A minha Poesia em pps
Formatado por Zélia Nicolodi e Vitor Campos
(clicar na Imagem)
















Quero Alguém


O meu tecer de Esperanças!...


Já escalei a minha montanha!...


Amar-te-ei Sempre!...


Não te vás nunca!...


Não foi o ocaso


Quinta-feira, Novembro 12, 2009

 

Bilhetes, lembretes, ralhetes ...


Desde novita fui habituada a deixar recados, se saísse e os pais não estivessem, ou se estivesse a dormir deixavam recado, um bilhete no móvel da entrada. O pai, já eu estava casada, tinha a chave do meu apartamento, pois evitava ficar na rua a maior parte das vezes, à espera que eu me lembrasse de que estaria à porta. E, o engraçado é que aquele apartamento tinha uma janela com vidros em fila, na cozinha como se usa agora nos prédios mais altos, por segurança das crianças... e via a sombra se batessem à porta, como nada na vida é por acaso, Deus a tudo proveria... Mais tarde tive campainha de luz e, a chave continuou no pai, no avô que feliz vinha ver os netos, levá-los a passear, emfim, não me vou desviar do assunto. Ainda tenho alguns bilhetes guardados de quando o pai aparecia e nem eu nem o Nuno estavamos em casa, moravamos no Centro da Cidade de Pretória e vai um


A madre foi passear
E o filho foi também
É caso para dizer;
Tal filho, tal mãe ! (ah, se o Nuno era nino de um anito, atã na iria com a mãe?)

Leva-me essa cavalada toda às cavalariças, depois divido o estrume contigo (como não tinha tempo de ir levar o boletim das corridas de cavalos... eu iria levar a cavalada, os boletins, e o estrume era o prémio que ganhou imensas vezes em pequenas quantias e de uma vez ganhou 5 mil contos!...comprava presentinhos para mim, uns brincos, o que lhe desse na cabeça... jogava normal, apostava pouco, sabia que os cavalos lhe levariam o feno todo, era um xiste aquele pai na arte de escrever...

Um dia eu não estava, ele bebia sempre o wisky dele,mas avisava, Bebi um wisky e que bem me soube,mas afazeres chamam por mim, depois volto... muito conversavamos os dois, muito ele estava presente nas nossas vidas, sentavamo-nos na sala, e, era treta até não mais acabar, assim deixou um bilhete onde dizia; comi pão presunto e vinho, o que não está nada mal, num dia de aniversário, soziiiiiiiiinho... ele fazia anos e nós demoramos um tico mais e... já lá não estava, mas fomos lá a casa mais tarde...

No dia dos meus anos como ele versejava, e guardo os versos, poemas dele, disse-lhe, Pai, faz-me um versinho que fale do meu nome, ele escreveu outro, onde dizia que os amores de Laura, já o Petrarca os cantou.

