A minha Poesia em pps
Formatado por Zélia Nicolodi, Vitor Campos e Estrelinha d'Alva
(clicar na Imagem)


















Quero Alguém


O meu tecer de Esperanças!...


Já escalei a minha montanha!...


Amar-te-ei Sempre!...


Não te vás nunca!...


Não foi o ocaso


Terça-feira, Junho 30, 2009

 

Sinto que posso !...


Neste momento

Sinto que posso

Trepar todas as montanhas

Que o mundo tem

Sinto a força e a coragem

Para o fazer

Vinda dos mundos

D’além !...


Sinto que posso percorrê-las

Através da minha mente

E sem me cansar

Abrirei meus braços ao vento

E ficarei a flutuar

Quais asas de gaivota

A planar

No sopro do firmamento !...


Chegarei a qualquer lugar

Onde queira estar

Mesmo ao mais distante

Subirei ao topo dos montes

E alcançarei a tempo

As réstias de sol

Que existem

No mundo do pensamento!...


Sinto que posso tudo

Ao ver a força que atrai

Elevar-me no alto

Deixar-me no topo da montanha

Onde fico extasiada com a grandeza

Dos mundos

Do Ser que habita

Mais alto, mais além !...


Obrigada Pai

Obrigada Senhor

Pelos mundos

Que posso alcançar

Sem me perder

Sem me magoar

Sem sentir dor

E com a alma repleta de amor!...








 

Almoço a três!...


No Restaurante Sabor Natural ! Nas meninas do vou às meninas!
É sempre assim, alegria na chegada e calma na partida!...
Daqui a horas vou levar o rapaz de volta onde o fui buscar.
Bem, como diz a Maria, sente-me sempre triste...O meu verdadeiro eu, só o mostro a algumas amigas e amigos. É isso aí, Sagitarianos sabem embrulhar os sentimentos, sabem fazer de conta (quando querem!) eles são formados na Arte de fingir, de representar, quando a vida assim o quer!... Mas, ninguém é tão autêntico como nós! Sou incapaz de mentir, sou leal, verdadeira, mas, nem todos podem obter esta graça de mim, proque nem todos são verdadeiros também!... E eu topo-os à légua, embora os faça pensar que acredito... e, claro que por vezes caio que nem uma pata, num lago, que não se afoga porque sabe nadar...

Foi bom, embora curtinho, o nosso almoço nas meninas. Aí estão os nossos pratos, a neide chegou já pelas 13,15, nós, era meio dia e meia e já lá estavamos a saborear, ele um fino, eu uma pretinha geladinha... comi feijoada de polvo, ele alheira de bacalhau, batatas a murro, couve, ainda não conhecia, provei, gostei, damos sempre um ao outro o prato a provar, no fim, ele pudim, eu tarte de ameixa, tudo uma maravilha! A Neide papou alheira vegetariana e gostou. Almoçamos lá fora, em frente tem um jardim cheio de verde e soube-nos bem aquele bocadinho, basta que estivessemos os três, nós funcionamos a três!... Nós mesmo de longe, sabemos que o outro está por perto. A Neide mais para o meio do mês, vai para Manchester a uma Conferência, e vai estar com o Nuno, vai nanar na casa dele, enfim, alegria para mim por sabê-los juntos.
A Glorinha apareceu com a M. João, a filhota que anda em roda dos exames do fim de curso de Direito... tadinha, agora é só nervoso, mas, há-de passar e mais dia menos dia já não há-de ter tantos nervos e tanto que estudar...






 

Sou alma, sem alma !...



Sou alma sem alma

Sou alma sem amor

Sou alma sem vida

Sou apenas uma alma

Do mundo esquecida

Refugiada na dor !...


Sou alma aprendiz

No jardim da dor

Sou alma infeliz

Que trago comigo

Os pés doridos

Das viagens que fiz !...


Sou tão viajada

Pelos mundos afins

Venho tão cansada

Das viagens sem fim

Em que uns e outros

Se aproveitam de mim !...


Sou alma sem alma

Sou alma infeliz

Porque trago comigo

Os restos de um amor

Que mais ninguém quis

Mesmo sendo feliz !...


Sou alma sem alma

Sem amor e sem calma

Resguardo-me no manto da dor

Embrulho-me na lua

Nas noites em que me dói

A lembrança, de que nunca foi tua !...








Domingo, Junho 28, 2009

 

Rais partam a Colonoscopia!


O prometido é devido. Já cá estou. Nem 15 minutos, já que facilitei a vida. Toca a despir as calças, tudo fora, qual calção meio calção, qual bata meia bata... ali mesmo, eram duas médicas... Vamos a despachar, digo eu cá para dentro... deito-me de lado, colocam-me aquele aparelho de luz vermelha no dedo... Fosga-se, foi a primeira vez que levei lá por trás, fosse de que maneira fosse. primeiro tudo bem. D. laura veja a imagem no ecrãn. tudo limpinho até dava gosto andar por ali. Zézito; qual pólipos? devias ver as avenidas das minhas tripas, tudo com boa cor, tudo a preceito. Poças, aquilo começa a doer e digo, mau, mau, já está a doer, ela aperta-me a barriga para dentro, ai, ai, vamos a parar com isso, dói pra caraças. Mau. Está quase D. laura, é um minuto, e dou comigo a lembrar quando o Nuno nasceu e me calcaram na barriga de sopetão, para expulsar a placenta rápido, ai aquela dor que já estava esquecida... e desato a suar pla cabeça, plo pescoço por tudo quanto era a minha pele. Acabou, depois mais um tubo enquanto o ecran ia medindo até chegar a 80, tudo óptimo D. Laura, muito bem, portou-se muito bem. Quem, eu? credo, se isso é portar bem, mas, doeu e muito...xi, que cadinho aflitivo......

Já nem me lembrava que havia lá por baixo um olho cego: se o sujeito passa a vida às escuras, é justo que lhe chamem de cego...

Cego: Normal
Cólon ascendente : Normal
Ângulo Hepático : Normal
Cólon Transverso : Normal
Ângulo Esplénico : Normal
Cólon Descendente : Diverticulos (pequeninas veias no interior, eu vi-as )
Sigmoide : Diverticulos
Recto : Normal
Conclusão; Diverticulos no cólon esquerda.

Assim; acreditem em mim, foi como foi e a nossa Parisiense deve estar por lá, a começar e a lembrar que, aquele cadinho vai doer... se vai.. Boa sorte para ela e para todos os que fazem estes exames, xi... se incomoda...


Com tanta invenção,com técnicas do outro mundo, ainda fazemos estes exames que todos me descreveram, xatissimos de fazer, o rais que partam o que temos de beber, começo pelas 19 e vou bebendo um copo a cada dez minutos, para não forçar... meti na cabeça que seria fácil e havia de saber a algo que se bebesse... Segui as indicações à risca, duas saquetas para um litro de água, já tenho a mixórdia na garrafa de dois litros e até às 21 tenho de beber aquilo tudo... Mas que bom que seria, se desse pra despejar tudo sanita abaixo... Cheira a laranja ou maracujá, amanhã pelas 8,30 até às 9,30, mais um litro e pelas 16,30 o Nuno leva-me, não quer que vá só, uma vez que tenho de fazer uma refeição ligeira às 17, e só consegui comer uma banana madura e 3 tostinhas mini... mais nada... Almocei tarde. Assim, claro que me sentirei mais aliviada se ele me levar, espera por mim (ele, como técnico de Radiologia, já fez alguns desses exames a pacientes, e diz que não custa tanto como dizem, é mais a impressão, que vou ver... ó mamã, dali a nada, uns 20 minutos, estás pronta pra outro... acredita em mim mamã... tão, vou acreditar...

Pelo sim, pelo não, vou fazendo isto, não vá conseguir mais logo, escrever nada...
Ahhh, começo pela verdade, enganei-me na hora de começar, tanto a li, tanto a revi que no fim dei comigo assustada a olhar pró papel e ver ali (2) duas h depois de comer o tal do jantar ligeiro, que foi uma bana e 3 tostas mini...ahhhhhh. Nem vos digo nem vos conto, só depois de regressar do exame é que vejo se resultou, ahhhhh, uma coisa é certa, já tou meia enjoada e apetece-me mandar tudo às urtigas e desistir desta maluquice que é este exame.. Sinto que não tenho pólipos nem nada demais, mas, só assim é que se prova algo... apre, rais partam isto...E a procissão ainda vai no adro, ainda falta um litro, credo... Tenho isto em rascunho e virei cá dizer como me sinto, para quem nunca o fez, saiba como é. Ainda estou de pé, o enjoo é minimo, vejamos.

Bem, o litro já foi, ou antes; foram dois litros cá pra dentro, parece que chegam à garganta, minha nossa, a neide a ajudar a encher o copo e eu; fogo, despeja isso na sanita... Não senhora, vá mamã já falta pouco.. ó meu Deus, mas isto é coisa que se faça a alguém? Até agora estou bem, fui ao wc normalmente, ainda nem tive dores nem vomitei nada, mas, não tarda sai tudo pla boca fora... Até tenho frio, vou vestir o pijama, hoje choveu está um tempo palerma. Claro que já sei que devo passar parte da noite a levantar e a deitar...
E beber mais só amanhã de manhã pelas 8,30 até às 9.30 um litro e chega!
A ver se estarei viva para contar o resto da saga da colonoscopia... parece que estou grávida e o enjoo é muito.
Dia seguinte; mais uma vez ou outra ao Wc, poucas vezes, porque..depois conto, pode nem resultar... dormi bem, e aquela sesação de enjoo foi-se, pois o que mais custou foi beber a mixórdia em pouco tempo, e cada copo que ia era mais um arrepio de azedice, aquilo até é doce, ah, que nojo, ahhhhhh. Levantei-me bem disposta, até parece que aquilo lava a má catadura, já ando de melhor cara... Parece que afinal faz bem a outras maleitas... E agora pelas 8,30, já estou a beber o outro litro que falta, até às 9,30. Não haja pressa de o beber pois mais irritará o ânus e o meu ainda nem se começou a queixar, porque espaço bem a bebida... quem emborca para ser mais depressa e se livrar do castigo, piora a situação. vamos com calma...

Lá andei no wc, pouco, devagar e com calma, o meu erro deu para ganhar tempo, mas, só quando fizer o exame, saberei. Fiz o almoço para os filhos, sentei-me junto deles durante o repasto e nem me deu vontade, nem que quisesse, de provar... Haja vontade! Acabei agora de vir da cozinha, fiz panados para logo, ah, logo já janto em condições... estou a coser feijão verde, muito, gosto, depois chegando coso umas batatas novas com pele e o jantar está feito. Ao lume a panela com a sopa que a rapariga pede, cheira bem, mas é só cheirar... Agora vou recostar-me e ver uma novela de que gosto, depois banho, e depois ala que se faz tarde... Enfim, o que custou mais foi o primiro dia de ter de beber os malvados dos dois litros!...






 

Ai quem me dera voltar !...



