Acerca de mimuma moça simples e mais nada... Cinderela
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Sinto que posso !...Sinto que posso Trepar todas as montanhas Que o mundo tem Sinto a força e a coragem Para o fazer Vinda dos mundos D’além !...
Através da minha mente E sem me cansar Abrirei meus braços ao vento E ficarei a flutuar Quais asas de gaivota A planar No sopro do firmamento !...
Chegarei a qualquer lugar Onde queira estar Mesmo ao mais distante Subirei ao topo dos montes E alcançarei a tempo As réstias de sol Que existem No mundo do pensamento!...
Sinto que posso tudo Ao ver a força que atrai Elevar-me no alto Deixar-me no topo da montanha Onde fico extasiada com a grandeza Dos mundos Do Ser que habita Mais alto, mais além !...
Obrigada Pai Obrigada Senhor Pelos mundos Que posso alcançar Sem me perder Sem me magoar Sem sentir dor E com a alma repleta de amor!... Almoço a três!...É sempre assim, alegria na chegada e calma na partida!... Daqui a horas vou levar o rapaz de volta onde o fui buscar. Bem, como diz a Maria, sente-me sempre triste...O meu verdadeiro eu, só o mostro a algumas amigas e amigos. É isso aí, Sagitarianos sabem embrulhar os sentimentos, sabem fazer de conta (quando querem!) eles são formados na Arte de fingir, de representar, quando a vida assim o quer!... Mas, ninguém é tão autêntico como nós! Sou incapaz de mentir, sou leal, verdadeira, mas, nem todos podem obter esta graça de mim, proque nem todos são verdadeiros também!... E eu topo-os à légua, embora os faça pensar que acredito... e, claro que por vezes caio que nem uma pata, num lago, que não se afoga porque sabe nadar... Foi bom, embora curtinho, o nosso almoço nas meninas. Aí estão os nossos pratos, a neide chegou já pelas 13,15, nós, era meio dia e meia e já lá estavamos a saborear, ele um fino, eu uma pretinha geladinha... comi feijoada de polvo, ele alheira de bacalhau, batatas a murro, couve, ainda não conhecia, provei, gostei, damos sempre um ao outro o prato a provar, no fim, ele pudim, eu tarte de ameixa, tudo uma maravilha! A Neide papou alheira vegetariana e gostou. Almoçamos lá fora, em frente tem um jardim cheio de verde e soube-nos bem aquele bocadinho, basta que estivessemos os três, nós funcionamos a três!... Nós mesmo de longe, sabemos que o outro está por perto. A Neide mais para o meio do mês, vai para Manchester a uma Conferência, e vai estar com o Nuno, vai nanar na casa dele, enfim, alegria para mim por sabê-los juntos. A Glorinha apareceu com a M. João, a filhota que anda em roda dos exames do fim de curso de Direito... tadinha, agora é só nervoso, mas, há-de passar e mais dia menos dia já não há-de ter tantos nervos e tanto que estudar... Sou alma, sem alma !...Sou alma sem amor Sou alma sem vida Sou apenas uma alma Do mundo esquecida Refugiada na dor !...
Sou alma aprendiz No jardim da dor Sou alma infeliz Que trago comigo Os pés doridos Das viagens que fiz !...
Sou tão viajada Pelos mundos afins Venho tão cansada Das viagens sem fim Em que uns e outros Se aproveitam de mim !... Sou alma sem alma Sou alma infeliz Porque trago comigo Os restos de um amor Que mais ninguém quis Mesmo sendo feliz !...
Sou alma sem alma Sem amor e sem calma Resguardo-me no manto da dor Embrulho-me na lua Nas noites em que me dói A lembrança, de que nunca foi tua !... Rais partam a Colonoscopia!
