atrevido com carinha de anjo, bochechas de anjo, sorriso à anjo... então é para quem? Ou seja, enganaste-te no caminho? Problema teu, se não é para mim, podes seguir viagem com o raio da tua encomenda... Se te perdeste há mapas na net, digo eu. Não laurinha, não me perdi, lá estás tu a pensar à maneira da terra e à tua maneira, sempre apressada a pensar...

Mas, falando no mapa como disseste, laurinha, laurinha, és cá das minhas. Pousou a caixinha e disse; deixas-me entrar aí, para procurar as terrinhas onde moram as tuas amigas do blogue, mas, todas, todinhas? Que remédio, digo eu, se o aspirante a Anjo se postou logo a manejar as teclas com tamanha rapidez que meu pesoço ficou num oito ao ver como ele dava com a casinha de todos, até as de longe nas suas Ilhas, no Brasil, Angola, e em Lisboa é que era, um montão de moradas apareceu... e diz também, mas, laurinha, e os ninos? Mau, agora queres que dê prendas aos man também? ó balha-te laurinha! digo eu; balha-te? és cá do Norte? não sabes falar à maneira? sei pois laurinha, isso sei, mas, queria apenas por-te a sorrir, é que andas cá com uma tristeza nesses olhar, que se o olhar matasse, já tinha caído fulminado a teus pés!... Vá lá muié, bota lá a morada dos ninos, os de mais perto e longe, e... lá foi ele ver tudo e dei com ele na Suissa, vai aos chocolates; pensei!. Não nina, mora lá aquele que te chama nina e te deu aquela estátua tão linda...Ai é? pois, e os outros são do Brasil, Lisboa, Póvoa, Porto Braga e arredores, enfim...
Apenas uma coisa, para que não digas que os Anjos não brincam, diz a todos que cada um tem de inventar o que é a sua prenda, mesmo a caixa parecendo ter rosas, rosas não são, nem espinhos, é para os fazer crer que ali não há nada mais que rosas, rosas... pode ser do tamanho de um grão de pó, ao maior castelo encantado...os desejos são de cada um. Assim; eles que digam o que gostariam de receber na vida, hoje, amanhã, e, tens aí um bom sábado para te entreteres, é que, quando acabarem de escrever,sentirão no seu coração que receberam o desejado!...

Laurinha! Pensavas que ia embora sem deixar um presente para ti? Repara no envelope, tem um coração... e pensa quem te escreveu, aquela tua tão ansiada cartinha, alguém que te quer dizer algo, mas, não tem coragem!... será aquele que costuma escrever-te lindas palavras?
Beijou a ponta do meu nariz, fez um zaping tremendo em todas as teclas, e, desapareceu!...
Ora botem lá os vossos mais secretos desejos!...
E, tenham um dia bom. Vou saír com a Neidinha, só um cadinho, mas, vai saber bem.
Amo-vos minha gentinha amiga, amo-vos a todos. Como o amor em mim, não se esgota (mais o dou, mais o saco enche, credo, parece mentira, mas, é verdade)

Laurinha, Laurinha, ah, voltei. Esqueci de dizer que o presente é para todos, mesmo para aqueles que só esvoaçam por aqui, e, não comentam, porque tu sabes que eles são mais que muitos que, através de emails te escrevem noutras linguas que tu entendes muito bem!...






Quinta-feira, Maio 14, 2009

 

Anseio Estar Contigo !...



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- Para ouvir o PPS desligar a música


Este poema foi escrito, logo de seguida de um momento de oração! Já foi há mais de um ano, aliás já vem publicado no meu Réstias de sol, costumo rezar no meu quarto, fecho a porta e não há interferências, nem ninguém vem incomodar. Estava de joelhos, braços curvados pelo cotovelo com as palmas das mãos viradas para cima. No momento em que ergui os braços mais alto, tão alto quanto pude, como se quisesse agarrar as Suas mãos que mantinha estendidas para todos os que O procuram, senti a suave energia dos céus, descer sobre mim, meu corpo todo tremeu, até a cabeça, cada cabelo vibrava em unissono com o corpo, foi transcedental, e minha pele ficou arrepiada. Foi incrivelmente belo e profundo, senti cada momento, cada ponto, como digo no Poema, e, mal acabei, abri a porta, dirigi-me ao pc e saiu assim, porque é todo como uma Oração!...