Enfim, guardo lindos bilhetes escritos em qualquer papel que já trazia do escritório para o caso de não estarmos... marcava presença ou picava o ponto, o que fosse. Por vezes havia ralhetes, já casada!...
Bom, a tradição continuou através dos meus filhos, ainda nem sabiam escrever, já arremedavam qualquer coisa de letras e era um querer decifrar, então comecei a dizer-lhes que lessem para mim o que escreveram ali!...ah, santas traduções, na inocência da idade!
Ficou o hábito que, ainda hoje se mantém, sempre foi junto ao candeeiro da entrada, havia blocos na gaveta, um copo com lápis, esferográficas, porque foram habituados escrever os recados que vinham através de telefonemas, como; A São diz para passares lá e irem a tal sitio. A D. zezinha perguntou porque não apareces há tanto tempo. A avó quer que leves isto de compras, etc, ou Mommy, acorda-me às tantas horas, beijinhos, sempre, sempre os beijinhos do Nuno, o Cláudio idem, a Neide, o que fosse... e sempre naquele lugar junto ao candeeiro que se ligava logo que eu me levantava, já com o sentido de ver as «ordens». Com o correr do tempo foram rareando, o Nuno quando vem e quer que o acorde, ainda os deixa, e eu para falar verdade, já mal reparo no lugar dos post it... se tem lá alguma coisa, e, como a Neide pediu algo e eu nem reparei, nem li o recado... a rapariga, fina, há dias pespagou-me com o lembrete aqui no teclado, porque sabe que mal acordo, venho ligar o pc e só saio daqui uma hora ou duas... depois!..., desatei a rir e quando a vi disse ela; pois, já sei que nem olhas para o candeeiro e como queria que não me acordasses, porque a hora mudou, assim, tinhas de ler à força! E a partir desse dia; Post it dona laurinha, em cima do teclado do pc. aprenda!... e a tradição, continua... Uma forma de deixar e desejar amor a todos os que por aqui passam, sejam eles amigos ou não! Amo-vos minha genti!...(ah, já repararam na capa do CD do filme de Tabuaço, a nina entre dois amores, Osvaldo e Moa?...é que o fotógrafo das produções Kim Kim, estava lá. A beleza deles (os rapazes!) vê-se na alma...)






Terça-feira, Novembro 10, 2009

 

Amor gravado !...



Pássaros voam
Crianças correm
Nos campos sem fim
Murmúrios de um rio
Que falou de ti em mim.

Versos num tronco
D’ árvore
Que guarda um coração
Gravado
Em palavras de amor.

Vendo pássaros voar
Crianças correr
O rio a deslizar
O passado voltou
A trazer o teu olhar.

Tantos anos passaram
Tanta vida sem viver
Voltei ao nosso rio
Que em silêncio
Nada me pode dizer.

A velha árvore
Encontrei-a à beira rio
Triste aceitou o meu abraço
Na ternura
Com que nela me acolhi.

Abrindo-se mostrou
Um coração gravado
Deixando correr
Lágrimas de seiva
Que não pode conter!

Foto da Sãozita, a nina das resteas, abraçada à árvore do seu amor... no rio em Caminha.
Sãozita, aquele dia foi como sempre, alegria, boa disposição, sol aos molhos, mas na foto já era tarde e ainda andavamos por ali, ali naquele lugar que para nós se torna sempre mágico... Queira Deus que possamos lá ir, como até aqui, as duas, todos os anos...Caminha, Vila Nova de Cerveira e por ali fora...







Segunda-feira, Novembro 09, 2009

 

Encontrei o meu velho BI...



Para quem diz que nunca vivi em África que só digo isto para impressionar... tá aqui o meu BI, para confirmar...
Dezesseis anitos, plenos de sonhos num maravilhoso porvir, enquanto andava a aprender a arte das agulhas, linhas, dactilografia, contabilidade... ia sonhando que o mundo seria generoso para mim, e que seria uma nina feliz, na felicidade maior que para mim, seria sempre a do lar!...

Não posso dizer que a minha vida não foi feliz, mentiria, pois a vida brindou-me com coisas boas, coisas que muitos nem sonham, a felicidade resumiu-se sempre a coisas lindas, lindas da natureza e da alma, os belos momentos de ternura passados entre amigos, amigos que guardo no imo d'alma e hoje estão espalhados pelo mundo... os bens materiais, embora façam falta, por vezes, nunca me fizeram passar uma noite em branco!... Viajei através de Mundos e Mundos, tive grana a granel, como se diz, nunca nada me faltou, aprendi culturas diferentes, amei todas as gentes, viajei por terra ar e mar, atravessei Continentes... Somente um sonho, destes sonhos de menina, ficou por realizar, mas, quem sabe, a vida volte a sorrir naquele sonho que nunca mais vai acabar!...
Este poema abaixo, fi-lo ontem enquanto olhava a minha foto de nina, a que estava no post abaixo, do poema, filha da floresta, nessa tinha entre 13 a 14 anos, na do BI, 16... foto que guardo religiosamente, porque esse tempo e esses sonhos, jamais irão voltar!... A foto tem nada mais nada menos que, 43 anos de diferença dos meus dias de agora!...