O prometido é devido. Já cá estou. Nem 15 minutos, já que facilitei a vida. Toca a despir as calças, tudo fora, qual calção meio calção, qual bata meia bata... ali mesmo, eram duas médicas... Vamos a despachar, digo eu cá para dentro... deito-me de lado, colocam-me aquele aparelho de luz vermelha no dedo... Fosga-se, foi a primeira vez que levei lá por trás, fosse de que maneira fosse. primeiro tudo bem. D. laura veja a imagem no ecrãn. tudo limpinho até dava gosto andar por ali. Zézito; qual pólipos? devias ver as avenidas das minhas tripas, tudo com boa cor, tudo a preceito. Poças, aquilo começa a doer e digo, mau, mau, já está a doer, ela aperta-me a barriga para dentro, ai, ai, vamos a parar com isso, dói pra caraças. Mau. Está quase D. laura, é um minuto, e dou comigo a lembrar quando o Nuno nasceu e me calcaram na barriga de sopetão, para expulsar a placenta rápido, ai aquela dor que já estava esquecida... e desato a suar pla cabeça, plo pescoço por tudo quanto era a minha pele. Acabou, depois mais um tubo enquanto o ecran ia medindo até chegar a 80, tudo óptimo D. Laura, muito bem, portou-se muito bem. Quem, eu? credo, se isso é portar bem, mas, doeu e muito...xi, que cadinho aflitivo......
Já nem me lembrava que havia lá por baixo um olho cego: se o sujeito passa a vida às escuras, é justo que lhe chamem de cego... Cego: Normal Cólon ascendente : Normal Ângulo Hepático : Normal Cólon Transverso : Normal Ângulo Esplénico : Normal Cólon Descendente : Diverticulos (pequeninas veias no interior, eu vi-as ) Sigmoide : Diverticulos Recto : Normal Conclusão; Diverticulos no cólon esquerda. Assim; acreditem em mim, foi como foi e a nossa Parisiense deve estar por lá, a começar e a lembrar que, aquele cadinho vai doer... se vai.. Boa sorte para ela e para todos os que fazem estes exames, xi... se incomoda... Com tanta invenção,com técnicas do outro mundo, ainda fazemos estes exames que todos me descreveram, xatissimos de fazer, o rais que partam o que temos de beber, começo pelas 19 e vou bebendo um copo a cada dez minutos, para não forçar... meti na cabeça que seria fácil e havia de saber a algo que se bebesse... Segui as indicações à risca, duas saquetas para um litro de água, já tenho a mixórdia na garrafa de dois litros e até às 21 tenho de beber aquilo tudo... Mas que bom que seria, se desse pra despejar tudo sanita abaixo... Cheira a laranja ou maracujá, amanhã pelas 8,30 até às 9,30, mais um litro e pelas 16,30 o Nuno leva-me, não quer que vá só, uma vez que tenho de fazer uma refeição ligeira às 17, e só consegui comer uma banana madura e 3 tostinhas mini... mais nada... Almocei tarde. Assim, claro que me sentirei mais aliviada se ele me levar, espera por mim (ele, como técnico de Radiologia, já fez alguns desses exames a pacientes, e diz que não custa tanto como dizem, é mais a impressão, que vou ver... ó mamã, dali a nada, uns 20 minutos, estás pronta pra outro... acredita em mim mamã... tão, vou acreditar... Ahhh, começo pela verdade, enganei-me na hora de começar, tanto a li, tanto a revi que no fim dei comigo assustada a olhar pró papel e ver ali (2) duas h depois de comer o tal do jantar ligeiro, que foi uma bana e 3 tostas mini...ahhhhhh. Nem vos digo nem vos conto, só depois de regressar do exame é que vejo se resultou, ahhhhh, uma coisa é certa, já tou meia enjoada e apetece-me mandar tudo às urtigas e desistir desta maluquice que é este exame.. Sinto que não tenho pólipos nem nada demais, mas, só assim é que se prova algo... apre, rais partam isto...E a procissão ainda vai no adro, ainda falta um litro, credo... Tenho isto em rascunho e virei cá dizer como me sinto, para quem nunca o fez, saiba como é. Ainda estou de pé, o enjoo é minimo, vejamos. Bem, o litro já foi, ou antes; foram dois litros cá pra dentro, parece que chegam à garganta, minha nossa, a neide a ajudar a encher o copo e eu; fogo, despeja isso na sanita... Não senhora, vá mamã já falta pouco.. ó meu Deus, mas isto é coisa que se faça a alguém? Até agora estou bem, fui ao wc normalmente, ainda nem tive dores nem vomitei nada, mas, não tarda sai tudo pla boca fora... Até tenho frio, vou vestir o pijama, hoje choveu está