Obrigada doce Jesus, porque Tu estás em mim e, eu, embora tão pequenina ante Ti, sinto que estou em Ti também, porque por mais que sofra, há sempre um lenitivo, há sempre algo que me transcende e, como se nada fosse, passo ao passo seguinte, esperando em Ti, esperando no teu amor, que diga-se, é o único que me dá aquele sagrado sentir, porque nada pedes em troca!...

Deixa-me amar-Te sempre doce Nazareno, deixa-me amar-te sempre meu doce amigo e por favor, ouve o anseio do meu coração!... Ouve a voz de quem só deseja aquele tiquinho de amor, porque ele vive no meu seio, desde que nasci, ou seja, muito antes de vir aqui, ao mundo a este mundo tão sofrido!...






Terça-feira, Maio 12, 2009

 

Jardim do H dos Covões !...


O dito jardim onde me sentei e tive uma conversa com a natureza, fica lá ao fundo, ao cimo das escadas, nas costas do Anjo. (imagem ao lado, com o lago, e o Anjo de frente, nas costas dele tem
uma escadaria. (aumentem a foto do Anjo e verse-á melhor as escadas)














É só árvores centenárias, enormes, arbustos, e como musica de fundo, estavam trabalhadores a cortar arbustos com as maquinetas barulhentas, pararam no intervalo do almoço e, foi o que me valeu para meter conversa com elas, as árvores, o banco,velhissimo como o tempo... enfim, tudo o que estava ao redor... Não havia ali viva alma, só na outra parte de outra escadaria, a folhagem protegia-me dos olhares intrusos, assim, andei por ali, fotografei, tinha tempo de marcar um encontro, foi pena nem me ter lembrado antes!... o lago tinha nenúfares pequeninos, as minhas flores aquáticas preferidas, só não gosto da cerca de ferro em volta, mas, eles é que sabem... E tem lá uns versos do António Aleixo que bem diz sobre quem come o pão que outros ganham !...


Um banco de jardim !...


Um banco de jardim

Centenário

Árvores, flores

Tudo isso junto de mim

Sentei-me ali

Em silêncio

Procurando não ser intrusa

De milhares de segredos

Ali murmurados

De milhares de olhares

Trocados

Entre seres

Enamorados !...


Perguntei às árvores

Se algum daqueles amores

Vingou.

Responderam-me ;

Que interessava somente

O momento que ali se passou

O momento da troca de amor

Que entre todos se gerou.

Senti que seria o meu momento

Mau grado o amor que não levava

E se tivesse combinado a tempo

Decerto também sairia de lá

Enamorada!...


Haja poesia, mas, que bem me souberam aquelas quase duas horinhas, ali sentadinha a contemplar tudo em redor, a aspirar o perfume das flores, a embriagar-me com o passado e o presente de quem se sentou ali, quem se amou, beijou, ah, coisa linda...sonha laurinha que sonhar é fácil!... e quem sabe, muitos dos rostos que lá estiveram, pelo sim pelo não, voltaram ali, atraídos pelos meus pensamentos! Ah, o amor, divino amor!... E como vou lá todos os meses, estou sempre a tempo, ehhhhhh... desde que não chova, é lindo...








Segunda-feira, Maio 11, 2009

 

Cisne Branco !...



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- Para ouvir o PPS desligar a música


Este poema foi escrito para a Anita,já foi publicado aqui, mas, agora em pps, maravilhosamente lindo...

A minha amiga , amiga da alma, uma amiga de há imensos anos. Conhecemo-nos no voluntariado da Cruz Vermelha no Hospital de S. Marcos, há uns bons anos... tão bem nos demos que já iamos juntas (só iamos em grupos de duas a duas)faziamos por nos colarmos uma à outra!...dar o lanche aos doentes, o lanche e muito carinho porque ela é carinhosa, e muito... É uma nina lindissima, elegante, uma pessoa maravilhosa, pura, amiga, que nem sei que mais diga. ah, e Pintora, tem lindos quadros, aprendeu e continua a frequentar as aulas...Infelizmente perdeu a mãe há pouco, e, sofre, sofre, porque não vive no ambiente de que gostaria... Por isso este singelo poema, porque ela luta com todas as forças, para ir vivendo, levando um dia de cada vez!...
Por vezes manda sms, laurinha, vou passar aí e vamos as duas aqui ou ali, damos lindos passeios, conversamos, desabafamos, e, o tempo passa sem que a nossa amizade tenha uma beliscadura!...