Eras linda !...


Eras linda

No teu sorriso

Aconchegante

Onde o olhar

Se estampava

Em coloridos sóis !...


Eras linda

Eras do amor a pureza

Eras a menina mulher

Na sua grandeza

Tentando adivinhar

A vida !...


Eras linda

E nem o sabias

E o mundo à tua maneira

Querias

Recheado de coisas

Que não conhecias !...


E o teu sorriso

Não demorou

A desvanecer-se

Porque não encontraste

Todos os teus sonhos

Nem o amor que querias !...


Eras linda

À tua maneira

No teu jeito tão puro

De a todos amar

Eras linda

E passavas a vida a sonhar !...


Até que ela te mostrou

Que de pouco ou nada valeu

Já que a dor continuou

A fazer parte do mundo

Que em si

Te acolheu !...


Laurinha, segredo-te eu, continua, continua a querer dar vida aos teus sonhos, porque quem não sonha não vive, e, lembra-te sempre, que se ainda estás neste mundo, é porque te agarras a eles com unhas e dentes, e não os largas da mão!...sabes isso não sabes? sabes que ainda podes sonhar, porque sonhar ainda é livre!...








Domingo, Novembro 08, 2009

 

Querida Sol, nina Soledade !...


Uma rosa para ti e para a Joaninha que sempre a esvoaçar, para por aí!...

Menina, seria de dizer; Bom dia Sol, Sol do meu amor, Sol de muitos dos meus pensamentos, e de muitas horas de me interiorizar sobre os momentos tão maus que estás a passar, porque se o dia é bom para muitos, também é mau ver como nos tratam, por vezes...Desculpa-o Sol,desculpa essa besta que dá plo nome de médico... ou de médicos, pois não é o primeiro a falar-te com maus modos! desculpa aquela bestas quadradas que no trabalho que escolheram, talvez até seja verdade, ser médico apenas, porque os médicos ganham rios de euros, e são muito admirados, invejados, porque para lá chegarem, tiveram de suar a estopinhas, mas, depois disso, fazem suar os outros, pela falta de amor que carregam consigo desde que nasceram...deve ser isso... porque os médicos depois de Deus, são os Seres que mais falta nos fazem...E pelo que te ouvi, já passaste pelas mãos de muitos que desse nome nada têm, a não ser isso mesmo.BESTAS... Claro que não se podem englobar todos no mesmo nivel, e saco...