Ai quem me dera voltar

Aos tempos do recordar

Ver os moços a passar

A ver se meu coração

Conseguiam aprisionar…


Ai quem me dera voltar

A ser aquela jovem

Que ia para junto do mar

Para sentir o seu marulhar

E com ele, desabafar…


Ai quem me dera também

Morar na mesma rua

Passear à luz da lua

Andar por onde andei

Namorar quem namorei…


Ai quem me dera

Voltar á minha terra

Que nunca a esqueci

E saber se ela

Ainda se lembra de mim…


Ai tempos

Tempos de então

Onde vivia feliz

Com meu amor

Pela mão!...


E nossa vida ia ser

Como sempre

Uma canção!…


(Isso pensava eu!)


Foto tirada depois de abandonar a minha terra amada, já na África do Sul, em Pretória onde vivi (exilada da guerra!...) Tinha 22 anos e a alma cheia de sonhos. Vivemos naquela casa com um jardim enorme, nas traseiras, a África do Sul, digo e repito, nunca fez parte daquela força e fascínio, que Angola exercia em mim, naquele tempo havia o aparteid que eu detestava, a arrogância e a prepotência sobre a raça negra... Sempre tivemos empregados a servir, na parte de lavar roupas, passar, arrumar só na África do Sul, porque eu e minha mãe, trabalhavamos 12 h por dia, quase sempre...sábados e domingos, manhãs de 6 h. E sempre os respeitamos como seres humanos...

Esta poesia foi escrita aqui, há coisa de um ano e pouco, talvez, e sempre a saudade, quando as coisas estão bloqueadas cá dentro, é para lá que me viro... Na foto estava num dia normal de trabalho, claro que ali me sinto nita, embora triste, triste vivi lá com a saudade do que deixei, um bom emprego, uma casa a ser começada, amigos aos montes, e a terra, só a terra já dá para sentir a saudade...


(((No poema falo dos moços que a diário passavam, a pé ou de mota, carro, a deitar aqueles olhares cumplices, enquanto eu fazia de conta que nem os via, ahhh, e havia um numa NSU, esse deu-me a volta ao miolo e foi o meu primeiro grande amor, aos 15 anos...Foi por ele que deitei tanto pão aos passarinhos nos telhados do Carmona, e foi por ele que fui dia a pós dia, ao pão, à padaria onde ele me esperava, entre uma árvore e outra, e, apenas falavamos, a nina era muito tolhidinha, e beijinhos? um, na rua, outro, nas escadas, ah, mas no rosto, só no rosto, ehhhhhh Amor que por lá ficou, pois os pais eram sempre contra qualquer amor que aparecesse... Isso não se fazia, ó Pai!... Claro que permitiste namoros, mais tarde, mas, ó Pai, eu nem gostava deles!... e por isso, lá ficavam pelo caminho...)))


Não se ralem que a saudade amainará...Como sempre, porque o meu espirito detesta viver assim, aprisionado entre sentires que magoam.

A foto não consegui escurecê-la mais, mas, nota-se que sou eu.








Sábado, Junho 27, 2009

 

Esperarei por ti !...


Esperarei por ti com um sorriso
Com a vida que em mim, restar
Mesmo que me digam
Que nunca virás
Por mais que por ti
Possa esperar !…

Não importa o que digam
Eu nem os vou escutar
Vou ouvir sempre
O teu amor
E no som do meu silêncio
Ouvirei o teu cantar !...

Vou esperar dias a fio
Vou ficar horas e horas
Sentada a ver o mar
A olhar o vazio
Mas acabarei por sentir
Os teus passos a chegar!...

Porque eu sei que haja
O que houver, tu virás
E nunca me esquecerás
Sim, eu sinto que sim
Porque ninguém te amou
Tanto quanto a mim !...

Sinto cá dentro
Do meu peito
A todo o momento
O bater do meu coração
Que angustiado e cansado
Sofre de tanta solidão !...

Solidão que em breve
Se acabará
Porque a dor que sinto
Cá dentro é única
E dela nada mais restará
A não ser a flor do jacarandá !...

Que guardo dentro de mim
Há tanto tempo
E me acompanha
A todo o momento
Em que meu coração
Sofre de solidão !...


Canção com África em fundo, a flor do jacarandá, era única em Angola e por toda a África! Brasil...Em Pretória, onde vivi, as ruas eram ornadas por elas, e, o perfume que exalavam, levavam-me à loucura!... Agora existem jacarandás por todo o mundo, aqui também, e, que bom, pois a beleza de tudo, é para ser olhada e sentida por todos os seres, porque tudo é do Mundo, e o Mundo é de Deus!... para todos.






Sexta-feira, Junho 26, 2009

 

Mosteiro de Santa Clara - a - Velha...




Chegamos de uma agradável viagem, todas bem dispostas, almoçamos primeiro, e lá fomos ver o Mosteiro pelas 14,30. Claro que está em ruinas, mas a história lê-se naquelas pedras milenares, aquelas pedras que acariciei com as mãos, e o olhar, e, como sempre que vou a algum lugar desses, tento sentir e ouvir a alma a falar! Porque as pedras falam, choram, contam-nos segredos de encantar, e de arrepiar tembém...

Revi-me no lugar daquelas mulheres. Quantas não foram lá parar por serem desonradas (hoje até daria vontade de rir, ) porque já nem se liga a isso, mas, naquele tempo, quantas eram expulsas de casa, sabendo-as desonradas, ou grávidas, e, muitas tiveram lá os filhos que algumas das freiras nem tão bondosas assim; devem ter morto... (que Deus não me excomungue por escrever palavras que podem nem ser verdadeiras, mas, nesse Mosteiro, ou noutro qualquer, as histórias de crianças que matavam, eram muito vulgares naquele tempo) Tinham lá crianças que bem poderiam ser, meninas e meninos do povo, órfãos, simplesmente... E, havia lá esqueletos de crianças, também...

Essa foto acima, era a única ligação com o mundo do exterior, aquele buraco era género de janela com uma peça em madeira que rodava, punham-se as coisas ali, e aquilo girava, e tiravam do lado de lá e não viam a pessoa que lá ia colocar as coisas (cá para mim, eu aproveitava e falava um cadinho, ou com o padeiro, o homi do talho, quem fosse... ora essa, mas que maus hábitos)
Todas essas formas de ser, foram instituidas por mulheres extremamente duras, porque o amor era o mais bonito sentimento do mundo, o amor entre um homem e uma mulher, e, todos o achavam baixo, pecaminosos... espero que essas Irmãs freiras (algumas) tenham aprendido do lado de lá, que esse era um crime contra qualquer homem, mulher... Todo o Ser deve ser livre para amar a quem entender, e livre para viver a vida da forma que quiser!...

Havia um problema desde sempre, a água cobria a parte baixa do Mosteiro, danificou-o imenso, hoje as colunas estão caídas, a maior parte delas, como se vê na foto, e estava lá a Rainha Santa Isabel no seu sepulcro, tiveram de a levar para o andar de cima, e, tem lá no local uma pedra branca, (foto acima) ou é outro material qualquer, a mostrar o lugar onde a depositaram, enquanto as cheias duraram. E foi levada para outro local que não entendi onde era, mas, a seu tempo saberei ! Rainha Santa Isabel, uma mulher maravilhosa, cheia de amor e compaixão pelos mais desfavorecidos... Uma Santa querida que honra Portugal! Quanto à água, continua a entrar nas terras adjacentes e no Mosteiro. Hoje ainda têm 6 bombas de água a retirar toda aquela água, a trabalhar 24 h por dia, dia após dia...

A maior parte das pedras já ruíu, mas é enternecedormente bonito, ver aqueles arcos, alguns azulejos lindissimos, e a beleza e grandiosidade que o Mosteiro devia ter , quando foi construido... Quem fez o projecto, era, sem dúvida, um grande Arquitecto. Só vendo no terreno ficamos a ver aquela obra de grande envergadura...
Tirei imensas fotos, no final, escrevi o que aqui está abaixo, no livro dos visitantes, assinou a Anita, a Nuvinia. A Nuvinia escreveu com a letra dela, e aí vai a cópia do que lá ficou escrito... porque no original, a maquineta não apanhou a página do livro, toda...
Porque eu acredito que já viemos do passado, já fomos um futuro anteriormente, e regressaremos a ele, novamente...

Os anos passaram, alguns de nós, daquela época, podem estar neste momento, de novo no mundo, tão simples assim... Não importa que não acreditem. Cada um terá a sua hora de acreditar, como eu tive a minha à custa de tanto sofrimento que a vida me enviou, de certezinha que não foi por ser uma boa nina, no passado!...

O grupo foi maravilhoso, todas queridas e calhou-me como companheira de viagem (e, desde quando é que não me calha gente boa ao lado, nas viagens todas que faço?) a Glória, uma nina mais nova que eu, falamos da vida, dos filhos, do lugar onde mora, que anda a aprender a tocar cavaquinho, enfim, uma companheira e tanto, que viu as minhas lágrimas correr!... e deixou também correr as dela, por ver as minhas!...Obrigada querida Glória, o amor surge entre quem nunca se viu, e seguirá sendo lembrança pela vida fora!...






Quinta-feira, Junho 25, 2009

 

Antes era assim!...



Tivemos o nosso primeiro carrinho, lindo, um Nissan Langley, Exa, faróis de levantar, quase um desportivo, naquela altura tinha 30 anos. O teu pai queria que tivessemos um BMW, igual ao do Dérito, mas eu não, eu queria aquele e pronto. Custava quase o dobro, (o BMW) mas, mesmo assim, para a época e sendo na África do Sul, ficou em 20 mil rands, (2 mil contos em 82) com o banco a papelada isso tudo. Fomos os dois ao Stand, com um amigo nosso, comprá-lo, assinar a papelada, e, no dia em que tirei a carta, já o tinha na garagem há uma semana, a estrear, o modelo tinha acabado de sair no mercado, e, ambos gostamos... JVX-578-T e, foi nesse dia que tiramos a foto, ao passar na barragem de Hartbesporto Dam, a caminho do Dérito, que, chorou emocionado quando nos viu no carrinho, levamos o avô e a avó, eu tinha acabado de chegar a casa com a carta na mão!... o avô receoso... a mamã nem ouvia... a mamã tinha a carta há duas horas apenas... e, a mamã, até hoje ainda não deu nenhuma batida nem em ninguém, nem em carritos, só numa pedra, uma senhora pedra, mas eu não a vi, só que a gaja estava lá!... Raspei de lado, saiu a parte de plástico que parece borracha preta, e, desde aí, até hoje, sempre gostamos de andar juntos, todos os motivos eram válidos para termos a nossa privacidade ahhhhhh...


E, hoje, mais uma vez, demos a nossa voltinha, e senti-te meu, tão meu como quando nasceste, tão meu como quando te embalei nos meus braços... E hei-de sentir-te sempre, porque te amo, tu me amas e o nosso amor não é daqueles de reciclar, ah, não é não!... nessa foto foi na Assoc. Portuguesa de Pretória, num jantar de homenagem aos seus Jogadores, onde o teu pai fazia parte da equipa e ganharam o campeonato... Eras um lindo e simpático bebé, nem haja dúvidas, está ai a foto, só tinhas dois meses e pouco ali...
e eu como engordei vinte kilos de ti, de ti, ora pois, dali a meses estava de novo jeitosa como sempre...