Obrigada Anita, meu querido Cisne Branco. Obrigada pela amizade linda com que me brindas, obrigada pelo teu amor tão puro e pela tua boa vontade, sempre pronta a ajudar-me, seja lá no que for!...

E, obrigada Victor (colega da Anita na escola de Pintura) pela formatação do poema, e pelas horas perdidas, mas, saiu uma belíssima obra de Arte!... Ela que diga de sua justiça, se gostou da surpresa que lhe fizemos os dois, e ela nem esperava!...
Estou para ver a cara dela, pois quando esta tarde ela veio cá, e, falamos nos pps, ela sem suspeitar sequer, disse; vou falar com o Victor, pode ser que ele nos possa ensinar... e o Victor já me tinha dito; Laurinha, vamos combinar um dia e ensino às duas a fazer um pps, vai ver que é fácil, e com a continuação, aprende-se rápido..ehhh Surpreendida nina Anita?
Beijinhos e Deus te abençoe e torne mais suave, a tua caminhada sobre a terra!...






Sábado, Maio 09, 2009

 

Bolinhos de cerveja !...


Cheguei da festa da formatura da M. João, pelas 16, elas iam à Missa e eu não estava afim, como me levantei cedissimo (porque sou tótó, vou para o pc já que não me apetece ficar na cama!) prometi voltar ao fim da tarde, mas, agora dói-me a cabeça, é da vesicula, essa preguiçosa que nem sempre lhe apetece trabalhar de jeito e...

A Neide tinha pedido ajuda para fazer os biscoitos de cerveja, segunda leva para a Univ os colegas adoram e tem uma amiga que está grávida que já os queria na sexta feira, e, ficou aguada, ela leva uma caixinha à parte com mais só para ela matar o desejo... E assim, mãe e filha, deitaram mãos à obra e sairam como manda o figurino, está nas fotos (minhas) o processo da confeção dos ditos! A Neide fez a massa, estendeu, eu cortei, enrolei, e aí vão as mãos da laura!... (ah, podem-se guardar numa lata e duram dias e dias, só que, aqui não! O pessoal ataca, eu nem quero, da maneira que ando na minha dietinha, nem para eles olho...)

1 Kg de farinha com fermento
250 de Margarina vaqueiro
1 Lata de cerveja
Não leva açúcar na massa! embora a Neide tenha posto duas colheres de sopa dele, porque sabem melhor assim...

Amassa-se tudo muito bem, deixa-se descansar a massa, estende-se, corta-se em tirinhas como se vê na foto, dobram-se, e, enrolam-se e se forem grandes, cortam-se ao meio.
Passam-se por açúcar antes de colocar no tabuleiro pouco untado! Deixam-se dourar para que o açúcar queime um cadinho, ficam estorricadinhos, com um Porto, ou um licor, ou mesmo umas cervejitas, a coisa fica fina...