O meu Dr querido, o Homem generoso de coração, de palavras e de carinho, é o Dr. Armando Lopes do Hospital de Coimbra, Neurocirurgião,muito novo ainda para o trabalho que faz!... apresento-to com muito orgulho, não só por me deixar a cabeça em excelente estado como eu já esperava, e ia mexer pertinho do tronco cerebral, onde fui avisada que se tocassem lá, adeus laurinha, mas aquela Fé inabalável que me levou a entrar no Bloco Operatório, feliz da vida, como se fosse dar mais um passeiozito!...e ainda fui brindada com maravilhosos sorrisos, meti conversa com o moço que me estava a encher daqueles brinquedos chamados, ventosas, ah, tanta ventosa, só se fosse para me sugar o juizo, pois, quando lhe perguntei; então, o barbeiro não vem? ele, rindo, respondeu; não, é o médico que faz isso, ele corta o minimo de cabelo, e eu; por mim pode rapar a cabeça toda, fico uma Sinead O'Connor.., mas não faz mal, pois o meu cabelo cresce que nem juba de leão, e diz ele muito depressa; olhe que o meu não, enquanto tirava o barrete dele, obrigatório naquela sala, e me mostrava uma cabeça mal amanhada de pelos, e continuou, o meu nem num ano cresce quase nada, desatamos os dois a rir, eu, deitada, e a momentos de ser operada!...as doutoras, as anestesistas, duas! um amor, carinhosas, ah, só faltava que me mandassem sentar e tomar uma bica com elas,já que eram 8,30..., mas, todas amorosas naqueles cuidados intensivos...Até pediram desculpa por ter a agulha mal colocada, excelente trabalho de uma enfermeira que devia ser picada de cada vez que errasse a veia...e lá passaram para a outra mão...Assim, médico ausente foi aquele que assinou a minha folha, que já me tinha visto, que estava tudo bem, papel assinado, mas quando a anestesista veio para a treta da praxe, e lhe fale de
um som ao engolir, para que me pusessem o tubo para drenar, na garganta durante a operação, diz ela; então porque não falou nisso ao dr? qual dr? o médico que esteve aqui a vê-la! A mim, ah, só se ele era invisivel, mas, acredite que a única coisa que veio aqui à minha cama, foi uma enfermeira mandar-me encher a cabeça de Betadine, mas que enfermeira tótó, primeiro picou-me a veia para o soro, e depois disso é que me veio mandar sulfatar a cabeça,ir à casa de banho e em frente ao espelho, botara quela mistura na cabeça, doía a mexer o braço, porque é que não pensam ans coisas que nos mandam fazer, com cuidado e faria siso com prazer, antes e só depois punham lá o raio da agulha para o soro... ora pois, doía pra caraças... Drª, não veio médico nenhum olhe nos meus olhos, eu não minto, nunca! Vi o olhar incrédulo dela, e abanou a cabeça como quem diz; filho da mãe, porque o nome dele estava lá e ela podia muito bem ir falar com ele... Assim, Sol, minha querida Soledade, o meu médico ao outro dia,veio ver-me ( ( vim à noite, e foram as deliciosas visões que tive,hei-de contá-las aqui, em breve, mas que maravilha... nenhuma de assustar, foi o dia todo, ah, devo ter levado morfina a mais, e nehumas dores tive...

Na manhã do segundo dia, lá estava ele, sorrindo; então dona laura, já escreveu aos filhos? eu ri feliz, porque me lembro que, quando acordei da operação, nos Cuidados Intensivos, que me ergui, fiquei sentada, isso nem garanto que fizesse, mas, a intenção é que conta, e pedi sem tibutear; dêem-me uma folha de papel e uma caneta, de braços estendidos para pegar as coisas ehhhh... para escrever aos filhos a dizer que correu tudo bem, e, zás, deito-me de novo, ah, aí deu-me um riso, e respondi; já doutor, a enfermeira ligou o meu tel e falei com a minha filha, e o Nuno já tinha ligado muitas vezes a saber, porque eu não os quis ali a fazer sala, tive de falar alto e dizer que não queria ali ninguém à minha espera...porque precisava de estar concentrada na paz, no sossego... a preocuparem-me mais a mim... longe de casa, cada um tinha o seu trabalho, a Neide em Paris, e tão sózinha, minha querida Neide que não descansou enquanto soube como decorreu, o perigo estava ali!...eles sabiam, sabiam que a mãe que têm, ia aguentar tudo, como sempre aguentou a vida, mesmo sofrida, mesmo má para ela...com um sorriso nos lábios, porque tem os dois únicos Seres do mundo, que vieram das suas entranhas, e que a amam!...
Sem desprimor para todos os meus amigos, uns que já conheço, outros ainda não, e sentem por mim aquela amizade fraterna que muitos teimam em chamar de outra coisa!...
Um bom domingo, e, vou responder à Soledade, magoada, sofrida com tantas que lhe fazem naquele maldito Hospital!...