Foi bom termos tido os nossos bocadinhos, iamos ao B. jesus comer os geladinhos, segredos nossos que guardavamos, porque os outros ou estavam na escola, ou nem podiam ir... Lembras-te daquele dia em que tu, já com 17 anos, muito alto, ((nesta foto a comer o gelado, tinhas 12 anos...)) bem grande por sinal... e resolvemos tirar uma foto daquelas que o fotógrafo tira na rua, o homem olhou-nos de lado, com tanto abraço,e tu dizas, chega-te para cá, mais para cá, para cabermos na foto... murmurou com o polica uma cena entredentes, de onde eu entendi que; chegaram á conclusão que eu era a cota que andava a trepar o rapaz!... rimo-nos tanto que nem sei... o policia alinhou logo... Só faltou pedir-me o B.I. ahhhhhh depois a cena do costume se quiser mais fotos assim e assado, pagamos os 600 paus, e esperamos, quando as vimos, então é que nos rimos, ele enfiou-nos num coração, escreveu felicidade por ali fora, e momentos de amor, enfim... e tu muito atrapalhado por te julgarem nas minhas mãos, e eu, feliz, feliz porque eras e és o meu amor, talvez o homem que mais me ama neste mundo e nesta vida!...
Ai Nuno, que bem me soube o passeiozito pequenino que demos hoje, como me sinto tão bem junto de ti, e tu dizes a mesmissima coisa, e já combinamos um almoço a dois, antes de ires. Já te disse que leves os teus amigos se quiseres, mas, disseste que não, que queres estar só comigo, para termos as nossas tretas malucas que só eu e tu entendemos!...E que preferias levar a Neide connosco, se ela tivesse tempo!...






Quarta-feira, Junho 24, 2009

 

Sou amante do amor !...


Sou amante do amor
Nas calmas madrugadas
Durmo nos seus braços
Apenas a sonhar
E por ele
Sou despertada!...

Sou a amante tardia
Do amor que nunca tocou
Nas minhas asas de andorinha
E que sempre esvoaçou
E vi de longe
Com pena minha !...

Sou a amante que chega tarde
A todo o lado
E que nunca conseguiu
Ver seus sonhos de amor
Transformados
Realizados !...

Sou a amante menos amada
Pelo amor que não chegou
Mas sei que quando chegar
Toda me entregarei
E nos seus braços
De amor, morrerei !...

Pobre amante
Sempre tão mal amada
Sempre tão desprezada
Por aqueles
A quem me entregava
E nem sequer os amava !...

(não tive nunca amantes, entendido? não calhou, não sou mais que ninguém!...)

Ahhh, agora rio-me, mas, quando o escrevi estava na fossa!...

Hoje estou lá perto, tão perto que já me vou pirar de casa, já estive junto do Nuno e ele a dar-me miminhos e só pergunta ; mamã, o que é que tens? filho, é isso, o que é que não tenho!... Abraçou-me, encheu-me de beijinhos ternurentos pelo rosto, pelos lábios, enfim... e disse; amanhã vamos papar à avó... ó ganda peta, papar á avó equivale a levar com kilos de treta barata! e ouvir o que não gosto. E ainda ter de reclamar... Mas, por ele, lá vou...
Bom, vou enfiar uma camisola mais quente, está frio, e abalar por ali a cantar à desgarrada monte acima, monte abaixo, que, neste momento nada me acalma!... nem o refilar do shakita que quer mais atenção. Ele sente-me!...Olha-me de frente, deixa o olhar ficar parado em mim, as orelhas baixas, mudam de forma, fica um animal lindo, com um ar meigo, ele que quando quer, se transforma num lobo mau!...
Té mais logo, se der! Ainda está de dia, e nem tenho medo, calhar levo o shakita à frente comigo, na carrinha, e, ninguém se aproxima de nós...
Um fim? um começo? ou um recomeço de vida?
Amanhã já vou ao médico. Não gosto de andar assim... se for uma depressão... tava mesmo a fazer falta, a alegria já é tanta!... Fiquem bem. O que vale é que penso muito no encontro em Viseu, onde irei ter com o Osvaldo e a Ana um dia antes, e, vamos falar, falar, e até lá devo estar a cem por cento!

Já fui lá acima, fiquei lá mais de 40 minutos, o shakita teve de ir atrás, sujava tudo com pelo se fosse à frente... mal chegou começou a ganir, era um gato a passear por ali, decerto foi apanhar ar como eu... mandei-o calar, sentou-se na parte de cima, fica com a cabeça quase rente, mas, gosta de ir ali. Dali a nada aparece um homem a tirar fotos, credo, ladrou tanto que a carrinha estremecia toda, o homem tirou-as e pirou-se.. falei com Deus, com o meu Jesus, com o meu Amigo, a Mãe Maria, enfim, dei trabalho a meio mundo, como soe dizer-se, mas, acreditem-me, estou fina, muito fina, muito descansada e cheia de força para os dias que me esperam!... Enfim, cantei, gritei , tadinho do shakita, ehhh devia interrogar-se o porquê daquilo tudo... rezei, pedi, supliquei, enfim... Apenas para me livrar do mau estar que sentia e que não é a minha forma de estar na vida e de ser... Algum destes Irmãos de Luz, decerto já me deu uma espanadela, porque, já passou tudinho... Ou foi algum espirito menos bom que veio atazanar-me o juizo, ou então, nem sei... Fiquei ali a ver os pássaros voar, os tais pássaros que por cima parecem normais, tons castanhos, mas por baixo são azuis, lindos e maiores que os pardais, vi melros, e uns passaritos minusculos a fazerem acrobacias para eu me rir... e não é que consegui rir...ora pois...






 

Que susto!... e lá vim eu monte abaixo ...



Como se pode calcular, dado o meu ror de passeatas pelo Sameiro, de manhãzinha, pois os farristas estavam de regresso à Cidade, fui pelo lado oposto, caminho mais livre, e, ala que se faz tarde... O Meu querido Amigo e Santo Padre, já deve usar uns auscultadores sempre que sabe da minha subida ao Monte! É que não há nada que não lhe peça! Mas isso já é entre Ele e euzinha. Fico ali, virada para ele, falo-lhe, canto-lhe, enfim, ou são lágrimas a fio, ou sem lágrimas desfiadas, na guerra e no amor, vai de tudo e vale tudo!
Estava no meio da nossa lenga lenga, nanja que Ele também fala comigo...a tentar ouvir melhor as respostas que me dava, mas, uma coisa é certa, o mau estar desaparece, e fico, como direi; calma, sem aquela dor dentro do peito, digamos que Ele tem poder para asserenar a minha mente, os meus pensamentos!

Eis que de repente se faz luz na minha cabeça, e, aflita, despeço-me dEle à pressa, lembrando ou não lembrando se tirei a panela de pressão do lume, se apaguei ou não a chama do fogão e dizendo para mim; Apre, ou rebenta a panela de pressão, ou estoura o meu coração, ai mei rico S. João!... das duas, uma ! Raios, já nem fui em ponto morto, antes pelo contrário, mas, dentro de mim aquela calma e a certeza de que a panela estava em boas mãos! Sempre na dúvida, lá fui descendo, querendo perceber, quando saí do carro, se da minha casa viria aquele cheirinho de carne queimada... ou, quase...
Entrei em casa com cara de pouco caso, e, pelo cheirinho de carne, vi logo que tinha desligado o fogão como já aconteceu mais que uma vez deixar queimar a carne...
Ai meu santinho, obrigada pela calma, pela paz que me transmitiste e pela sensação de que disseste que; haja o que houver, a vida é uma sucessão de acontecimentos, e, aquilo que ELE quiser, é o que é!...Porque eu já tinha dentro de mim a sensação de que; o amor atravessa mundos, e vivê-lo do lado de lá, ou do lado de cá; é igual!...






Terça-feira, Junho 23, 2009

 

Quadras do s. João, Inéditas !...


Toma lá mais umas quadras
Para cantares no São João
Não são lá muito famosas
Mas dou-tas do coração...

Cheira a mar e cheira a gente
A farturas e cidreira.
Era assim antigamente
O São João na Ribeira...

Havia amores de uma hora
Que pareciam uma vida.
De manhã iam-se embora.
Mais uma ilusão perdida...

No calor de uma fogueira
Que aquecia o coração
Durava uma noite inteira
Findava em desilusão...

Tantos amores começados
Quando no céu nasce a lua
Mal nasce o sol, já cansados
Morrem nas pedras da rua...

Na roda de uma fogueira
Conheci um rapazinho.
Namorei a noite inteira
De manhã ficou sozinho...

Foram feitas para a minha Flor de linho pela Maria com saudades de antigas noites de São João no Porto.
Beijinhos


E, está tudo dito, as quadras foram oferecidas à nina das resteas, do blogue resteadesol!...Pela maria dos Alcatruzes (ó Kim, mal sabias tu que iamos congeminar...nóis duas, ahhhh) E como nunca ninguém escreveu umas quadras tão lindas, para mim... Aí vão elas... Maria, recebe um beijinho e que o S. João abençoe o teu lar, os teus rebentos e te ajude em tudo o que precises!...
E nem te rales que tarde ou cedo, eu levo-te o cházinho de cidreira!...
Agora vou vestir-me a preceito, dar um ar feliz à cara, ahhhhh, e vou sozinha por ali fora, ter com uma amiga, e, juntas, veremos o desfile de Bandas, Ranchos Bombos, Cabeçudos, até a noite ser madrugada!... Mas, deixa-me enfiar um copito de lácrima, bem aviado, ajuda a descontraír! com os dois de tinto que já seguiram caminho, acho que, no minimo vou sentir-me a mulher mais feliz do mundo... ahhh, Aposto que sim, ora deixa lá ver, ahhhhhh . Hoje não á testes e eu nem vou de carro, vou a pé! Beijinhos da tua flor de linho, laura.






 

De bloco na mão, atravessei a Cidade!...


Ia com intenção de escrever cantigas de amor, de saudade, do que fosse... E de bloco na mão, esferográfica na outra, a carteira ao ombro, meti caminho entre os passantes! Eis que alguém me fita interessado, alguém que já faz parte do meu percurso pela cidade, porque ou por andar por ali muito, ou por já ter caído no goto do homi, certo é que o vejo muito e sempre por onde vou a passar!... Sorriu-me, olhei-o incrédula pelo insólito da situação, e li nos seus lábios um belo piropo que me recuso a por aqui!... além de o ouvir, ouvi a sua voz, sim... Não consegui ficar séria, e contra o meu gosto, quase que desatei a rir pensando que; se vos contasse nem acreditavam... A nina a levar uma arrochada de piropos últimamente? Bom, fiz de conta, abri um sorriso que o sol brilhava, e continuei a escrever, como se nada daquilo fosse comigo... Se já ia de bloco na mão, continuei a escrita que aí está! Música, Maestro!...