Fui à arca do enxoval buscar esta toalha! Nunca foi usada, esta e mais duas. Foram compradas na Casa Gajageira, o pessoal de Luanda sabe do que falo, ficava na estrada da Cuca, tinha 17 anitos, e, feliz, fi-la eu, estavam na moda os lenços, que depois de colocar aplicações de rendas, espiguilha, ficavam lindas toalhas. Como sempre disse, o melhor para o meu lar, o que mais gostasse, tudo punha e confecionava com amor para a minha casinha! Para o meu mais que tudo, ahhhhh, pois os meus mais que tudo, nunca chegaram a ter esse estatuto e por isso! Pevas, nunca comeram nestas minhas duas toalhas!(( Assim, como tenho os lençóis de belas rendas e bordados, por estrear, só foram lavados para ficarem apresentáveis...)) Ficaram guardadas, só a fui buscar, porque as lavei há semanas, de tanto estarem na mala há cerca de 40 anos, já as tinha lavado algumas vezes, só para não amarelecerem...e, tirei as fotos, já está de novo onde deve... Quem sabe ainda será colocada algum dia!...Tem borboletas e o tecido é popelina, mas boa, bonita, adoro-as, a outra tem chinesas, é mais fina...
Estas duas garrafas, a que tem pouco licor, tem uma história de familia da Bélgica (lembrei-me da verdinha que neste momento está lá!) Foi-me oferecida no dia do meu casamento (1977) pela esposa do Vice Consul da África do Sul, em Luanda, conhecemo-nos lá e mais tarde quando fomos para Pretória, tornou-se nossa amiga e frequentava a casa dos meus pais! Já estava na familia dela há cem anos! Foi-lhe oferecida pela avó, e como ela não tinha filhos, fez questão de ma oferecer, era uma amor de senhora, a Josete Malone (o Malone era o sobrenome do marido, Sul Africano, o Mike Malone!)
Assim; sirvam-se, papem, consolem-se, foram feitos entre mãe e filha, com diálogo, risos e cumplicidade!...






Sexta-feira, Maio 08, 2009

 

Força, Bruno!... (da Lisa)


Escrevi esta letra há coisa de 2 anos, estava desiludida com a vida, o raio da vida, o rais que a partisse (na altura) que saiu esta letra, toda a bater na bateria que tinha na cabeça!... Foi toda escrita com ritmo feito por mim, a musica, idem, já que ainda não ouvia nada, assim! Bruno, força, usa-a e ensaia-a, quem sabe alguém vai gostar dela e ganhas um prémio enorme... Mas, por favor... só de dia, quando o pessoal estiver a trabalhar, ahhhhhhh, se eu estivesse perto ..ai, ia assistir enquanto daria uns bate pé!... e entretanto tens aí muita bateria pra tocar, enquanto que eu toco jambé, ah, tenho ritmo pois, e um bem grande cá em casa, do meu Claúdio que tem uma banda, de música metaleira... dancem pois, pessoal, é bater no duro, ah, lembrei-me da nosssa querida Je vois la vie en vert, que está na Bélgica e que sabe dançar o Kuduru... e eu mortinha que ela chegue para me ensinar!...
Bruno; Sai Rap?



Vida que trampa me saíste!...


Vida que trampa me saíste
E eu que pensava
Que podia confiar em ti

Mas acabei por me decepcionar
Pensava que nós duas
Éramos uma turma da pesada!...

Andaríamos de mãos dadas pelas ruas

Correríamos para o mesmo lado
No mesmo passo apressado…


E aqui para nós
Nunca entornaríamos o caldo

Teríamos sempre um viver assegurado…

Afinal abandonaste-me

Deixaste-me a meio da viagem
Isso da tua parte
Foi uma grande sacanagem…

És trampa, és uma trampa, és trampa…
E nunca mais quero nada contigo
E recordo o velho ditado
Mais vale só que mal acompanhado…

És trampa, és uma trampa, és trampa, és uma trampa…

O que quero de ti é distância
Passo largo e bem apressado
Se não tiver o meu viver
Assegurado!…

És trampa, és uma trampa, és trampa, és uma trampa!...







Quarta-feira, Maio 06, 2009

 

Pobre Lisa!...


Disse que estava aflita dos ouvidos, que a musica estava alta demais, desconfio que era o nosso Bruno nas aventuras musicais dele... Ou alguma orquestra ao ar livre, lá fora no quintal, os musicos são os gnomos da floresta. E como eu bem lhe disse; euzinha é que devia morar lá em casa, para ter o prazer de ouvir o Bruno tocar a toda a hora... Pois, musica é comigo! Aqui em casa danço mas a medo, quando estou sozinha, não vá o manel aparecer em casa durante as horas de trabalho, e por acaso até aparece, esquece-se sempre de alguma chave, algum papel... Assim, o bruno tocava e eu ali na maior, a assitir toda feliz... e quem sabe ainda ganharia algum concurso de dança! Já ganhei num casamento, quando disseram que fomos o par que melhor dançou, entre 300 pessoas, bem, quando souberam que eu não ouvia!... Ah, gosto muito que enquanto danço, o meu par cante pra mim a letra, ah, que bem que sabe... mas, raramente arranjo par à altura!... Nem é dificil, com o meu tamanho!...