um tempo palerma. Claro que já sei que devo passar parte da noite a levantar e a deitar... E beber mais só amanhã de manhã pelas 8,30 até às 9.30 um litro e chega! A ver se estarei viva para contar o resto da saga da colonoscopia... parece que estou grávida e o enjoo é muito. Dia seguinte; mais uma vez ou outra ao Wc, poucas vezes, porque..depois conto, pode nem resultar... dormi bem, e aquela sesação de enjoo foi-se, pois o que mais custou foi beber a mixórdia em pouco tempo, e cada copo que ia era mais um arrepio de azedice, aquilo até é doce, ah, que nojo, ahhhhhh. Levantei-me bem disposta, até parece que aquilo lava a má catadura, já ando de melhor cara... Parece que afinal faz bem a outras maleitas... E agora pelas 8,30, já estou a beber o outro litro que falta, até às 9,30. Não haja pressa de o beber pois mais irritará o ânus e o meu ainda nem se começou a queixar, porque espaço bem a bebida... quem emborca para ser mais depressa e se livrar do castigo, piora a situação. vamos com calma... Lá andei no wc, pouco, devagar e com calma, o meu erro deu para ganhar tempo, mas, só quando fizer o exame, saberei. Fiz o almoço para os filhos, sentei-me junto deles durante o repasto e nem me deu vontade, nem que quisesse, de provar... Haja vontade! Acabei agora de vir da cozinha, fiz panados para logo, ah, logo já janto em condições... estou a coser feijão verde, muito, gosto, depois chegando coso umas batatas novas com pele e o jantar está feito. Ao lume a panela com a sopa que a rapariga pede, cheira bem, mas é só cheirar... Agora vou recostar-me e ver uma novela de que gosto, depois banho, e depois ala que se faz tarde... Enfim, o que custou mais foi o primiro dia de ter de beber os malvados dos dois litros!... Ai quem me dera voltar !...Ai quem me dera voltar Aos tempos do recordar Ver os moços a passar Conseguiam aprisionar…
Ai quem me dera voltar A ser aquela jovem Que ia para junto do mar Para sentir o seu marulhar E com ele, desabafar…
Ai quem me dera também Morar na mesma rua Passear à luz da lua Andar por onde andei Namorar quem namorei…
Ai quem me dera Voltar á minha terra Que nunca a esqueci E saber se ela Ainda se lembra de mim…
Ai tempos Tempos de então Onde vivia feliz Com meu amor Pela mão!...
E nossa vida ia ser Como sempre Uma canção!…
(Isso pensava eu!)
Foto tirada depois de abandonar a minha terra amada, já na África do Sul, em Pretória onde vivi (exilada da guerra!...) Tinha 22 anos e a alma cheia de sonhos. Vivemos naquela casa com um jardim enorme, nas traseiras, a África do Sul, digo e repito, nunca fez parte daquela força e fascínio, que Angola exercia em mim, naquele tempo havia o aparteid que eu detestava, a arrogância e a prepotência sobre a raça negra... Sempre tivemos empregados a servir, na parte de lavar roupas, passar, arrumar só na África do Sul, porque eu e minha mãe, trabalhavamos 12 h por dia, quase sempre...sábados e domingos, manhãs de 6 h. E sempre os respeitamos como seres humanos...
Esta poesia foi escrita aqui, há coisa de um ano e pouco, talvez, e sempre a saudade, quando as coisas estão bloqueadas cá dentro, é para lá que me viro... Na foto estava num dia normal de trabalho, claro que ali me sinto nita, embora triste, triste vivi lá com a saudade do que deixei, um bom emprego, uma casa a ser começada, amigos aos montes, e a terra, só a terra já dá para sentir a saudade...
(((No poema falo dos moços que a diário passavam, a pé ou de mota, carro, a deitar aqueles olhares cumplices, enquanto eu fazia de conta que nem os via, ahhh, e havia um numa NSU, esse deu-me a volta ao miolo e foi o meu primeiro grande amor, aos 15 anos...Foi por ele que deitei tanto pão aos passarinhos nos telhados do Carmona, e foi por ele que fui dia a pós dia, ao pão, à padaria onde ele me esperava, entre uma árvore e outra, e, apenas falavamos, a nina era muito tolhidinha, e beijinhos? um, na rua, outro, nas escadas, ah, mas no rosto, só no rosto, ehhhhhh Amor que por lá ficou, pois os pais eram sempre contra qualquer amor que aparecesse... Isso não se fazia, ó Pai!... Claro que permitiste namoros, mais tarde, mas, ó Pai, eu nem gostava deles!... e por isso, lá ficavam pelo caminho...)))
