A minha Poesia em pps
Formatado por Zélia Nicolodi, Vitor Campos e Estrelinha d'Alva
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Quero Alguém


O meu tecer de Esperanças!...


Já escalei a minha montanha!...


Amar-te-ei Sempre!...


Não te vás nunca!...


Não foi o ocaso


sexta-feira, janeiro 29, 2010

 

As minhas noites de Amor!


Os primeiros serões da minha vida, foram passados na casa dos meus avós, Laurinha e Manuel (ah, ganda azar, eu também sou laurinha e calhou-me um manel!) foi ali que assisti ao que de mais belo havia numa aldeia, pois contar é uma coisa e vivenciar, outra! A idade que tinha? foi até aos dez anos, desde que nasci que iamos lá, apanhavamos o comboio, depois camioneta e táxi quando havia. Aquela amizade entre os amigos dos meus tios e tias, jovens ainda, era linda de se ver, e ainda as mantêm.
De Inverno juntavam-se lá a malhar o milho e nós acabavamos de tirar os grãos que ficavam agarrados, a nossa cozinha era enorme, e quando da matança do porco, nunca menos que dois enormes porcos... iam também ajudar a cortar as carnes para as chouriças, e a avó dava-me uma tábua pequenina, uma faca pequenina e ao lado dela, ah, deliciava-me a ajudar, a temperar e quando ela ia à vasilha enorme, mexer as carnes com o braço até ao fundo, brrrr que frio, a laurinha também queria meter ali a mão, e, provar se estava bom de sal! Querida avó laurinha, querida amiga para toda a eternidade!(amo-te avó com todas as fibras do meu ser) a nossa lareira, sendo o avô amante do fogo a crepitar, e os tios eram muitos para irem buscar carros de bois carregadinhos de lenha, nossa, tinhamos coutadas, lameiros, campos, vacas, bois, ovelhas, o burrito piruças e mais burritos que houve, éguas, cavalos, ah, belos tempos!

Lembro que de verão usavam a Eira, desfolhavam o milho, debulhavam o feijão, encabavam as cebolas, eu sei fazer isso tudo, tudinho... e o meu padrinho levava a grafonola dele para lá e aquilo é que era cantar e dançar, trabalhar e mimarem-me todos, era o melhor, pois era aúnica neta rapariga, só havia o meu irmão mais velho que eu um ano... comia-se, bebia-se, dançava-se, namorava-se, ai que eu dava conta dos namoricos, das palavras de todos e ainda ouvi até aos seis anos... e levava cada raspanete das tias por dizer o que não devia, se eu via, ora pois, os beijinhos que eles davam às escondidas!... e quando iamos acompanhar alguma amiga delas a casa, e o namorado ia plo mesmo caminho, de candeia na mão, tão escuro e tão belo, podiam ver-se as estrelas sem o incómodo de agora que quase não nos deixa vê-las, a luz das ruas a luz a mais que temos na noite! é que tinhamos de entregar a Aninhas à porta de casa, não fosse o seu João reclamar, filha dele não andava de noite na rua sozinha!... e o que ela não tinha tempo de fazer durante esse 'sozinha'...
Todos os dias havia serão lá em casa, depois da cozinha arrumada, todos se reuniam ali, os rapazes iam até lá acima, ao mulherio. e a avó fazia o chá de cidreira numa dessas coisas de barro, na foto...
Tudo passou, tudo se acabou, das tias na aldeia, resta uma com 82 anos, velhota, lúcida ainda, os tios estão espalhados por aqui, e a tia que mais gosto, a Tiz, vive aqui perto de mim.
Quando lembro esse tempo, bate uma saudade! ao cair da tarde!
Nada perdura para lá das lembranças que queiramos guardar, apenas lembro a verdadeira familia, o verdadeiro amor que havia entre os meus avós, pese a que ele tivesse as suas aventuras fora do lar, era a moda de então! mulheres sempre houve de sobra para todos, e quem aproveitou consolou-se, quem se absteve por pensar que era pecado!... gorou-se, goraram-se-lhes os sonhos, pecado era padre dormir com a mulher do seu paroquiano, isso sim, (estou a brincar porque acho que padre deve amar, amar assim, sem conta nem razão, saber como o amor é belo ao coração e aos olhos de Deus! semeavam filhos bastardos. Para mim nunca houve bastardos, porque todos tinham um pai! que óbviamente, não os assumia, ai se assim fosse, que escandalo na aldeia! Isso sim, isso para mim era um crime grave, perante a criança que ficava sem nome de pai! sem afecto, e os verdadeiros filhos, muitas vezes nem eram gerados por amor, era apenas sexo de alcova, porque a vida é assim! o amor estava noutra mulher ou noutro homem, mas... que pecado! ahhh, bem me rio agora por sermos tão lorpas!
Já fui criança, jovem, e todos ouvimos os pais, a familia falar das relações entre gente casada, maldita a sina de quem fosse descoberto, ouvi história de arrepiar sobre isso. Era o destino naquele tempo remoto! e continua a ser algo mal visto pelos ditos religiosos que se lhes afigura ter na castidade o remédio para semelhante prevaricação! Hoje não, não condeno ninguém, já tive as minhas lições da vida, já não penso como a maioria, penso apenas que amando-se, ninguém tem nada que meter o bedelho!