Letras, escritas pelas ruas
Fizeram o meu dia feliz
Se estava com saudades tuas
Meu coração já se desdiz !...

Ouvi piropos saídos
De muitas bocas a passar
E se não os captaram meus ouvidos
Foram meus olhos a olhar !...

Ri-me para dentro tentando
Aparentar algum desdém
Mas com o riso brotando
Não fui capaz de enganar ninguém !...

Achei giro o piropo
Lançado em tom de paixão
Mas como não caio no engodo
Safou-se o coração !...

E, vim pela rua a cantar
A dizer cá para mim
Que mais vale as vistas espraiar
Do que ficar num canto a murchar !...

Meu amor se mal te sentes
Já não me podes culpar
Se tu não vens ter comigo
O que faço para me ocupar ?...

Ó baila que baila
E torna a bailar
Na rapariga da saia
Que por ali anda a rodar !...

Ó baila que baila
E torna a bailar
No rapaz de chapéu
Que por mim vai a passar !...

Ah, se lhe desse trela, decerto logo já tinha par para o S. João!...

Ó meu rico S. João
Sentadinho no altar
Faz com que o meu amor volte
E me leve a bailar!...

Fico por aqui, além de escrever muitas quadras diferentes, um dia ponho-as aqui, seguidinhas e digam lá se a nina das resteas não é fresca! e, pró que lhe havia de dar... Haja bom ânimo, chegou a hora de arribar!...






Segunda-feira, Junho 22, 2009

 

Todos os anos é a mesmíssima coisa!


Mommy, temperas as carnes para o S. João? Ó Nuno, até parece que os teus amigos não têm mãe!... Todos os anos apareces aqui (isto já vai há mais de 8 anos) com kilos e kilos de carne, febras, costelas, barriga, frangos, e se fosse só um kilito, a coisa ainda vá, mas, são alguidares!... E todos os anos calha à sortuda da tua mãe... (até me considero sortuda, pois os amigos deles, são todos bons ninos e ninas, e porque não o faria, só gosto de entalar o Nuno, a ver o que ele diz, mas, ele é outra mãe!, a ajudar a querer fazer de tudo, enfim!) Eu só acho piada porque mais nehum leva para casa... o trabalho... Mommy, eles gostam da maneira que temperas, tem um saborzinho assim, diferente!... Pronto, trás lá as coisas...

Dividem por todos, e, passam a noite e parte do dia, lá perto do Gerês, num local lindo que lhes emprestam ou alugam entre todos... A Neide também vai, e, sinto-me melhor, sabendo que estão todos juntos. Claro que devem beber mais que a conta, mas, ficam por lá e só regressam ao outro dia. Têm quartos, e podem dormir ali descansados... Pois, divirtam-se, merecem, eu vou ver se levo o manel lá acima, para não ir só pelas ruas áquela hora, se fosse de dia, ia pois ... para ouvir os bombos a bombar pra mim, as fanfarras, os desfiles, e depois regressamos a casa, e, este ano com o surfista aviado, ai que bom que vai ser!... Ai, poças, lembrei-me agora que me podem martelar a cabeça com o raio dos martelos de plástico... péra ai, levo um capacete da mota da Neide!... Mas deixar de ir ouvir os bombos? Isso nunca!...

Bem, trouxeram tudo, sal, alhos, vinho, eu pus louro que tinha, e o meu segredo ahhhh, umas ervinhas muito disfarçadas, mas, dá-lhes um sabor!...Por isso as outras mães não sabem !...
E aqui estão, faltam os frangos ainda, e o ano passado eram 60, este ano são 25, apenas? ainda bem, menos alhos descasquei!...






 

Vidros, estilhaços fragmentados!...


(na foto acima, no dia da desgraça dos picos, horas antes. A mãe estava grávida! andei à procura da foto, mas, apareceu!)

Por vezes há coisas que parecem impossiveis, mas, aqui com a je, nada é impossivel, e tudo se torna um desafio. Digo e continuarei a dizer que se por um lado a vida me dói, rev pelo outro tenho os meus queridos Anjos protectores sempre presentes nas coisas do dia a dia! São eles que abrandam as minhas dores, as únicas dores de que sofro, chamadas as dores da alma! Claro que para mim, são as mais dolorosas. Não há remédio nem água benta que ajude... Mas há em ponto maior, a Sua ajuda maravilhosa, traduzida na diminuição dessas dores, e no bem estar psiquico que sinto, e que agradeço do fundo da coração, porque não foram Eles e acho que já estaria metida em depressões sem fim. Lamento dizer, mas, nunca tive uma depressão e nem sei de que elas são feitas. Claro que ainda posso apanhar alguma, mas, neste momento a minha alma recusa render-se ao evidente, e, quer é continuar em frente, sonhando, amando, vivendo, esperando o que a vida ainda lhe vai dar, e de braços abertos!
Esta noite, pedi para ser transportada ao refúgio dos Anjos amigos, onde as almas sofridas são recebidas e ajudadas naquilo que mais precisam, e, acordei, feliz, sentindo que se tudo tem uma razão de ser, tudo se há-de resolver, de uma forma ou de outra! E pela escrita, podem ver que; a nina das resteas voltou em cheio, mas, não se rendeu ainda às rasteiras da vida!...

Ontem, horas antes do almoço, vi que não havia o sumo na geleira, fui buscar à despensa o pacote do dito, mas, o manel como não é baixo, põe sumos garrafas, na última prateleira, e a nina, claro, nem na ponta dos pés lhe chegava. Como tinha mais que fazer do que ir ao armário buscar o escadote, com a ponta de uma escova, cutuquei o pacote pra cá, mas o nabo não entendeu que o toque era prá frente, para eu lhe chegar, e, esparramou-se de lado, apanhou uma garrafa, vazia (gracias), que se lhe meteu ao caminho, empurrou a dita para a frente, (estilo dominó) e, enquanto eu tentava fazer malabarismos para apanhar o sumo e a garrafa, a desgraçada passa por mim numa velocidade alucinante, e, de olhos fechados, recusei sentir os estilhaços dos vidros espetarem-se nas minhas pernas!

Voltei aos tempos de nina, na casa do Dr nem sei quantos, amigo da família, quando no alto da escadaria da casa dele, ornada com vasos cheios de picos, gostaria muito de perguntar, onde estaria a beleza de picos, envasados, enormes, se viviam no monte, e havia flores lindas em redor!... as escadas pareciam a escadaria do Bom Jesus, mas, minha nossa, só me lembro de cair de costas e ir a rolar escada abaixo (já que não havia escada rolante nessa altura!) e se os vasos eram apenas alguns, porque será que fui cair mesmíssimo em cima do maior deles, e fiquei crivada de picos em tudo quanto eram braços, pernas, por ai fora.Apre, só parei mesmo no último degrau, e, eram tantos, tantos. Ai, os meus gritos de dor que ainda soam nos meus ouvidos!Ainda lembro o bom do Dr, bom, mas, burro, por deixar a mulher ter aqueles vasos medonhos cheios de picos, na escadaria! e lá vinha ele a correr, o pai, a mãe, até o cão veio ver o que se passava... e com pinças, todos a retirarem os picos, tão enterrados em tudo quanto era laurinha!

Abro os olhos a medo, tentando que não doesse muito, já via o sangue jorrar, vidros espetados, mas, oh, a garrafa caiu de dois metros de altura, quase, estava intacta a meus pés, e nem sei a alegria que senti por não ter as pernas estragadas, as minhas ricas pernas que não têm seguro, ehhhhh (ainda, mas hão-de ter, tão jeitosas elas estão a ficar agora, com os meus kilos a derreter que nem geleia no lume) e, procuro ver até onde os cacos voaram, para ver a extensão do meu serviço a fazer... e, a desgraçada caiu à maneira... olhava-me impávida e serena, tentando alegrar o meu dia, e, em vez da garrafa partida, ouvi um lamento vindo do chão, o senhor azulejo, reclamava e com razão, partiram-lhe o coração, e um senhor buraco ficou visivel, do tamanho de uma tampa de garrafa, plástica, mal pude ver os estragos causados por uma dona garrafa, (mais uma que tinha seguro contra todos os riscos!)
Historinha real, contada na íntegra, e, agora digam lá se os meus Anjinhos brincam em serviço!






Domingo, Junho 21, 2009

 

Uau, mommy, que foi que fizeste?...


Mal chegamos a casa, despiu a t shirt, atirou com ela para cima da cama, a mochila primeiro, disse; ai que bom voltar a casa! sentou-se ali, com a bjeca dele, e tocou, tocou e eu sentei-me no sofá ao lado, para irmos falando, e, ouvi-lo tocar!... As letras que tem em chinês, no braço, é o nome do tio, o meu mano mais novo, o Helder. Fez a Tatuagem quando ele faleceu!... Adoravam-se, amavam-se. e, tem o mesmo amor pelos primos que vivem longe!...

Cheguei na hora marcada por ele, 9.30 certinhas mesmo. Ele ia a entrar, só trazia a mochila, saí do carro, abracei-o com quanta força tinha. Engoli o pranto da saudade enorme que tinha dele. Olhou-me desconfiado de cima abaixo, só teve tempo de dizer; uau, mommy, que foi que fizeste? Estás bronzeada, mais magra, mas que mais magra, estás tão diferente, tens um olhar, mommy, o que foi que fizeste? ehhh, ri-me, encolhi os ombros e disse; nada demais, andei por ai a pé, emagrece e bronzeia, ou seja, duas, numa!... Riu-se, adorou o visual, e mais adorou quando entrou no carro, queria que eu levasse o carro, mas eu disse que não, nunzinha menino, quero falar e ouvir-te!... Sentei-me ao lado dele. Hoje foi a primeira vez que conduzi de rádio ligado, desligo-o sempre, para não interferir com as minhas cantorias e, ainda não dava para sentir a musica nem o ritmo, eram apenas sons barulhentos, hoje deu, gostei, amei, e, bamboleei no assento!... e ele feliz por me ver a dançar ali...
Viemos na treta tão gostosa que há entre nós, desde que ele nasceu que é assim. Conta tudo, diz tudo ou quase tudo... claro que se reserva o direito da privacidade, algo que eu adoro, quero ter privacidade nas palavras, nos pensamentos e que não interfiram comigo seja de que maneira for, em algo que eu não queira!... Pode fazer parte do meu signo, Sagitário, mas, sou assim e funciono assim...
Perguntou logo pelo surfista se tem melhorado, perguntou tudinho. Contou projectos, viagens, férias que vai ter, quando volta, o amigo que casou há tempos, a esposa que teve uma nina, este , outro, o trabalho, ó vida, como sabe bem ouvi-lo, senti-lo, amá-lo!...
De tarde foram os três, ele a Neide e o namorado dela para o rio ali perto, juntaram-se com os amigos deles, e ala que se faz tarde. Daqui nada vêm jantar e será bom vê-los a falar e a rir ao meu redor!...
Tenho a certeza de que; se algo vim fazer a este mundo, eu sei que sim, a parte melhor que fiz e cumpri, foi a de ser mãe destes dois seres tão amados!...