Não se ralem que a saudade amainará...Como sempre, porque o meu espirito detesta viver assim, aprisionado entre sentires que magoam. A foto não consegui escurecê-la mais, mas, nota-se que sou eu.
Esperarei por ti !...
Esperarei por ti com um sorriso
Com a vida que em mim, restar Mesmo que me digam ![]() Que nunca virás Por mais que por ti Possa esperar !… Não importa o que digam Eu nem os vou escutar Vou ouvir sempre O teu amor E no som do meu silêncio Ouvirei o teu cantar !... Vou esperar dias a fio Vou ficar horas e horas Sentada a ver o mar A olhar o vazio Mas acabarei por sentir Os teus passos a chegar!... Porque eu sei que haja O que houver, tu virás E nunca me esquecerás Sim, eu sinto que sim Porque ninguém te amou Tanto quanto a mim !... Sinto cá dentro Do meu peito A todo o momento O bater do meu coração Que angustiado e cansado ![]() Sofre de tanta solidão !... Solidão que em breve Se acabará Porque a dor que sinto Cá dentro é única E dela nada mais restará A não ser a flor do jacarandá !... Que guardo dentro de mim Há tanto tempo E me acompanha A todo o momento Em que meu coração Sofre de solidão !... Canção com África em fundo, a flor do jacarandá, era única em Angola e por toda a África! Brasil...Em Pretória, onde vivi, as ruas eram ornadas por elas, e, o perfume que exalavam, levavam-me à loucura!... Agora existem jacarandás por todo o mundo, aqui também, e, que bom, pois a beleza de tudo, é para ser olhada e sentida por todos os seres, porque tudo é do Mundo, e o Mundo é de Deus!... para todos. Mosteiro de Santa Clara - a - Velha...Chegamos de uma agradável viagem, todas bem dispostas, almoçamos primeiro, e lá fomos ver o Mosteiro pelas 14,30. Claro que está em ruinas, mas a história lê-se naquelas pedras milenares, aquelas pedras que acariciei com as mãos, e o olhar, e, como sempre que vou a algum lugar desses, tento sentir e ouvir a alma a falar! Porque as pedras falam, choram, contam-nos segredos de encantar, e de arrepiar tembém... Essa foto acima, era a única ligação com o mundo do exterior, aquele buraco era género de janela com uma peça em madeira que rodava, punham-se as coisas ali, e aquilo girava, e tiravam do lado de lá e não viam a pessoa que lá ia colocar as coisas (cá para mim, eu aproveitava e falava um cadinho, ou com o padeiro, o homi do talho, quem fosse... ora essa, mas que maus hábitos) Todas essas formas de ser, foram instituidas por mulheres extremamente duras, porque o amor era o mais bonito sentimento do mundo, o amor entre um homem e uma mulher, e, todos o achavam baixo, pecaminosos... espero que essas Irmãs freiras (algumas) tenham aprendido do lado de lá, que esse era um crime contra qualquer homem, mulher... Todo o Ser deve ser livre para amar a quem entender, e livre para viver a vida da forma que quiser!... Tirei imensas fotos, no final, escrevi o que aqui está abaixo, no livro dos visitantes, assinou a Anita, a Nuvinia. A Nuvinia escreveu com a letra dela, e aí vai a cópia do que lá ficou escrito... porque no original, a maquineta não apanhou a página do livro, toda... Porque eu acredito que já viemos do passado, já fomos um futuro anteriormente, e regressaremos a ele, novamente... O grupo foi maravilhoso, todas queridas e calhou-me como companheira de viagem (e, desde quando é que não me calha gente boa ao lado, nas viagens todas que faço?) a Glória, uma nina mais nova que eu, falamos da vida, dos filhos, do lugar onde mora, que anda a aprender a tocar cavaquinho, enfim, uma companheira e tanto, que viu as minhas lágrimas correr!... e deixou também correr as dela, por ver as minhas!...Obrigada