Hoje, os meus serões são outros, a familia vai-se desligando, os filhos seguindo o seu rumo na vida.
Querem saber onde passo os meus serões agora? pois bem à janela! Não na janela comum, mas na janelinha do pc, onde a diário me encontro com os meus queridos amigos, e, tal como a continuação do GT, falo com o Osvaldo e Aninhas, de longe a longe, o Moa, ah, esse rapaz que me faz suspirar por ele, porque escreve coisas lindas, não vem todos os dias, juraria que quase, quase todos os dias e por vezes, mais que uma vez ao dia! A Estrelinha essa já faz parte de mim, da minha vida, já lá vai um ano que ela entrou timidamente no resteas, (ora vejam lá se não combinamos, eu, a réstia de sol, ela, a estrelinha d'alva) e devagarinho fomos cimentando uma amizade única! Assim, serão que se preze, tem música e a nossa estrelinha brinda-nos com a mais bela música, até manda as letras para eu entender, ou então é o Moa que as escreve, é tão belo, tão único, tão natural, o Osvaldo até dança connosco, do lado de lá na longínqua Suissa. Ontem eram fados, mandei a Aninhas por um xale enquanto cantava, ela canta e se canta, se encanta! e dizia o Osvaldo, ó nina ela está de pijama e um xale com pijama não diz lá muito bem! Diz sim, diz que o amor está presente nos nossos serões e assim; junta-se o útil ao agradável e temos uma noite feliz, todas as noites, são essas as minhas noites de amor! e quando do lado do Moa começam a aparecer letras ao desbarato, ou algarismos seguidos, já sei que é hora de acabar ! porque o Luis Thiago apareceu a reclamar do avô a atenção! ora pois, quer o seu serão!
Obrigada queridos, obrigada ao xistosa que por vezes entra,ao João das flores! à nina Ell e à Verdinha que já tivemos por um tempo, mas ela acosta-se mais cedo!... é bom ter uma janela para passar o serão, trocar palavras de amor com quem passa! e durante o dia tenho meu mano Derfel, o amigo querido desde o tempo da minha operação à cabeça, uma alma de luz que mesmo de longe, me acompanha!





Comments:
Nina;

Confirmo tudo o que dizes. Quando posso também entro nos vossos serões e ontem à noite a companhia era grande já que estavamos seis à "janela"... e a Estrelinha, que adoramos, sempre a nos dar música!!!.
Áhhh... por acabar o xale combinou bem com o pijama e até o fado saiu melhor!.

bjs, Nina,
da Ana e Osvaldo



 
Boa, Osvaldinho, e eu a pensar, eles logo vão-se rir ao ler isto, e estavas por aqui!
Pois é, sabes que é ali que passo as minhas noites de amor! e não, não me confesso pecadora, confesso-me feliz por vos ter a fazer parte das minhas noites ao luar!...