A nina Lisa, diz que faz directas, que não consegue adomecer, bolas nina, ai vai o remédio para evitares as directas!... Leva uma maquineta de somar ou um bloquito e um lápis, e contas os carneirinhos todos que quiseres... e enfia um barrete como eles têm, mas que giros, assim até eu passava a noite a contá-los, só que, adormeço antes de chegar aos vinte...
Já houve uma altura em que não conseguia adormecer, isso já há muitos anos, e o médico bem me gozava, dizia que contasse carneiros, e eu ainda lhe perguntei se os contava, deitados ou a comer erva, ou a pular a cerca... Enfim, dorme Lisa, dorme pariga, fecha os olhos e sonha, afinal de contas não é proibido sonhar, nunca! Beijinho a ti e ao Bruno...






Terça-feira, Maio 05, 2009

 

História do castanhito!... (aconteceu há coisa de uma hora)


Este é o verdadeiro personagem da história, o castanhito! nas duas fotos, depois de bater na janela, ser tratado, etc... etc...

Para os mais pequeninos. Para os avós lhes lerem, ou ajudarem a ler!
Passou-se aqui em casa, eram umas 19 h por aí...

Castanhito, o nome que lhe dei, ao passarinho castanho, que entrou apressado, porta da varanda adentro. Jovem, jovenzinho, astuto e maroto, de certeza que ainda não anda na escola, pois se andasse; já sabia que não se entra na casa das pessoas sem bater, ou pedir licença e, mais ainda, quando as pessoas têm um ão ão enorme chamado shakita!

Castanhito entrou alvoroçado pela casa, foi dar à cozinha, a tia laurinha, mal teve tempo de se refazer da surpresa, já o shakita corria que nem doido para apanhar aquele monte de penas castanhas, uma bolinha pensou com os seus botões! uma bolinha para brincar... O castanhito quando viu o tamanho do amigalhaço, shaka, nem pensou duas vezes, deu às asas para que te quero (qual pernas para que te quero) e tão assustado ficou ao ver que se enganou na casa onde entrou que, com a pressa de sair, bateu com quanta força ia, a mil por hora, talvez... na lingua dos pássaros é assim!... e caiu redondo no chão. O dono do shakita, correu a tempo de evitar que ele lhe pusesse a dentuça em cima, e depois a história seria; era uma vez um passarinho tótó!...

Levou-o para a cozinha, molhou a cabecinha dele, mas, estava quase a ir-se para o outro mundo! A tia laurinha como tem muita confiança no Jesus dela, pegou nele, envolveu-o na sua mão, encostou-o ao coração, soprou-lhe devagarinho, e levou-o para o quarto, colocou-o em cima da cama, ele não se mexia, abria os olhos a custo, estava quase inerte! então ela ajoelhou-se ao lado da cama e começou a cantar baixinho, a canção que gosta de cantar ao Jesus, aquela que tem o titulo " Anseio estar Contigo" dali a nada começou a abrir os olhitos, pretos, lindos. Ela tentou que se levantasse, não conseguiu. Continuou a fazer miminhos na cabecinha dele e a pedir que se curasse, para voltar para junto da mãe que áquela hora já devia andar plas ruas à procura dele!...


Dali a nada, ergue-se, cambaleia, segura-se nas patinhas, e arrisca um voo rasante até á porta do quarto, fechada, pois o shakita do lado de lá fazia um barulho incrivel para o deixarem entrar, até que o dono veio buscá-lo e lhe pôs o açaime...

A tia laurinha, esperou que se recompusesse, levou-o à varanda. beijou-o com amor, segredou-lhe; (juizinho meu rapazito) todos se despediram dele e, atirou-o pelo ar, tem muitas árvores aqui em frente... voou, voou, aterrou mais para a frente, deixou-se ficar quietinho, talvez a pensar na asneira que fez ao entrar em casa alheia!... Ela foi espreitando, viu outros pássaros a brincar perto dele, e, decerto a mãe veio buscá-lo, porque depois não mais o viu...