querida Glória, o amor surge entre quem nunca se viu, e seguirá sendo lembrança pela vida fora!... Antes era assim!...![]() Tivemos o nosso primeiro carrinho, lindo, um Nissan Langley, Exa, faróis de levantar, quase um desportivo, naquela altura tinha 30 anos. O teu pai queria que tivessemos um BMW, igual ao do Dérito, mas eu não, eu queria aquele e pronto. Custava quase o dobro, (o BMW) mas, mesmo assim, para a época e sendo na África do Sul, ficou em 20 mil rands, (2 mil contos em 82) com o banco a papelada isso tudo. Fomos os dois ao Stand, com um amigo nosso, comprá-lo, assinar a papelada, e, no dia em que tirei a carta, já o tinha na garagem há uma semana, a estrear, o modelo tinha acabado de sair no mercado, e, ambos gostamos... JVX-578-T e, foi nesse dia que tiramos a foto, ao passar na barragem de Hartbesporto Dam, a caminho do Dérito, que, chorou emo cionado quando nos viu no carrinho, levamos o avô e a avó, eu tinha acabado de chegar a casa com a carta na mão!... o avô receoso... a mamã nem ouvia... a mamã tinha a carta há duas horas apenas... e, a mamã, até hoje ainda não deu nenhuma batida nem em ninguém, nem em carritos, só numa pedra, uma senhora pedra, mas eu não a vi, só que a gaja estava lá!... Raspei de lado, saiu a parte de plástico que parece borracha preta, e, desde aí, até hoje, sempre gostamos de andar juntos, todos os motivos eram válidos para termos a nossa privacidade ahhhhhh...E, hoje, mais uma vez, demos a nossa voltinha, e senti-te meu, tão meu como quando nasceste, tão meu como quando te embalei nos meus braços... E hei-de sentir-te sempre, porque te amo, tu me amas e o nosso amor não é daqueles de reciclar, ah, não é não!... nessa foto foi na Assoc. Portuguesa de Pretória, num jantar de homenagem aos seus Jogadores, onde o teu pai fazia parte da equipa e ganharam o campeonato... Eras um lindo e simpático bebé, nem haja dúvidas, está ai a foto, só tinhas dois meses e pouco ali... e eu como engordei vinte kilos de ti, de ti, ora pois, dali a meses estava de novo jeitosa como sempre... ![]() Foi bom termos tido os nossos bocadinhos, iamos ao B. jesus comer os geladinhos, segredos nossos que guardavamos, porque os outros ou estavam na escola, ou nem podiam ir... Lembras-te daquele dia em que tu, já com 17 anos, muito alto, ((nesta foto a comer o gelado, tinhas 12 anos...)) bem grande por sinal... e resolvemos tirar uma foto daquelas que o fotógrafo tira na rua, o homem olhou-nos de lado, com tanto abraço,e tu dizas, chega-te para cá, mais para cá, para cabermos na foto... murmurou com o polica uma cena entredentes, de onde eu entendi que; chegaram á conclusão que eu era a cota que andava a trepar o rapaz!... rimo-nos tanto que nem sei... o policia alinhou logo... Só faltou pedir-me o B.I. ahhhhhh depois a cena do costume se quiser mais fotos assim e assado, pagamos os 600 paus, e esperamos, quando as vimos, então é que nos rimos, ele enfiou-nos num coração, escreveu felicidade por ali fora, e momentos de amor, enfim... e tu muito atrapalhado por te julgarem nas minhas mãos, e eu, feliz, feliz porque eras e és o meu amor, talvez o homem que mais me ama neste mundo e nesta vida!... Ai Nuno, que bem me soube o passeiozito pequenino que demos hoje, como me sinto tão bem junto de ti, e tu dizes a mesmissima coisa, e já combinamos um almoço a dois, antes de ires. Já te disse que leves os teus amigos se quiseres, mas, disseste que não, que queres estar só comigo, para termos as nossas tretas malucas que só eu e tu entendemos!...E que preferias levar a Neide connosco, se ela tivesse tempo!... Sou amante do amor !...