Sábado, Junho 20, 2009

 

Tempos selvagens !...


(Aos 17 anos em serpa Pinto, calças modernas, sapatilhas brancas, chapéu às costas, enfim !)

Menina d'África
Selvagem
Tão sonhadora
Desejando que a vida lhe devolvesse
Anos mais tarde!...
Os sonhos que ela guardou no coração
E de lá nunca os deixou saír
Porque não havia com quem compartir
Aquela imensidão de amor...

Menina d'África
Dos caminhos de capim
Sem fim
Das árvores a ondular as lianas ao vento
Da negrura das planícies queimadas
Que outrora foram verdejantes...
Mas, secaram
Como secou a sua alma
À mingua de amor !...

Menina dÁfrica
Num corpo de mulher
Alma de menina
Ensinada a viver
Segundo a tradição
Dos ancestrais
Que corpo e alma de mulher
São apenas para um só homem
E um só coração !...

Menina dÁfrica
Cheia de sonhos
De desejos irrealizados
Menina mulher sempre triste
Sempre saudosa do amor
Porque não tirou dali nenhuma lição
Apenas aprendeu
Que digam o que digam
Não se manda no coração!...

Menina dÁfrica
Dá-me a tua mão
Caminhemos juntas
Pelas planícies desertas
Da terra vermelha
Queimada, despida de amor
Que ambas trazemos
Em dor, guardada
No coração !...






Sexta-feira, Junho 19, 2009

 

Levaste os Meus Sonhos de Menina !...



Clicar na Imagem
- Para ouvir o PPS desligar a música

Pois foi... Levaste os meus sonhos de menina ! Fiquei de coração sem sonhos!...
Obrigada querida Zélia, mesmo não conseguindo entrar aqui no blogue, já o Sidney também do Brasil, diz que não consegue!...E, fica a interpretação que cada um queira dar-lhe!...Força, sou toda ouvidos, agora sim!...








Quinta-feira, Junho 18, 2009

 

Verdinha, je vois la vie en vert !...ai vai a explicadura!



Uma das coisas por onde sempre gostei de andar, foi pelo mundo dos sons, sons que conheço desde que nasci, os quais me foram retirados, por volta do ano de 57 (tem graça, tenho 57 anos hoje e...) Sempre me questionei porquê eu? porquê Pai? Sofimento! uma palavra que conheço desde pequenina, porque uma criança de seis anos, não sabe ainda o que é maldade, ou possa fazer mal a alguém! (daí o meu querer sempre ajudar a todos, seja qual for a sua dor, daí me chamarem a mensageira do amor!) E, hoje sim, hoje entendo o porquê do sofrimento, e, aceito, pois concordo!... A Justiça Divina, tarda mas não falha!...Daí a dor...

Lembro-me vagamente da voz do meu pai, quando no quarto dele, o meu era o último, o do meu mano, o do meio, e de ele me perguntar se já dormia, e eu respondia-lhe; eu já, e tu? eu também, dizia ele, enquanto ria, ou seja, riamo-nos os dois que nem patetas! treta parva, mas, muita saudade tenho eu dela. Fosse vivo e metade dos meus problemas estariam resolvidos, porque ele era pelo amor, pela vida ao correr dos nossos sonhos, e não, pelo pensar das cabeças dos outros!... Com ele poderia falar abertamente de tudo, coisa que agora não faço com ninguém!...

Desgostosa fiquei quando o mundo dos meus sons se foi, e fiquei mergulhada num tempo sem tempo, num tempo sem espaço para o som, o som amado, (do lado de lá dizem que; se pensamos que música é o que ouvimos na terra, então, que, aguardemos pela passagem até lá, porque é lá que a verdadeira música começa, a música Divina, isso sim, o que aqui ouvimos é apenas uma pequenina amostra!) o som perdido! Já de pequenita adorava a música e cantar, já cantava, como dizia o meu pai, antes de começar a andar, quem sabe, sabia o que lá vinha e quis apressar o tempo a meu favor!
Daí que começasse a encostar-me às colunas de tudo quanto destilava música...Daí que começasse a fazer os meus próprios sons, os sons de dentro, aquele reflexo dos sons que guardava ainda em mim! Nunca me afastei da musica nem da dança. O pai sempre fez questão de me ensinar, foi nos braços dele que dancei o meu primeiro tango, ele tinha cá um ritmo que nem vos digo... uma valsa, ele explicava-me qual a musica que dançavamos, quem compôs, e, por aí fora. A ele devo a minha experiência com os ritmos de todos os lugares,ritmos de África, duas Áfricas diferentes no som e na voz! com ele dancei pelo mundo dos sons, mesmo sem som!...e, hoje sou capaz de fazer existir dentro de mim, a mais bela ária e, dançá-la com quem quiser, sózinha! E, mais que nunca, hoje faço-o, sentindo que não danço só! sei que há alguém que me enlaça no seu amor, e que comigo irá dançar para sempre!

Em tempos perguntaram-me como seriam os meus sons. Apenas vos posso responder; SONS.. mais nada, porque é a minha alma que os ouve, é ela que capricha na dança infinita que trago cá dentro desde tempos imemoriais! Sou Autodidacta, certo, e um ser desses, já vem de há milénios, em busca da perfeição, e, nos dias de hoje, nada mais se torna necessário aprender (falo de sentimentos de amor sobre o mundo) porque já os trás consigo, na busca incessante dos sentires. Por isso me vedes sempre em chamas com o amor, ao amor lindo, o amor calmo, o amor maldito, esse caminho infindo que terei de trilhar até ao fim dos meus dias!

Bom, verdinha, os meus sons são musicais, sei as notas da música desde que nasci!... Os sons que anseio são sempre dos tantâs, é naquele ritmo que me aqueço, e nunca me farto de andar descalça pelas terras vermelhas, é nele que satisfaço a minha ânsia de sons!...
Assim, digo-te que; com o surfista entro nesse mundo mais a fundo. Sei quando a voz da canção começa, (juraria quase que sei, e sinto) adoro ouvir a melodia, o ritmo, a ternura de uma musica romântica, mesmo nem sabendo o que cantam, e, se tiver a meu lado quem dê a letra (O Kim, soube fazê-lo na perfeição, parece que sempre fizemos isso, e, ele apenas tomou o seu lugar e foi igual a ele, igual a sempre como é para os amigos. Não foi Kim?) Assim, ouço mesmo de longe do pc, ouço e entendo parte das coisas, apenas a voz não, a voz que terei ainda de aprender a ouvi-la, tão simples como isso, mas, complicado para mim!...mas, soa-me muito bem a musica sacra, soa-me bem a musica relaxante, e a mexida, enfim, gosto de todos os sons, porque o SOM; vem DELE!...
Acho que ao acabares de ler isto que escrevi, que não vais entender nadinha e vais ficar a rir para ti com a explicação de um cadinho de prosa da alma da laura! a laura que vos ama a todos, como sempre, porque o nosso amor já vem de longe!...
Fica com o meu ritmo, os meus sons, e um dia, cara a cara,com os ninos e ninas do grupo, falarei da força que me move nesse mundo. Um mundo do qual nunca me irei afastar, porque a musica é um todo, para mim!...






Quarta-feira, Junho 17, 2009

 

Poetas no jardim!...


(clicar nas fotos para ler o poema)
Cheguei antes do tempo. Como vim num desafio na auto estrada com um tolo qualquer que pensou que me passava, por ser mulher, numa Ford, igual à minha, só que de C5, avia-se o caminho que nem se dá conta! Senti-a-o a querer competir, fiz-me de parva e, acelerei, ia tão bem, tão aconchegada pelos meus ANJOS !... que, cantei todo o caminho. Tanto ao pra lá como ao pra cá!... Tive tempo para me descalçar, sentar nos degraus das escadas, e, escrever, poemas, alguns, claro que nunca os verão!... Ah, que bem se estava ali, que bem me soube aquele cadinho a sós comigo, a retemperar forças destes dias em que me senti tão presa ao mundo, presa por correntes, qual demónios a quererem levar-me água abaixo!... Mas os meus Anjos não deixaram, e, a prova está aqui, cheia de força e genica, para levar a vida avante!... Creiam, já estou a mil...

Lembrei-me de que um amigo, que mora lá, poderia aparecer por ali, e, nem de propósito!... ouço um som de passos, mas, passos muito esquisitos, diferentes dos habituais...En garde!... vou a tirar o sabre, mas... olho, e, só Deus sabe como tentei dominar o riso que me assolou, a cena era digna de umas boas gargalhadas, e, não fora uma falta de respeito pelo senhor velhote que ia a passar, de bengalinha, assim; o som era de dois passos e um pau a bater no chão!... Minha nossa, lá me contive e depois de ele passar, ri a bom rir, e foi essa a cena que me fez ficar de bom humor!...
Escrevi, nos joelhos, o bloco era pequenino, foi só cortar um raminho de bunganvílias, umas florzinhas abandonadas, e, aqui está a minha poesia, só três!...

A aula decorreu como sempre. Ao entrar perguntei ; a stora trouxe a régua? Vi logo pelo olhar dela que sabia... Os deveres ficaram na pasta! esquecida em casa... Só podia. Ai, ai, disse ela, Assim não vamos a lugar nenhum, mais tarde depois de fazermos uns bons testes de sons, vogais, consoantes à mistura, xi, a coisa é dificil pra caraças!... Assegurei-lhe que a partir de agora foram só sons espalhados, agora vou mesmo estudar e fazer por conseguir, mais por ela que por mim! Pelo trabalho dela que se eu não conseguir, será mau para ela... para mim, é a eterna canção; eu tenho todo o tempo do mundo, desde que me deixem ouvir musica e afins!Mas, vou ter com as amigas que farão a terapia dos sons, elas perguntam, eu respondo, e...lá chegarei. Deus é PAI!... Nem valeu de nada dizer-lhe que os meus amigos do outro lado me ajudavam, ela disse que sim, mas, que estudasse também, ahhh, aquilo é que foi rir, ela não se zanga. Não pode, tem um sorriso tão lindo que se desfazia nele... é um amor, e, claro que se foi ela que me calhou, não foi por acaso... Ou vocês pensam que os meus Anjos me deixam entregue prá i à ralé!... Isso era bom. Eles protegem-me, embora saiba que as minhas dores e sofrimentos são somente meus, Eles estão ali para me ajudar a calcorrear os piores momentos da vida!... e a prova, são os queridos amigos e amigas que tenho por aqui!... Também... E, deixem-me dizer-vos... AMO-VOS, A TODOS, TODINHOS, OS MAIS ANTIGOS, OS MAIS RECENTES, TODOS OS QUE ENTRAM NO MEU CANTINHO, E, ME MIMAM, ME ACARINHAM, ME AJUDAM DE UMA FORMA OU DE OUTRA...
AMO-VOS POIS! Porque fazeis parte de mim!...






Terça-feira, Junho 16, 2009

 

Hoje safava-me, ali...