 

Amigas esquecidas!...


Um email enviado por um amigo, fez-me voltar aos momentos de introspeção, aos momentos vividos desde a minha infância! O meu viver sempre em constante mudança, de anos a anos mudavamos de terra, o meu pai, funcionário público, tinha de ir para onde o mandavam, a
familia atrelada, já se sabe. Primeiro ia ele à frente, para arranjar a casa, umas vezes já mobiladas, outras comprava ele uns móveis e lá ficavamos. Como nasci em Valença, e, sempre digo que saí de lá bebé, não tendo ali familiares nem (bebés amigas ahhhh) é terra onde só vou de passagem para terras Espanholas, e nem a conheço à
maneira, apenas os lugares onde tenho de passar, e, claro, a fortaleza pois nasci dentro daquelas muralhas, ao menos estava bem protegida!...


Depois fomos para o Porto, Rio Tinto, vivemos também em Espinho ah, por isso há dias, quando lá fui, nem me baralhei um momento, fui dar direitinha ao nosso ponto de encontro!
Depois lembro-me da Pontinha, lembro-me da praça, do largo onde viviamos, não tinha saída, de algumas pessoas amigas que guardo no coração, pois ele era um colega do meu pai, e os filhos mais velhos que nós, uns amores!... a Tita o Óscar e o Fernando, a dona chica, amor de amiga e o marido, que também embarcaram connosco no Principe Perfeito anos mais tarde.
Vivia lá uma miuda mais velha que eu, mas, raios a levassem, quando me via era; ó coisinha pra cá ó coisinha pra lá e pimba, beliscava-me até me deixar a chorar, fugia para casa, mas, dali a nada já lá estava eu outra vez, pronta para mais um beliscão, ah, laurinha palerma... era a Dinora, nunca mais a esqueci. Havia o senhor Gaspar com uma perna de pau que me entrava pla casa a dentro se eu não comia a sopa, batia com o pau no chão e acho que a bebia toda duma vez, ou ia a mulher dele de avental a tapar a cabeça, credo, a dona elisa não olhava a meios para me fazer engolir a detestada sopa...


Lembro-me pouco dos rosto dos novos amigos em Vila Verde da Raia, mais para perto da Fronteira com Espanha, onde nos metiamos com os do lado de lá e era um chorrilho de palavrões, só me lembro da cantilena que todos entoávamos quando a zanga era pra valer, seixos, pedrinhas apanhadas no rio, açude, onde tantas vezes tomei banhocas de maravilha, apanhava cobras dágua que trazia para casa enroladas nos pulsos e que tinha de ir devolver à procedência, a dona Elisa não ia em cobras dágua nem cobras de vinho... e as mães deles a lavar no rio e nós a atirar pedras e a evitar as deles... começavamos a atroar os ares com o que inventamos.. Galegos da pata redonda filhos da p. não podeis com a bomba!... e fugiamos a sete pés... enfim, tolices de criança, os pais de nada se apercebiam, e nós caladinhos senão!... bebiamos água do posso do Lucas, estragavamos-lhe as alfaces para tirar uma folha para beber a água, debruçados no chão... lembro-me dos nomes de algunsmeninos e meninas, do rosto do Marcos, desse lembro muito bem, porque a mãe faleceu lá e foi a primeira vez que vi alguém num caixão... e lembro as lágrimas dele, esse nunca o esqueci, os outros tenho-os todos em imagens exparsas... Depois na escola com as meninas da Vila, só lembro a Professora, boa, aprendi bastante e dali fomos para o Entroncamento. Lembro-me da Zulmira a minha colega de carteira, por ela eu copiava para o ditado, já que a stora tinha crochet para fazer e não ia estar sempre a olhar para a nina laura pra ela ler nos lábios... eu raramente levava erros e ela uns quantos, bem a cutucava no braço para a stora não pereceber, para lhe dizer que a palavra estava mal escrita a ver se ela arranjava, já que era a lápis!... mas ela não via e eu bem lhe mostrava o meu caderno, disfarçadamente... lembro-me das feições dela, do rabo de cavalo, uma nina adorável e bondosa que me queria proteger... Lembro-me de outra da escola maior, do andar de cima, essa sim, era o meu anjinho ali, só havia meninas, os rapazes estavam numa escola a kilómetros, ela andava na admissão ou coisa parecida, uma bondade sem par, faleceu ainda eu andava na escola, uma doença que nem sei qual, levou-a. Foi uma dor e um momento jamais esquecido... porque me protegia das mais mázitas... ela era um Anjo já nessa altura, tenho a certeza disso!