Sou amante do amor
Nas calmas madrugadas Durmo nos seus braços Apenas a sonhar E por ele Sou despertada!... Sou a amante tardia Do amor que nunca tocou Nas minhas asas de andorinha E que sempre esvoaçou E vi de longe Com pena minha !... Sou a amante que chega tarde A todo o lado E que nunca conseguiu Ver seus sonhos de amor Transformados Realizados !... Sou a amante menos amada Pelo amor que não chegou Mas sei que quando chegar Toda me entregarei E nos seus braços De amor, morrerei !... Pobre amante Sempre tão mal amada Sempre tão desprezada Por aqueles A quem me entregava E nem sequer os amava !... (não tive nunca amantes, entendido? não calhou, não sou mais que ninguém!...) Ahhh, agora rio-me, mas, quando o escrevi estava na fossa!... Hoje estou lá perto, tão perto que já me vou pirar de casa, já estive junto do Nuno e ele a dar-me miminhos e só pergunta ; mamã, o que é que tens? filho, é isso, o que é que não tenho!... Abraçou-me, encheu-me de beijinhos ternurentos pelo rosto, pelos lábios, enfim... e disse; amanhã vamos papar à avó... ó ganda peta, papar á avó equivale a levar com kilos de treta barata! e ouvir o que não gosto. E ainda ter de reclamar... Mas, por ele, lá vou... Bom, vou enfiar uma camisola mais quente, está frio, e abalar por ali a cantar à desgarrada monte acima, monte abaixo, que, neste momento nada me acalma!... nem o refilar do shakita que quer mais atenção. Ele sente-me!...Olha-me de frente, deixa o olhar ficar parado em mim, as orelhas baixas, mudam de forma, fica um animal lindo, com um ar meigo, ele que quando quer, se transforma num lobo mau!... Té mais logo, se der! Ainda está de dia, e nem tenho medo, calhar levo o shakita à frente comigo, na carrinha, e, ninguém se aproxima de nós... Um fim? um começo? ou um recomeço de vida? Amanhã já vou ao médico. Não gosto de andar assim... se for uma depressão... tava mesmo a fazer falta, a alegria já é tanta!... Fiquem bem. O que vale é que penso muito no encontro em Viseu, onde irei ter com o Osvaldo e a Ana um dia antes, e, vamos falar, falar, e até lá devo estar a cem por cento! Já fui lá acima, fiquei lá mais de 40 minutos, o shakita teve de ir atrás, sujava tudo com pelo se fosse à frente... mal chegou começou a ganir, era um gato a passear por ali, decerto foi apanhar ar como eu... mandei-o calar, sentou-se na parte de cima, fica com a cabeça quase rente, mas, gosta de ir ali. Dali a nada aparece um homem a tirar fotos, credo, ladrou tanto que a carrinha estremecia toda, o homem tirou-as e pirou-se.. falei com Deus, com o meu Jesus, com o meu Amigo, a Mãe Maria, enfim, dei trabalho a meio mundo, como soe dizer-se, mas, acreditem-me, estou fina, muito fina, muito descansada e cheia de força para os dias que me esperam!... Enfim, cantei, gritei , tadinho do shakita, ehhh devia interrogar-se o porquê daquilo tudo... rezei, pedi, supliquei, enfim... Apenas para me livrar do mau estar que sentia e que não é a minha forma de estar na vida e de ser... Algum destes Irmãos de Luz, decerto já me deu uma espanadela, porque, já passou tudinho... Ou foi algum espirito menos bom que veio atazanar-me o juizo, ou então, nem sei... Fiquei ali a ver os pássaros voar, os tais pássaros que por cima parecem normais, tons castanhos, mas por baixo são azuis, lindos e maiores que os pardais, vi melros, e uns passaritos minusculos a fazerem acrobacias para eu me rir... e não é que consegui rir...ora pois... Que susto!... e lá vim eu monte abaixo ...![]() Como se pode calcular, dado o meu ror de passeatas pelo Sameiro, de manhãzinha, pois os farristas estavam de regresso à Cidade, fui pelo lado oposto, caminho mais livre, e, ala que se faz tarde... O Meu querido Amigo e Santo Padre, já deve usar uns auscultadores sempre que sabe da minha subida ao Monte! É que não há nada que