É tão bom quando a nossa (cara linda) te vê, te sente, mas, acredita que não lhe fico atrás no entusiasmo, fazem tão bem as presenças queridas dos seres que também são parte da nossa vida! quando ela diz; olho Moa,aaaaa olhó Osvaldooooooo, que riso me dá, é bom que assim seja, é bom que possamos doar amor através de um pc, porque não? e daqui a pouco teremos a minha amiga que nasceu lá para os vossos lados, a enfeitar a janela!...

seis na mesma janela estava a ser apertado ehhhhhhhhh...
beijinhos da laura



 
Laurinha!
Gosto das janelas dos amigos, mas também gosto muito do fumeiro da tua avó.
É uma das minhas perdições. Faz mal mas sabe tão bem. E também acho que não exagero no seu consumo, logo estou perdoado.
Não tanto como se fosse padre e tivesse filhos bastardos já que essa não seria a minha postura, mas lá que corria esse risco, isso era verdade.
Já estou a imaginar as coscuvilhices das minhas paroquianas; o Padre Kim é um malandro!
Pai, perdoai-lhes que não sabem o que é ... amar!



 
Pois não Kim, disseste toda a evrdade, eles e elas não sabem o que é amar, só sabem o que é a posse, o ter, o haver, mas o amor, ah, felizes das almas que o sentem, feliz de quem se sente amado, feliz de quem sabe amar, acho que não há maior riqueza na vida!

O fumeiro é algo bom, hoje só dizem que faz mal, antigamente vivam até tardissimo e comiam-no, assim, faz de conta e quando for bom, come e consolta-te!
O de Montalegre, terra de quem sabemos, é mesmo a pouco mais de meia hora dos meus avós, é bom que se farta! aqueles frios, geadas, o fumo da lareira fazem cá um trabalho..ah, que bom. Um dia levo-te lá a casa da minha avó, é perto e está tudo como antes. Um abraço a ti e a todos, da, laura



 
Padre Kim, sim senhor; diga; penitência; rezar dois pais nossos e três avé marias, e dar de comer ao padre Kim lá atrás da sacristia, tão simples assim!...



 
Laurinha
Quantas lembranças doces e cheias de saudade, viste despertar!
Desfolhadas, matança de porcos e feitura dos enchidos, as estrelas, tão luzentes, como já não há e, sobretudo, o estalar da madeira na chaminé, o chásinho e bolinhos...
Ai minha infância tão perto e tão longe!
Beijinhos, nina
Maria



 
Laurinha. Tantas chouriças.

A Narcisa ainda está fechada?
jinhos



 
Claro que sim Zezito, o prédio a ruir devem ser tolos se não voltam a por aquilo de pé, mas que bem se comia lá...

Beijinhos, quando vieres,a visa, vou buscar-te e almoçamos por lá...e viva aquela divina pinguinha, destalar!... bom, um Moscatel antes...ui... laura



 
Laurinha. Vieste trazer umas lembranças e imagens de coisas boas,em tanta coisa que aqui escreveste era a verdade,mas poucos admitiam,se fazia muita coisa como hoje,só que eras mais as escondidas! O fomeiro aguçou o paladar.Amiga vou estar ausente do blog,por uns dias,vou para junto do filho que vai ser operado,e logo depois volto.
Beijinho fica bem desejo bfs Lisa



 
Nina Lisa, então que corra tudo bem para o nino, e escreve, tem calma e serenidade, sabes que corre sempre bem...
Aquele abraço apertadinho, da, laura



 
E para a Verdinha, é tudo novidade !

Mas vou aprendendo contigo e com os outros e até a vender figos, graças à dica da minha amiga Ana... Isto só será entendido pelos participantes do almoço das bloguistas que me viram a fazer isto.
Tal como tu, Laurinha, voltando à tua postagem anterior, também sou capaz de vender para os outros, sem problema algum (e nunca foi a minha profissão mas fiz-o várias vezes como voluntária) e também consegui vender num instante as coroas de Natal que ficam lindamente na cabeça do Zé do Cão !

Eu não vou à janela convosco porque se já estão apertados, o que fariam com o metro e setenta e três da Verdinha. Tirava-vós a vista toda. Estou habituada a ficar sempre nos lugares de trás, até no coro...
Também não vos acompanho porque nunca entro no meu gmail....e se o fizesse, não tinha tempo para responder aos emails e visitas dos bloguistas - mesmo assim, estou atrasada... -
Não sei como conseguem fazer estas coisas todas, são SUPERBLOGUISTAS !

De pijama, com um xaile e a cantar um fado, deve ter sido um espectáculo muito original. De toda a maneira, qualquer trapinho fica bem à nossa amiga Ana !

Quando a imaginar o sr Padre Kim... já é outra história. Mas vejo-o perfeitamente nas homilias, nunca lhe faltava assunto para falar e vejo-o perfeitamente a dividir tudo o que tinha com os mais necessitados.