Assim, Não pude relacionar-me com elas, porque aos dez anitos fui para Luanda, e não escrevia cartas nessa altura, assim; foram ficando pelo caminho...
No Entroncamento ainda andei uns meses numa casa de freiras, a aprender uma semana de bordados, uma semana de costura e outra de limpeza e voltava-se ao principio... Adorei, ascendi ao posto de mestra de limpeza, porque punha a c banho a brilhar, era só isso que limpavamos,e ralhava com as ninas mais velhas por deixarem cabelos no lavatório...
Na cozinha tudo o que faziamos para as madres, tinhamos de provar, faziamos um bolo e havia nas forminhas para provarmos o nosso trabalho feito, croquetes e rissóis, aprendi tudo com 9 anitos, prestes a fazer 10...
Bordava no bastidor, ponto de cruz, enfim, nina prendada. Estava lá uma moça de 28 anos, vinha de combóio, era irmã de um Padre de uma terra próxima, dizia sempre que me havia de levar com ela para conhecer a terra dela e era amorosa comigo, um doce...
As mestras não vestiam como as freiras, roupas escuras, saias, blusa e casaquinhos, enfim, davam-me mal que sei lá, eram duas, e as parigas tomavam partido de uma e outra, elas por vezes passavam-se dos carretos e discutiam forte e feio, eu como não ouvia, sabia lá quem tinha ou não razão!...dava-me muitissimo bem com as duas, até levei a direção delas para escrever, mas, nunca mais!... Não sei o nome da rua dessa escola, lar, o que era, mas sei lá ir direitinha, e, um dia destes, como ando a prometer a mim própria, meto-me no combóio e vou andar por lá, a pascoalita prometeu acompanhar-me num dia que possa esquivar o trabalho... naquela terra onde vivi bons tempos e onde nasceu o meu mano querido, já falecido. Sei ir apé até à nossa casinha e passar na Igreja Matriz, nas ruas que iam dar à praça e à escola que ficava para lá da ponte, a ponte por onde muitas vezes, corriamos a bom correr, pois s eo combóio fosse a passar, a fumarada deixava as nossa batas brancas em mau estado!... E lembro a Ana Maria, a filha do carteiro, o senhor Lopes que fazia uma massa com rolas, divino, só ele, porque eu adorava a Ana Maria, que será feito dela? era mais velha que eu, e a Lisete Heitor Rolinho, a minha vizinha debaixo, ah, como gostava de os ver a todos, mas!... Já sei que o olival está já com uma estrada alcatroada, e a nossa casa era a última e o pessoal ia para a apanha da azeitona que eu gostava de ver,a zurzir as oliveiras com os oleados no chão para a azeitona cair nele... Quantas vezes ajudei na apanha do chão, para poder brincar com os filhos dos que iam para lá trabalhar!...
Pois é, muitos nunca sairam daqui e nunca perderam os amigos de vista. continuam na mesma terra de sempre, mas, graças a isso, evoluí, conheci mundos e mundos, a África maravilhosa, os viveres e raças diferentes, se ficasse aqui... seria o que acho, uma pasmaceira sem fim! (sem ofensa)






Segunda-feira, Maio 04, 2009

 

Como sonhas !...


Como sonhas !...


Como sonhas
Sem sonhar
Como vives
Sem viver
Como amas
Sem amar
Como sofres
De sofrer !...

Porque sonhas
Sem amar
Sem sonhar
E não vives
Nem queres viver
Porque amas
Porque sofres
Sem lutar!...

Porque sentes
Sem sentir
Que o amor
Te está a fugir
A escorregar
Entre teus dedos
E a balançar
Nas tuas mãos!...

Porque esperas
Para correr
Em busca de amor
Porque esperas
Para viver
O que resta
Do teu viver
Sozinha
E em dor !...