não lhe peça! Mas isso já é entre Ele e euzinha. Fico ali, virada para ele, falo-lhe, canto-lhe, enfim, ou são lágrimas a fio, ou sem lágrimas desfiadas, na guerra e no amor, vai de tudo e vale tudo! Estava no meio da nossa lenga lenga, nanja que Ele também fala comigo...a tentar ouvir melhor as respostas que me dava, mas, uma coisa é certa, o mau estar desaparece, e fico, como direi; calma, sem aquela dor dentro do peito, digamos que Ele tem poder para asserenar a minha mente, os meus pensamentos! Eis que de repente se faz luz na minha cabeça, e, aflita, despeço-me dEle à pressa, lembrando ou não lembrando se tirei a panela de pressão do lume, se apaguei ou não a chama do fogão e dizendo para mim; Apre, ou rebenta a panela de pressão, ou estoura o meu coração, ai mei rico S. João!... das duas, uma ! Raios, já nem fui em ponto morto, antes pelo contrário, mas, dentro de mim aquela calma e a certeza de que a panela estava em boas mãos! Sempre na dúvida, lá fui descendo, querendo perceber, quando saí do carro, se da minha casa viria aquele cheirinho de carne queimada... ou, quase... Entrei em casa com cara de pouco caso, e, pelo cheirinho de carne, vi logo que tinha desligado o fogão como já aconteceu mais que uma vez deixar queimar a carne... Ai meu santinho, obrigada pela calma, pela paz que me transmitiste e pela sensação de que disseste que; haja o que houver, a vida é uma sucessão de acontecimentos, e, aquilo que ELE quiser, é o que é!...Porque eu já tinha dentro de mim a sensação de que; o amor atravessa mundos, e vivê-lo do lado de lá, ou do lado de cá; é igual!... Quadras do s. João, Inéditas !...
Toma lá mais umas quadras
![]() Para cantares no São João Não são lá muito famosas Mas dou-tas do coração... Cheira a mar e cheira a gente A farturas e cidreira. Era assim antigamente O São João na Ribeira... Havia amores de uma hora Que pareciam uma vida. De manhã iam-se embora. Mais uma ilusão perdida... No calor de uma fogueira Que aquecia o coração Durava uma noite inteira ![]() Findava em desilusão... Tantos amores começados Quando no céu nasce a lua Mal nasce o sol, já cansados Morrem nas pedras da rua... Na roda de uma fogueira Conheci um rapazinho. Namorei a noite inteira De manhã ficou sozinho... Foram feitas para a minha Flor de linho pela Maria com saudades de antigas noites de São João no Porto. Beijinhos E, está tudo dito, as quadras foram oferecidas à nina das resteas, do blogue resteadesol!...Pela maria dos Alcatruzes (ó Kim, mal sabias tu que iamos congeminar...nóis duas, ahhhh) E como nunca ninguém escreveu umas quadras tão lindas, para mim... Aí vão elas... Maria, recebe um beijinho e que o S. João abençoe o teu lar, os teus rebentos e te ajude em tudo o que precises!... E nem te rales que tarde ou cedo, eu levo-te o cházinho de cidreira!... Agora vou vestir-me a preceito, dar um ar feliz à cara, ahhhhh, e vou sozinha por ali fora, ter com uma amiga, e, juntas, veremos o desfile de Bandas, Ranchos Bombos, Cabeçudos, até a noite ser madrugada!... Mas, deixa-me enfiar um copito de lácrima, bem aviado, ajuda a descontraír! com os dois de tinto que já seguiram caminho, acho que, no minimo vou sentir-me a mulher mais feliz do mundo... ahhh, Aposto que sim, ora deixa lá ver, ahhhhhh . Hoje não á testes e eu nem vou de carro, vou a pé! Beijinhos da tua flor de linho, laura. De bloco na mão, atravessei a Cidade!... Ia com intenção de escrever cantigas de amor, de saudade, do que fosse... E de bloco na mão, esferográfica na outra, a carteira ao ombro, meti caminho entre os passantes! Eis que alguém me fita interessado, alguém que já faz parte do meu percurso pela cidade, porque ou por andar por ali muito, ou por já ter caído no goto do homi, certo é que o vejo muito e sempre por onde vou a passar!... Sorriu-me, olhei-o