E, já agora, se quiserem ver o que publiquei antes de ir para o Hospital,... Segunda-feira, Março 31, 2008
Beijinho da laura, para todos e um feliz Domingo, Soledade, aguenta-te amiga!... Força parigaça do Porto, és toda fibra, e algodão. Desejo-te momentos de Paz, amor, e que tenhas mais sorte com os ditos, médicos!... Esta linda imagem transmite ternura, e PAZ, a paz que queria que morasse no teu coração!... Um beijinho só para ti, de mim, a tua xopita amiga, irmã!... e nunca me peças desculpa por te escrever tanto!...






Sexta-feira, Novembro 06, 2009

 

Filha da floresta !...




Abracei a velha árvore
que já foi passado
e meu coração
ficou lá entrelaçado
entre samambaias
e cipós
folhas de abeto
e desde aí meu peito
começou a ficar inquieto
com medo que derrubem
a minha árvore
que ficou na floresta
junto de minha mãe
a mãe preta
que me acalentou o sono
quando era menina
e me benzeu com a dextra
para que nunca deixasse de ser
filha da floresta !...


Foi escrito há pouco no blogue do meu amigo Ricardo Calmon... Falava-se de não maltratar a floresta e, saiu assim, mudei uma a ou outra palavra, mas, está quase igual.. E assim o dedico a este querido amigo, um ser de amor, paz e luz!...


Na foto a nina das resteas junto a uma palmeira, na praia da floresta... talvez com 13 a 14 anos...








Quarta-feira, Novembro 04, 2009

 

Ao meu par dançarino, o Moa !...


Dois dedos de treta com o meu querido e amado amigo, o Moa, o Moa que comigo dançou na noite de Tabuaço sob as estrelas, e sob o olhar divertido dos nossos amigos, cantores, La chanson des vieux amantes, o Osvaldo a fotografar a Aninhas, verdinha e Kim, a cantar e o Kim a filmar e cantar ehhh, (mas que elenco de luxo, fotos, canções e filmes ) o Leo, o António, Luisa e Luis, a assistir... o Moa que não largou a minha mão, durante o tempo que por lá estivemos, nem eu a dele, fizemos de bengalinha de arrimo, eu segurava e ele puxava nas subidas mais íngremes, as Poldras, mas que subidas...a descer era fácil... ahhh, que riso... o Moa que encheu o meu coração, do mais puro sentir, a amizade compartida nas nossas almas!...Moa, sei que o Kim tem no filme, esta linda Balada do Outono, ele próprio (obrigada pelo amor, querido Kim) escreveu a letra quando mandou o vídeo, para que eu lesse e soubesse o que a balada dizia... Assim, Moa, não sei explicar, mas, chorei ao ouvir e ao lembrar que alguém me disse que gostavas muito de ouvir esta balada... Soou-me tão bem, tão certo como não te saber explicar como ouvi, senti.

E, escrevi uma letra de canção, aliás, escrevo-as todos os dias, por vezes mais do que uma, duas, as que forem... espero que alguém as cante um dia. daqui nada não terei mãos a medir, tal a procura ehhhhhh! E agora vou começar a escutar o Zeca, mexeu comigo... sabes que não entendo as letras dele, pois o surfista ainda não surfa a cem por cento, vai demorar até lá e, vou-me equilibrando nas ondas, é deste modo que ouço as musicas e não as letras, e, faço as minhas ao meu bel prazer...

Nunca como agora escrevi tanto. E, se posso dizer, é um Dom, um Dom que nem todos têm e o qual agradeço, posso não ouvir, mas, tenho a sensibilidade para sentir, e, hoje, hoje amei ouvir o Zeca, amei estar com ele neste bocado da tarde, que já se prolongou pela noite, e, apanhei a estrelinha d'alva a jeito, pedi-lhe que me colocasse o vídeo, e ela vai fazê-lo. Obrigada querida estrelinha, meu luzeiro, minha companhia das tardes, manhãs, noites, quando as aulas são a horas diferentes...Tão bom sentir-te por aqui, és uma companhia maravilhosa, e, daqui a nada teremos o nosso projecto acabado, algo que sairá em breve à luz do dia. Não andamos só a dormir, andamos a fazer coisas novas... coisas que nos trazem conversas profundas e nos fazem gostar uma da outra, ao ponto de a que chegar primeiro, corre logo em busca da outra... É assim a amizade, é assim o amor entre os seres afins.