Ali, sentadinha, num aquário qualquer do mundo, a ver os peixinhos deslizar serenamente!
A colorir as minhas cores com as suas, a sentir o bater dos seus corações, pelo meu, acredito que me safava sim. É que a alma precisa de cor, calor, luz, e tudo o mais que faz alguém sentir-se em paz com a vida !... E as cores, para mim, são muito necessárias, na medida que; espraio o olhar, e, capto delas um pedaço da minha força, sinto isso dessa forma!...


É um desejo que tenho à muito, ter um aquário, enorme, com peixinhos, de cores lindas, como uns de longa cauda, azuis, jesus, aquilo é que é uma saia rodada... quando começa a andar em sentido ascendente, a saia, bamboleia as franjas, qual dançarina árabe, que, só visto...















Há peixes de tantos tamanhos e cores para maravilhar a vista que... me vou sentar aqui a olhar pra eles, já que vós todos andais fujidos, de férias, e, preciso de treta, não de silêncio!...ehhhhhh...

E, sinceramente, pensei em fechar o blogue por um tempo, um tempo em que o tempo nem conta muito para mim!... Abraço a todos, sem esquecer de ninguém!... e, cuidem-se, isto são aquelas tretas das fases da lua, ehhhhh, e daqui nada, já cá canto.
Amanhã vou levar o surfista a velejar, pode ser que me distraia um tico. Já estou a ver a minha terapeuta; ai laura, laura! Então? ai stora, deixe lá, faço os deveres para a próxima, é que!...






Segunda-feira, Junho 15, 2009

 

Jogo Maldito !...



Maldita a hora em que comecei a jogar

Maldita a hora em que joguei contigo

Um jogo de cartas, viciado

Sem as saber partir, ou, baralhar !...


É que os trunfos para mim

Nunca saíram

E o jogo que me calhou

Estava trapaceado !…


Baralhaste tudo

Deitaste as cartas na mesa

Guardaste um trunfo na manga

Sem que eu estivesse atenta !...


Ao teu jogo de sedução

Às palavras que usavas

Para descobrir o meu

Mas não contaste !…


Que as minhas cartas

Não fossem viciadas

Não contaste

Com a rainha de copas !...


Hoje o jogo é de espadas

As cartas estão dos dois lados

Viciadas

Marcadas pela derrota !...


De um jogo que não acabou

Um jogo que nem começou

Porque desisto de jogar

Com quem não o quer fazer !...


Acobardaste-te no final do jogo

Não quiseste dar luta até ao fim

Puseste as cartas na mesa

Desististe de ti e de mim !...


E a nossa jogada terminou

E com ela a vontade de continuar

Porque ao fim e ao cabo

Ninguém sairá a ganhar !...


Ah, maldito jogo de cartas

Com trunfos escondidos na manga !...

Maldito jogo da vida

Que as nossas vidas, comanda !...



Nada de copianços! Respeitem a originalidade. Direitos de autor!...
Escrito numa hora minha, somente minha!
Saem umas guitarradas, uma voz rouca de mulher fadista, com força nas cordas vocais, porque o momento merece !... Apaguem as luzes, silêncio que se vai cantar o fado... e, escutem a dor!...







 

Tentei viver um pouquinho para mim ! ...



Tentei viver, só um pouquinho para mim

Tentei esquecer que havia mais gente

Para além de mim

Mas era só um bocadinho assim

Um bocadinho de amor

Que queria para mim !...


Era um bocadinho tão pequenino

Que eu quis roubar aos outros

Era algo tão sonhado

Tão buscado em toda a vida

Mas o outro coração, se existia

Não esperou por mim !...


Eu tentei, juro que tentei

Eu sonhei, eu quis agarrar o amor

Aquele amor que nunca foi meu

Aquele amor que nunca senti

Mas, o tempo esgotou-se

E eu voltei de novo, para mim !...


Voltei para o que perdi

Voltei para me encontrar

Voltei porque teve de ser

Já que a semente do amor

Não pode nascer

Arranquei-o de mim, deixei-o morrer!...


E assim, não vale a pena

Querer tempo para mim

Não vale a pena querer viver

Não vale a pena querer sentir o amor

Porque entre nós

Haveria muita dor a vencer !...


Mais vale menina

Deixar a vida correr

Segurar o pranto

Acolher nos teus braços

O amor do acalento

E, deixar os sonhos ao relento !...


Quem sabe, um dia

Quando o tempo passar

O amor possa voltar

E possas de novo

Ter aquele momento

Tão teu, para amar !...








Sábado, Junho 13, 2009

 

O desejado encontro!...Aconteceu!...



E os caminhos abriram-se para mais um encontro de gente amiga!...

Aconteceu!... Uma espera numa Pastelaria da nossa Invicta cidade de Braga, nada de confusões, a nossa Braga também é um marco na História de Portugal!... A Cidade dos arcebispos, a Roma Portuguesa, enfim!
O almoço estava aprazado para as 13. 15, e 30, por aí, com eles vinha prima da Luisa que, diga-se, adorei e ela, idem. Brindamos a uma nova amizade, que, nunca mais deixará de soar.brindamos com mais Porto, o Kim trouxe-me uma nita garrafa de Porto, assim que o lacrima acabar, vai essa, mas, ainda ficou um pedaço dele na garrafa... trouxe mafrinhas, bem boas, enfim, trouxe o amor com ele e foi lindo.
A Parisiense chegou primeiro com o marido, lá vinham aquelas gulodices de Arouca, ah, que manjar. O repasto seria uma feijoada à minha moda, de marisco, e depois caril à moda da laurinha das Áfricas, ehhh, porque aqui nunca o comi assim tão a saber a outros sabores, a outras terras. Já da outra vez fiz e os meus amigos todos maravilhados. Tudo pede a receita, mas, o ingrediente principal... O amor que eu deito ás carradas lá pra dentro da Wook, juntamente com o caril, as castanhas de caju, as passas, e o resto é segredo dos deuses.

Foi tão bom abraçar o Kim, a Luisa, a zezinha, a prima deles, a nossa Parisiense, o marido, foi uma alegria.
Fiz dois pratos enormes de leite creme, já prometidos há muito, e a famosa sobremesa de morango. Não tirei fotos, eles sim, mas, não vou publicar porque ainda não tenho nenhuma.
Ainda liguei a mais um amigo de longe, impossivel vir, e assim, deixei para outra ocasião, em breve mais a nina sãozita de longe, mas, quero juntar o outro amigo também. eramos 9.

Conversa prá qui, conversa prá li, daqui nada era tudo familia, todos a gabar a paparoca e se comiam e repetiam, era bom sinal. Depois fui com o Kim pla casa e acabamos no pc, ele a cantar a letra da canção da vida dele,do jaques Brel, eu agarrada à coluna para sentir melhor, ai, mas que belos momentos, só que chamei a fotógrafa para o apanhar ali sentado no meu banco do pc, e, olhem, apareceram todas, sentaram-se ali, mudamos a musica, botamos Ouro Negro, e, descalcei-me, toda a dar á perna e endoidar , se ouvia, se sentia, ah, nem me digam nada, pareciamos todas estarolas, o Kim dançou, depois pedi-lhe que dançasse comigo a Móóóóo´nia, do meu tempo de jovem, mas, o homi é tão grande tão alto que eu passava a vida à procura dele e diza-lhe; ó rapaz, onde estás, e ele ria-se , ó pois, foi lindo, depois filmou tudo, acho que filmou até ao chão, ai, pobre de mim, devo ter dado cá um espectáculo que até me envergonho se vir o video, já lhe pedi que cortasse as partes más!...
A Sãozita dançava que nem Angolana e nunca pisou solo Africano. A parisiense, essa benguelense, só podia, e que dançar, mas que danças... enfim... eu dancei também com a zezinha, a prima, uau... e, só foram embora porque tinham mesmo de ir. A parisiense tinha amigos onde foi passar férias na praia, mas, deixou tudo para vir, e, valeu a pena, se valeu. E, já tarde para um almoço, pelas 19 foram-se, e encontramo-nos de novo pelas 22 no arraial da Junta com o dr. Firmino. Havia sardinhas petiscadas, mas já nem conseguimos, eles ainda paparam caldo verde, mas eu nem quis. Pelas 23 fui levar a Sãozita a casa, voltei e à meia noite em ponto fomos todos para casa.

Ahhh, a pascoalita mandou mensagem, em fanicos, com desejos de estar presente, que fomos más em não a chamar, sabiamos que lhe seria impossível, até porque tem mais que fazer e preparar-se para rumar de férias... a Girassolinha a perguntar se bebemos o lácrima todo, se não deixamos um copito pra ela, que queria ver-me feliz, e, sim nina girassol, estava felicissima... Obrigada pelo amor, e a nina africana telefonou a perguntar como era, e nós a dançar, e ela a ouvir a musica, foi lindo sim, belissimo...
Ao outro dia estava eu à espera deles num centro Comercial, tomamos café, fizemos compras, e, lá nos despedimos, mas, dali a uma horita lá passaram de novo aqui em casa, só para um adeus!..
Belissimo dia, belissimos amigos, todos amorosos e, quem diz que não se pode amar os amigos? Venham mais, amor é cá com a je!... Cada um à sua maneira!...
Kim, Parisiense; Obrigada pelos momentos passados em familia, na dança, na treta e no amor, aquele bendito amor que nos aproxima cada vez mais com a convivência! Amo-vos, pois, amarei sempre, a todos...






Sexta-feira, Junho 12, 2009

 

Nunca fui, uma mulher rodada !...


Não sou nem nunca fui
Uma mulher rodada
Não fui nem nunca serei
Uma mulher maltratada!...

Não fui nem nunca serei
Uma mulher afamada
Mas também nunca descerei
A uma mulher rodada !...

Não fui nem nunca serei
A mulher que quis ser
Mas nosso destino na terra
Não podemos escolher !...

Não fui nem nunca serei
Uma mulher odiada
Porque aquele a quem amei
Nunca seu nome sujei !...

Não fui nem nunca serei
Uma mulher abastada
Porque na luta pela vida
Fui sempre pobre e honrada !...

Não fui nem nunca serei
Uma mulher muito amada
Porque o tempo que passei
Foi a amar quem não me amava !...

Não fui nem nunca serei
Uma mulher bem casada
Porque a vida que tive
Me fez dela, sua escrava !...

É o meu fado, fi-lo há dias, é meu... somente meu... ora cantem-no e digam lá senão é um belo fado!... saído de uma alma amargurada, sofrida!... Hoje não o escreveria... mas, cada dia é um dia a menos para um fado!...






Quarta-feira, Junho 10, 2009

 

Vou deixar o meu coração voar !...


Vou deixar o meu coração voar
Nunca mais vou tentar
Segurá-lo, como sempre fiz
Só porque a alguns
Parece mal
Que ande por aí
A manifestar
Amor!...

Vou deixá-lo voar
Nunca mais o vou segurar
Nem vou deixar que o prendam
E que me acusem
De o tentar soltar
Quando há alguém
Que me possa agradar
E eu possa amar!...