Beijinhos para todos os que estão na janela e para os outros também

Verdinha



 
Verdinha, então não cabias? ora, ora, vais ver que cabemos todos, é uma questão de escrever, mais nada ehhh ai ficavas apertada, imagino, mas lá alta és tu, acho que és a nina mais alta do grupo, a tua mãe deve ter pegado em ti a maior parte das vezes, pelas orelhas...foi por isso que cresceste atnto..
ahhhh foste tu que vendeste as coroas? que bom...mais ela levasse mais iam, e os figos eu vi-te ali de candeeiros na cabeça, ao menos levavas com eles se não te desviasses e eu? nada, bem podia passar que não me tocavam...por vezes é bom ser pequena...
Um abraço apertadinho da laura que gosta de ti pelo insólito, pela boa disposição e pelo teu coraçãozinho de ouro...



 
Estás a te entender bem com as visitas que te mandei ?
São muito calmos, não ?

beijinhos

Verdinha



 
Sim, sim, verdinha, os teus amigos são tão queridos e já disseram que não queriam ir embora, mas, têm de seguir caminho, são uns amores e encheram-me de alegria..Obrigada pela escolha desses amigos tão amorosos...um xi da laura



 
.__________querida Laura




bom!voltei de férias:)________aqui estou completamente deliciada


com as tuas lembranças________com o teu toque tão especial de contar



amei de verdade!










__________///







beijO______ternO
bFsemana



 
Recordar Viver É!
Vesos que semeastes em campos meus de girassois,guardo no lado esquerdo do peito!

te amuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Viva La Vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa



 
Eia nina Bety, tantos dias, tantas horas e minutos, estiveste longe, pareceu uma eternidade...
Gostei de te ver por aqui. Um abraço apertadinho, da laura



 
Obrigada Ricardo, pelo cantinho no lado esquerdo do peito, mas, se bem me lembro o coração é no meio, mais para a esquerda que para a direita, certo..Aquele abraço apertadinho de sempre, da, laura



 
ai eses serões
feliz por ainda os ter...beijinhos para a tia

a desfolhada...

ai...

yayaya

abrazo serrano num momento de muita felicidade



 
Tudo mudou, querida amiga.
Mas é sempre bom recordar outros tempos, outros usos e costumes.
Cresci num ambiente como o que descreves. Lembro-me de roubar bocadinhos de carne para as chouriças e fazer espetadas... eram deliciosas...
Querida amiga, bom fim de semana.
Um beijo.



 
Mixtu, abrazos para usted...pastor da serra da estrela né? que confusão, professor Universitário, pastor? aldeias, montes e vales, então tens serões desses da minha vida de menina..Um beijinho da laura e abraço apertadinho.



 
Nilson, é isso aí, era bom, eu chegava a ir buscar chouriças já feitas e guardadas para papar com as amigas ehhhhh, e a carne que as tias cortavam, faziam-se umas febrinhas na brasa só com sal, aquilo sabia a divino, lembranças lindas que entram na alma e me levam de regresso ao passado...
Abraço da Laura e que o Domingo seja belo, em ternura, paz, amor.



 
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Que beleza de serões!
Minha amiga, quando a companhia é boa, tudo fica azul e perfumado...

O tempo passa e tudo vai mudando, mas, sempre estão presentes os raios de sol para aquecer o coração!


Beijos de luz e o meu carinho...

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É mesmo mundo azul, os raios de sol entram sempre em nossas vidas e aquecem nossas almas..Um beijinho a vc da laura.



 
Não és nada gulosa e, com coisas tão grossas dependuradas hehehe. Vê lá se és mais comedida, não comas tanto...



 
João, o fumeiro dos meus avós, era mais que o dobro,se era...sabe tão bem, um nacod e pão, ou broa, uma pinguita verde, madura, o que houver, ah, que bom...beijinho da laura



 
Laurinha fizeste-me sentir saudades
dos serões de antigamente, o candeeiro a petróleo e no verão a iluminãção era a lua. O que eu gostava da lua cheia.
Agora os serões são pasados a ver os blogues, a escrever umas coisitas e depois xixi cama que no dia seguinte é dia de trabalho....
Beijinhos



 
Pois é, montana, o velho serão desapareceu, olaré, e para onde foi? demos cabo dele é o que é..beijinho d alaura



 
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