Domingo, Maio 03, 2009

 

Parabéns, Salvador!...


Feliz aniversário, Salvador !...

O nino pequenito da nossa querida Angel ligth... e neto de uma amiga minha também, que viveu como eu na nossa Luanda, a terra dos sonhos, da vida em pleno, das aventuras, enfim! Parabéns Salvador. Nem me perguntes como soube, apanhei umas coisitas, juntei tudo e, saiu esse bolito todo colorido, mas, saboroso, já que vai recheado e amor, amizade... Saltei um post que tinha de colocar ontem, e...Não, não te esqueci... apenas esqueci quantas velinhas são e assim!...
Grande abraço meu e de todos os meus, pois já falei em ti aqui em casa, nos teus manos e Pais, avós e tudo... Passa um dia recheado de amor e felicidade e muitas coisinhas boas para saborear...
E já agora, dá um beijinho à tua avózinha e à tua mãe, da parte da laura, por ser o dia delas, também!...






 

Encontros!...


É fascinante um encontro marcado, com quem já trocamos comentários, emails, e vimos os rostos aparentes de quem vamos descobrir as feições adivinhadas!...

Lá fui com a Glorinha e em pouco mais ou menos, 40 minutos, estavamos na Camara de Espinho, naquele jardim, à espera deles. O encontro estava marcado para as 13.
Todos andam em pulgas para saber como foi abraçar a Lisa, se a apertei assim tanto como disse, se reconheci o Kim, não é que foi isso mesmo!... o rapaz ainda estava a alguns 50 metros de mim, ou mais, e já estava eu a acenar, confiante de que eram eles, eles, e os amigos do casal, a Estrelinha do Norte e o David... ah, têm uma foto num post do Kim) que conste que a estrelinha, mas que raio de pariga, é um amor, razão tem o Kim em chamar-lhe a estrelinha do Norte é vizinha da minha Nôr, a minha querida amiga desde há 30 anos, na África do Sul, e a esposa do Kim, um amor de nina também ,viveu e andou a estudar aqui em Braga e conhece um amigo meu, muito Amigo mesmo! ahhh, mas que surpresas nos acontecem... toca a dar à treta... E como sempre, este é apenas o segundo encontro onde me meto, e cada qual melhor que o outro!...

Já estavamos convidadas pelo Kim para almoçar ali ao pé do mar! Este homenzarrão enorme, tem tanto de altura como de amor,carinho, pelo próximo, não, não me enganei na imagem e impressão que tinha dele, nadica, antes pelo contrário, assombrei-me pela exactidão do que levava no pensamento. Obrigada Kim, pelo amor, amizade, partilha. Podes crer que já tens lugar cativo no meu coração! já tinhas, mas, agora, ainda mais!... Uma coisa é certa, Kim. No que deste com amor, em amor receberás!...

A Lisa, querida Lisa, tão linda, tão fininha, doce, olhar sofrido, enfim, esta menina tem uma cruz que não é qualquer um que conseguiria arrostar com ela! Minha querida Lisa! Passamos mais de 5 horas em amena cavaqueira, falamos de tudo, de bloguistas, deste daquele, da vida da nossa Lisa que tem tantos ses que não se conseguem resolver, porque a forma de ajuda que os nosso querido Governo dá a uns e outros, é mesmo uma utopia... E a vida dela continua naquela aflição de todos os dias!... Que Deus estenda a Sua Mão e a acolha nela, assim como a todas as mães que têm filhos Autistas!... Não têm a vida fácil, não, de maneira nenhuma.
A Glorinha foi encantada com o grupo, adorou este bocadinho onde se vislumbrava o amor, a partilha, a amizade!

Para quem não acredita que haja disto através da net!... Está aqui a prova. Kim, Luisa, adorei, amei estar convosco cada bocadinho, cada momento. Lisa; mais palavras para quê? O amor exprime-se de muitas formas e a nossa foi essa, naquele abraço esperado, sabendo que podemos contar uma com a outra, e no menos que possamos ter, chegará sempre para trocarmos em amor!...

(Ah, sem esquecer de desejar a todas as ninas, um feliz dia da mãe !)