Vou deixá-lo voar
Planar pelos céus sem fim
Vou deixá-lo amar
Se alguém me amar a mim
Vou deixá-lo livre
Pois é na liberdade
Que eu posso voar
E te posso amar !...

Vou deixá-lo decidir
Com quem é que quer ficar
Vou deixá-lo sentir
Nem me vou intrometer
E ele é que vai dizer
Se contigo quer ficar
Ou partir
Ou se te vai esquecer !...






Terça-feira, Junho 09, 2009

 

Regresso ao Nosso Lar !...


Sempre senti e pensei que, quando abandonamos este mundo, será para regressar à Casa do Pai, ao Nosso LAR! Pois o lar na terra, a casa que nos serve de abrigo, não é nada comparado com o regresso saudoso ao Mundo de onde viemos!
Claro que; quanto mais evoluídos formos, melhor será! Quanto mais amor e bondade tivermos, melhor ainda! e claro que não é a primeira vez que lá vamos... Já viemos de Mundos e Mundos, já fomos e continuamos a ser viajantes do espaço Sideral!
Cada um irá na hora aprazada, nem mais tarde, nem mais cedo. Seja da forma que for! Poucos entendemos, e, ficamos revoltados quando algum Ser do nosso amor, algum amigo, familiar, se vai deste mundo!
A primeira vez que enfrentei a morte de perto, na familia, já era adulta, e, já era estudante intensiva da leitura espiritual. Já não ando em busca do meu caminho, de Religião (ah, a eterna religião, a tal que é o opio do Povo)porque enchem o mundo delas, prometendo que cada qual nos levará mais perto do Messias, sabendo nós que não é nada disso!... Melhores pessoas formos e mais perto DELE chegaremos!...

Quando o meu Pai se foi, sempre pensei que no dia que isso acontecesse, eu morreria de dor, porque acho que; nenhum ser me amou tanto neste mundo, como o meu Pai, e, também ninguém o amou tanto a ele, como eu!... e, no entanto, era de pasmar, ver a aflição da minha mãe, contrastar com a minha calma e serendidade, naquela hora tão dolorosa. Estive junto dele, simplesmente em diálogo interior, e aí sim, aí aprendi que; quando a dor de ver um ser querido ir embora, nos calha! A serenidade que ELE nos envia, é impressionante!

Faleceu uma amiga de uma nina dos blogues!
Uma moça nova, nova ainda, para o tempo que todos queriam que ela cá passa-se, mas, a Lei da vida é inexorável, e lá se foi a menina anjo, um Anjo de asas brancas, porque era um amor de pessoa! E, como sempre,sentimos que é injusto que se fosse tão nova, mas, como disse atrás, a Lei é inexorável..
Um beijinho minha querida amiga. Lamento a tua perda, lamento por todos os que a amam, mas, ela virá um dia, em espirito, envolver-vos nos seus braços de Anjo, porque ela já é um Anjo!...

Chegou a hora !...


Chegou a hora do regresso
Chegou a hora de voltar
A morar na casa de Nosso Pai!...

Chegou a hora do adeus à Mãe terra
Que por tão pouco tempo
Nos seus braços te acolheu !...

Chegou a hora de voltares
Aos lugares que deixaste
À tua espera !...

Chegou a hora de sentires de perto
O brilho do sol
Sem sentires o peito num aperto !...

Chegou a hora de abrires as asas
Que mantiveste fechadas
Já que o amor é liberdade !...

Chegou a hora de sentires
Todos os que à tua espera ficaram
E ansiavam abraçar-te !...

Que o Pai te acolha em seus braços
E te rodeie do Seu imenso AMOR
É tudo o que LHE peço !...






Segunda-feira, Junho 08, 2009

 

Kruger Park no Sabie - South África !...


Fomos com a Belinha e o Paulo, meus afilhados, a Tamananda, o casal Brito e Manuela, alugamos daquelas casinhas espalhadas por lá, ou seja, Bungalows parecidos com este, este foi tirado da net, é no Sabie!


Já estavamos sozinhos, eu com 35 anos, 47 kilos, ahhh, onde andavas laurinha com tão pouco peso... e o Nuno com 8, foram 3 dias inesqueciveis e, vimos todos os animais possiveis. Claro que já conhecia animais de grande porte de Angola, mas o Sabie, enorme, cheio de tudo, no momento em que a foto foi tirada, estavamos a passos da lagoa onde os leões iam beber e a uns bons metros da carrinha onde fomos... Ali estava eu, tentando cutucar a vida, e o Nuno, amor de nino, sempre colado à sapinha dele, estavamos ambos morenaços. Visitamos locais lindos, tal como a Windous of God, ou seja, a janela de Deus, local de uma altura impressionante, visitamos de tudo, e viemos cansados, mas, felizes!... Há quedas de água enormes,estivemos em, Mpumalanga, montes altos, uma fauna invejável, flores nunca vistas, enfim, que pena que nem todos podem ir lá quando apetece, porque eu; repetiria!... Ainda estou a tempo!... África minha...

Sonhei com ela há tempos, sonhei tal e qual o poema, e, na verdade, já nem quero lá voltar, a Angola... O sonho levou-me até à minha antiga casa, no prédio onde morava, mais casas estavam a ser restauradas, a terra vermelha com que foram construidas, perdia-se pelo chão, os velhos tijolos feitos artesanalmente, a poeira, tudo isso eu vi, e senti profundamente que me tocaram no ombro, senti como se fora real, voltei-me, e, estavas ali!... (a imagem abaixo é no Sabie)

Já é tarde para ti!...

( um sonho com Luanda)


Já é tarde para ti

Já não há volta a dar-te

Depois de tudo a que assisti

Quando em sonhos te visitei

E, acredita mãe amada

Nem te reconheci !...


No meu sonho fui visitar-te

E andei por ali a olhar-te

Voltei às casas onde morei

Estavam todas velhas

Irreconhecíveis algumas

E outras a serem renovadas !...


Reparei na terra vermelha

Que tinha sido usada na construção

Ela lá estava, pelo chão espalhada

Como se lá estivesse há mil anos

E assistisse aos nossos amores

E aos desenganos!...


Quis vir-me embora, não consegui

Algo mais forte me sustinha ali.

Senti uma mão pousar no meu ombro

Era uma sensação irreal !...


Ter alguém a abraçar-me a aconchegar-me

Era ele, ele estava ali e sorria para mim

Era ele era ele sim depois de tantos anos

Estava ali e voltou por mim!...








Domingo, Junho 07, 2009

 

A todos os Autistas !... (Um beijo, Bruno! e, deixa-me amar-te!)


Vejam o video abaixo, é lindo, lindo!...

Corpos e mentes de Autistas !...

Corpos e mentes Autistas
Rostos de seres
Que já vêm cansados de outras vidas
Onde o amor soçobrou
Corpos e mentes desvanecidas
Na desventura que lhes ficou !…

Corpos e mentes
Talvez um pouco distorcidas
Da realidade
Mas são como muitos de nós
Seres que têm em si, latente
A bondade !…

Corpos e mentes de Anjos
E da semente que lhes ficou
Corpos e mentes em sofrimento
Dos caminhos menos bons
Que outrora, noutras vidas
Se palmilhou !…

Corpos e mentes
Desprovidas de risos
Desprovidas do sentir
Mas com sentido
Igual ao de muitos
Que nem todos entendem !...

Corpos e mentes
Magoados
Adulterados pelo que lhes fazem
Pelas dores que lhes causam
Aqueles que se julgam perfeitos
Quem nem sabem com eles, viver !...

Nem sabem, nem querem saber
Como é o seu viver
Como é o dia de cada um
Nem sabem, nem querem saber
Como é o seu sofrer !...
E como é difícil, o seu viver !...

Poema escrito para o nosso Bruno, do qual não sei mais nada, mas, que, espero se resolva tudo pelo melhor e, que, haja paz naquele lar, tão magoados, tão desiludidos com a decisão dos Homens que pensam ter o destino das gentes, nas suas mãos!... Porque parecem nem se importar com a MÃO DaquELE que tudo Pode!... Hoje pode pervalecer a sua vontade (do homem) mas, amanhã não! ... (pedi ajuda ao namorado da Neide, para colocar o video. São todos actores, só o menino não é actor, é um Autista!...) e o filme é do ano de 1972... Céus, como chorei a ouvi-lo, pus bem alto, sem me ralar em incomodar, porque me soava tão, mas tão bem!... Reparem nas únicas vezes que sorriu... Amo-te Bruno, amo-te porque sei que a vida não está fácil para vós, e, o meu amor vai para aqueles que mais sofrem!...

video






Sábado, Junho 06, 2009

 

O Rafeirote mais giraço que conheço !...


Mas onde deixaste o resto do homem, ó rafeiro?

Fui à procura dele para a Fnac, não sem antes me perder com a Glorinha, lá pla Foz, ah, a Foz de que tinha saudades, de ver as águas, o remanso, a paz, e, em vez de virar lá em cima junto ao Hospital, nananinaná... fomos fazer aquele meu velho conhecido programa; Vá para fora cá dentro... Como ainda era cedo, não fosse saber que a querida Soledade estava lá à nossa espera, e mais me deixaria ficar por ali, perdida. Mensagens, pergunta aqui, pergunta ali, e seguimos as indicações à risca. Até com a graça dos santinhos, arranjei lugar lá fora a metros dali. Bem, os santinhos já iam comigo no carro, desde que saímos de Braga, só que fizeram de conta quando me perdi, para me fazerem ver as coisas bonitas...

Chegamos lá, dali a minutos lá vem a nossa amostra de Soledade, ai que formiguinha encantada,abraçamo-nos, eu é que tive medo de a partir toda, aqueles ossitos caíam a jeito do meu abraço, até o meu surfista quase que caiu de tanto carinho que sentimos uma pela outra... a menina é magrita pa caraças, mas, linda, linda e ainda teve o desplante de me dizer que eu nem era gorda nada, pudera, ainda só mandei 7 miseráveis quilitos às urtigas, isso nem é nada. Já visto roupa que já nem entrava quanto mais servir... Bem, abraços, beijos, lágrimitas ao canto do olho, mas, já tinhamos prometido que não haveria ali lágrimas nenhumas... cumpro sempre.