Moa, daqui nada são horas do nosso serão à lareira, calça as pantufas e senta-te ali. Ali quer dizer aqui no gmail e, falemos como sempre e demos mais brilho à nossa estrelinha que por vezes se sente tão solitária... Janta descansado, ah, olh'á Teresa a chamar pró jantar, tanto nos rimos disso, tanto te gozamos por causa da ceia ou do jantar. Querida e amorosa Teresa a tua querida esposa...
Deixo-te o meu abraço terno, afectuoso, não sem antes te voltar a dizer; dançamos?...








Terça-feira, Novembro 03, 2009

 

A velha lousa de ardósia !...


No post anterior, falou-se em pedras, e o meu amigo Xistosa, fez-me voltar atrás, atrás ao tempo da escola, e tudo isso porquê? porque falou na pedra ardósia, e dali saltei para os bancos da escola,as carteiras, as professoras que tive, os quadros, os colegas de brincadeiras, e, Xistosa, não foras tu e estes versos nunca saíriam à luz do dia... Obrigada, sempre, pelos Xistes que me fazem rir perdida, por vezes, pelo carinho que demonstras nos emails que trocamos, com muita cumplicidade e riso!... e muito, muito, respeito...Obrigada e toma lá um abraço, um abraço carinhoso por todo o riso que me dás...


A velha ardósia que nos acompanhou

A quase todos, na infância

Que levávamos na velha sacola

Em última instância ...


Se junto da merenda estorvava

E na maior parte das vezes

Levávamo-la pela mão mai’la sebenta

Onde escrevíamos, sentados no chão …


E para a apagar, tudo servia

Uma cuspidela para começar

E com a manga da camisola

Num instante tudo se ia apagar...


Foi nela que aprendemos

A escrever, somar, multiplicar

E também começamos a desenhar

Corações que nos ensinaram a amar...


Ali fizemos contas sem fim

Era um gizar, apagar, recomeçar

Para resolver a preceito

O problema que a s'tora nos ia marcar ...


Saudade das nossas velhas carteiras

Do quadro de ardósia mais que gasto

Os lápis sempre a afiar

E o giz sempre a gizar ...


O tinteiro, toda a hora a entornar

As reguadas sempre a sobrar

Mas o que nós queríamos

Era aprender e brincar …


E a História tivemos de aprender

Os nossos Reis, a respeitar

E nos recreios armavam-se espadas

Contra os Mouros , guerrear ...


Chorei com a morte de Joana, a Infanta

Quando li que as árvores

Se despiram de folhas ao vê-la morta, passar

E adorei ler sobre Isabel a Rainha Santa ...


Que tão bem soube reinar

Amou o Povo, enganou o seu Rei e senhor

Aquele que teve o cognome de o Lavrador

E aos pobres levou; pão, rosas e amor…


Li e decorei Camões, e que pena que

Nem todos o sabem respeitar

Ah, Camões que acabaste

Por me meter em confusões ...


Porque alguém que não te reconheceu

Não soube interpretar um verso

E achou que era algo meu

Mal amanhado num Poema teu …


E assim finda um retornar de recordações

E tudo isso escrito por causa de pedras

Pedras que ainda hoje na vida

Nos dão grandes lições !...


Há quem não conheça Camões, quem andou na escola e nem se lembra dos versos, poemas que ele escreveu, sem falar dos Lusiadas... Ai está um Poeta que decorei , e com o Pai, declamava-mos versos atrás de versos, e por isso, nunca o esqueci!... Ah, o quadro diz uma verdade e mostra uma realidade!...