Bora pró rafeirito na Fnac... uma banda a montar as suas coisas, digo eu! é pá, o gajo subiu de escalão, há dois anos era assim, agora mete Banda e tudo, diz ela; não, não deve ser aqui, pedimos informações, e, nada, ali não era de certezinha! Bem, ai rafeirito como queria o teu telelé comigo..., mas, como tenho o do roderick, quando fui para o Hospital, ele enviava-me mensagens, mas que bom que foi ó moço... ali sozinha sem visitas de Braga, enfim, a Soledade ligou-te, eu falei, e ainda te disse que; não vou dizer que gostei de te ouvir, porque não entendi patavina do que disseste, mas... ele depois foi ver ao pc, e, na verdade enganei-me apenas na Livraria, era na Bertrand... Lá fomos, mal foi preciso esperar, já lá estavam alguns bloguistas, apareceu ele, a jove, ah, aquela jove, o rapaz teve faro, teve sim... ele sabe que sim... depois apresenta-se uma nina alta, mas que pedaço de mulher, olá laura, e eu a tentar ver quem ela era, sou a Ká, ahhhh, o que me ri, imaginava-a pequenita magrita, mas, um amor de moça... Foi bom vê-la, pois trocamos emails por vezes. Depois ficamos ali na treta, enquanto ele atendia pessoal, chega uma loirinha linda,alta, jeitosona, começa a rir a rir a olhar-me e então caio em mim...raios, era a parisiense, até pedi que me segurassem na carteira, no livro, em tudo, abracei-a com quantas forças tinha... Era uma saudade guardada há bastantes meses, pois é como mana de uma mana minha, que nem é minha mana, a ver se nos entendemos... só amigas, mas, ela faz parte do meu dia a dia, no grupo de emails que trocamos ou seja; a pascoalita a africana a parisiense o nosso gilinho e eu, ali, choramos, refilamos, gritamos, rimos, e de tudo o que a vida nos dá, a maior parte é falada ali, para desenfastiarmos a vida, claro que há coisas que nem contamos, pudera...

Bom, falei com o rafeirito, falamos do surfista, contei como é ter um surfista na vida.
Com a jove também falei, um cadinho com cada um, e, lá nos fomos, mas, estivemos ali para ai uma hora...

Obrigadinha Roderick, querido roderick, sem ti, quem sabe, nem nos encontravamos, mas, eu já estava a farejar lá ir, espreitar e ver se seria ali, porque eu lembrava-me de ver o 6 de junho . Foi lindo ver tantos bloguistas que se iam apresentando, só sei que a mesa que tinha os livros estava a ficar sem eles, o que era bom sinal... nanja que ele comia-nos como fez ao homem da capa... xiça... e porque será que és magrito ó rapaz? Adorei, ou seja, adoramos nóizinhas todas, ver o nosso rafeirito mai'la sua jove, e o resto do pessoal...






Sexta-feira, Junho 05, 2009

 

Fechei os olhos, ouvi um Fado !... mas, antes, saiu mais um copo daqueles!...



Ouvi um Fado !...



Fechei os olhos

Recostei-me

Na saudade

Que me tem acompanhado! …


E ouvi um fado

Um fado cantado

Um fado falado

Um fado tão desejado ! …


Ouvi um fado

Ainda pior que o meu

Um fado traçado pela mão

Que ele nunca me deu !...


Ouvi um fado

Um fado marcado

Pela solidão

Que tanto me tocou !…


Um fado cantado

Pelo coração

De quem nunca

Me amou !…


Um fado amado

Porque me lembra

Que não fora assim

Eu nem teria um fado !...


Um fado de lágrimas

Um fado só de fado

Um fado que me vai deixar

Ausente de mais fados!...


Porque o meu verdadeiro Fado

Só agora nasceu

Só agora nasceu nas vielas

Do seu pensamento

E do meu !...


Exames para fazer. Montes deles, mas que importa, se tudo isto é fado!...Eu já desconfiava, mas...

Ponho musica de outros fados, e foi assim que escrevi este...Nem se ralem, já nem faz diferença viver entre um mundo ou outro. Acho que me cansei!...

Só que como sempre, há algo em mim que me diz; miúda, vamos à luta!... porque no?










Quinta-feira, Junho 04, 2009

 

Que bom que existe o Pensamento!...


Que bom que existe
O pensamento
Posso deixá-lo voar
Subir às montanhas
Descer em declive
E continuar
A subir
A planar…

Que bom que me posso
Nele deleitar
E pensamentos belos
De amor
Posso fazer
Mesmo que não haja
Quem mo possa dar !...

Que bom que posso pensar
Acordada
Sonhar com o amor
A morar dentro de mim
Ficar apaixonada
Se não é pecado
Viver em amor !...

Que bom que posso pecar
Se o pecado apenas existe
Na mente de cada um
Pois foi ELE que predisse
Que o amor era de todos
E não só
Para um !...

Que bom que posso deslizar
Pelas veredas dos montes
Sentar-me com o meu amor
A beber da pura água das fontes
Cheirar o rosmaninho
Que aparece de mansinho
Na travessa do caminho !...

Escrita hoje, no fim da tarde, o vinho fez-me bem. Haja inspiração... e se me der assim tanta, amanhã repito a dose, ahhhhhh...deixem-me rir que hoje foi uma manhã e tanto... mas, nem vos conto.
Vi-me aflita para colocar as imagens, mas, o pc anda mais doido que eu e assim... népia. Nem consigo arrastar as imagens para baixo, não saem do lugar, xiça!... copiei, e, estão mais ou menos... A Neide já chegou. Andava eu com o shakita lá em baixo, a apanhar ar, ele levanta a cabeça, sente-a, ela chama-o, tenho de largar a trela, senão Laura ao ar... e que bom que já veio o amor do meu amor...







Quarta-feira, Junho 03, 2009

 

Saúde!... bote mais um...


Ofereceram-me uma garrafa de vinho rosado, amarelado, tem uma cor linda, suave, adoro o sabor, além de que é uma Lacrima Christi, linda...
Bem, deve ser para secar as lágrimitas de vez, aquilo é coisa boa, tão boa que acho, vou guardá-la só para mim... Já me enchi de dividir e... fico sempre a perder. Agora guardei-a, bico calado, nem ao manel falei na garrafa senão, vai aos poucos e, olhando para mim em ar de censura, enquanto vai botando os cálices pela calada... e, ou os copos enchem e a garrafa esvazia depressa, ou, ando de lado, das duas uma!... Nem me vou ralar com o resultado. Sempre fui bem comportada, nunca fiz asneiras, sempre uma nina decente, direitinha, e pra quê? Bolas, amanhã no intervalo do chefe ir trabalhar, tiro dúvidas, já que tristezas não pagam divídas e... tenho a manhãzinha toda para a começar, mear, e, acabar...

Ora vamos lá a ver se resisto... e a deixo como está. É que a vontade de ir aos arames anda a perseguir-me, mais vale controlar-me com uns copitos. Sempre quero ver o efeito... Alguma vez há-de ser a primeira, aos 57... será obra!... Ora digam lá qual a nina que nunca apanhou um pileque um dia? ora digam lá! Acredito que o meu primeiro vai ser em breve, e depois conto como foi, se, sobreviver à dita garrafa, bem bonita por sinal. esta da imagem não é a mesma, mas, já nem tenho pachorra para tirar foto como fazia antes, nem me apetece, só, estou a oferecer mais um copito a quem quiser, que sendo virtual, a garrafita nem esvazia e matarei a sede vezes sem conta.

Assim, nem a trouxe para cima, está lá em baixo no quartinho da costura, que, é tão estreito que se me descuido, bato com as traseiras da cabeça que é um regalo, e copito abaixo, copito acima, o remédio será santo. (como dizem que são lágrimas de Cristo, algum dos meus males há-de curar!)
Tenham uma boa noite que a minha decerto será, já que fui até lá acima ao Sameiro, cantar e arejar a cabeça, e, na verdade, haja o que houver, durmo quase sempre bem... e aí vai um fadinho, já tarde e a horas mortas, que isto de dar de beber à dor, bate em quase todas as portas!... o fadinho foi acrescentado agora...
Bem, lá fui buscar a dita, já que queria mesmo beber, beber e brindar, ora nem mais! Brindar, abri-a, meei um cálice de Brandy, os outros pareciam amostras de algo, ao pé dele... bebi, ali mesmo, mal acabei de enxer o copázio, fotografei primeiro, a prova está ao lado, vazio, e, no meu brinde; Deus sabe qual foi! a quem foi dirigido e a quem foi desejado!... Mas é que me soube pela vida. Fechei a garrafa, levei-a para local seguro e, será a minha sede durante uns dias, tantos quantos ela consiga durar, mas, nem se ralem, nem sejam invejosos, esta é só pra mim... Ó Kim, prometo guardar nem que se a um cálicezito pra ti, nem que te leve ao quarto para o beber, ehhhhhhhhhhhhhhhhhhh, mas, mais ninguém vai provar dele, juro, ehhhhh

Fado das noites sombrias !... (da minha autoria, claro)


É noite nas ruas escuras

Do meu pensamento atroz

Que me trás de mãos atadas

Tentando esquecer

As minhas horas más

Tão desbaratadas !...


Desbaratadas em ruas e ruelas

Às escuras ou à luz das velas

Quando chegam os homens pelas vielas

A querer prazer a horas mortas

E onde ninguém

Os possa reconhecer !...


É na noite

Que ganho o meu pão

É na noite que engano o coração

Para que ele pense

Que o amo

E, sem ele, vivo em solidão !...


É na noite escura

Dos pensamentos cruéis

Que dou azo à minha dor

Quando seduzo alguém

Que apenas quer meu corpo

E não o meu amor !...


E é na noite que me deito

Com quem nunca me deu proveito

É na noite que sonho

Com aquele homem

Amado

Que um dia chegará…


E me levará com ele

De volta ao passado !...








Terça-feira, Junho 02, 2009

 

Acontece!...


Acontece
Que amanhã terei de vos dizer adeus
Não para sempre
Mas, acontece
Que meu coração de dor, estremece!…

Quando lembro
Que a hora está a chegar
A hora que sempre temi
Que de mim
Vos ides apartar !...

Chegou a hora de vos soltar
E deixar esvoaçar
Pelos espaços azuis
A sós
Pelo mundo imenso !...

Terei de abrir as minhas mãos
E deixar-vos voar
Livremente
Mesmo que isso implique
Que sofra atrozmente !...

Porque fui apenas uma mãe
Que nada mais soube fazer
Que vos amar e proteger
E que sabe que o mundo é cruel
Quando se anda em busca do futuro !...

Ah, como sinto as minhas entranhas
Tão doridas, magoadas
Porque apenas vos pus no mundo
E o cordão que sempre nos ligou
Nunca , jamais, se quebrou!...






 

A chuva passou por mim !...


A chuva passou por mim
Num remanso de dor
Na dor da minha dor
Qual vento que passa
Cantando trovas de amor !…

Esperei que me acompanhasse
Na travessia das dores
Esperou que minhas lágrimas
Secassem
E, sem fazer alarde !…

Beijou meus pés
Descalços
Amou meu corpo dorido
Cansado de andar sem destino
Em busca de um abrigo !…

E quando minhas lágrimas secaram
E, meu coração de novo
Voltou a amar
Escutei
A chuva chorar !…

E ajudou minha alma cansada
A esquecer
Quem tanto me havia maltratado
Quem tanto me havia humilhado
Quem tanto me tinha usado !...

E assim que meu corpo secou
Meu coração gelou
E minhas mágoas
Que eram tantas
Meu corpo, de dor, prostrou!...

Um poema escrito em dias de chuva, quando as dores da alma, doíam mais que as do corpo!...
E, refresquem-se, o calor já aperta por aqui!... Dava um Fado não dava?