incrédula pelo insólito da situação, e li nos seus lábios um belo piropo que me recuso a por aqui!... além de o ouvir, ouvi a sua voz, sim... Não consegui ficar séria, e contra o meu gosto, quase que desatei a rir pensando que; se vos contasse nem acreditavam... A nina a levar uma arrochada de piropos últimamente? Bom, fiz de conta, abri um sorriso que o sol brilhava, e continuei a escrever, como se nada daquilo fosse comigo... Se já ia de bloco na mão, continuei a escrita que aí está! Música, Maestro!...Letras, escritas pelas ruas Fizeram o meu dia feliz Se estava com saudades tuas Meu coração já se desdiz !... Ouvi piropos saídos De muitas bocas a passar E se não os captaram meus ouvidos Foram meus olhos a olhar !... Ri-me para dentro tentando Aparentar algum desdém Mas com o riso brotando ![]() Não fui capaz de enganar ninguém !... Achei giro o piropo Lançado em tom de paixão Mas como não caio no engodo Safou-se o coração !... E, vim pela rua a cantar A dizer cá para mim Que mais vale as vistas espraiar Do que ficar num canto a murchar !... Meu amor se mal te sentes Já não me podes culpar Se tu não vens ter comigo O que faço para me ocupar ?... Ó baila que baila E torna a bailar Na rapariga da saia Que por ali anda a rodar !... Ó baila que baila E torna a bailar No rapaz de chapéu Que por mim vai a passar !... Ah, se lhe desse trela, decerto logo já tinha par para o S. João!... Ó meu rico S. João Sentadinho no altar Faz com que o meu amor volte E me leve a bailar!... Fico por aqui, além de escrever muitas quadras diferentes, um dia ponho-as aqui, seguidinhas e digam lá se a nina das resteas não é fresca! e, pró que lhe havia de dar... Haja bom ânimo, chegou a hora de arribar!... Todos os anos é a mesmíssima coisa!
Mommy, temperas as carnes para o S. João? Ó Nuno, até parece que os teus amigos não têm mãe!... Todos os anos apareces aqui (isto já vai há mais de 8 anos) com kilos e kilos de carne, febras, costelas, barriga, frangos, e se fosse só um kilito, a coisa ainda vá, mas, são alguidares!... E todos os anos calha à sortuda da tua mãe... (até me considero sortuda, pois os amigos deles, são todos bons ninos e ninas, e porque não o faria, só gosto de entalar o Nuno, a ver o que ele diz, mas, ele é outra mãe!, a ajudar a querer fazer de tudo, enfim!) Eu só acho piada porque mais nehum leva para casa... o trabalho... Mommy, eles gostam da maneira que temperas, tem um saborzinho assim, diferente!... Pronto, trás lá as coisas...
E aqui estão, faltam os frangos ainda, e o ano passado eram 60, este ano são 25, apenas? ainda bem, menos alhos descasquei!... Vidros, estilhaços fragmentados!... (na foto acima, no dia da desgraça dos picos, horas antes. A mãe estava grávida! andei à procura da foto, mas, apareceu!)Por vezes há coisas que parecem impossiveis, mas, aqui com a je, nada é impossivel, e tudo se torna um desafio. Digo e continuarei a dizer que se por um lado a vida me dói, rev pelo outro tenho os meus queridos Anjos protectores sempre presentes nas coisas do dia a dia! São eles que abrandam as minhas dores, as únicas dores de que sofro, chamadas as dores da alma! Claro que para mim, são as mais dolorosas. Não há remédio nem água benta que ajude... Mas há em ponto maior, a Sua ajuda maravilhosa, traduzida na diminuição dessas dores, e no bem estar psiquico que sinto, e que agradeço do fundo da coração, porque não foram Eles e acho que já estaria metida em depressões sem fim. Lamento dizer, mas, nunca tive uma depressão e nem sei de que elas são feitas. Claro que ainda posso apanhar alguma, mas, neste momento a minha alma recusa render-se ao evidente, e, quer é continuar em frente, sonhando, amando, vivendo, esperando o que a vida ainda lhe vai dar, e de braços abertos! Esta noite, pedi para ser transportada ao refúgio dos Anjos amigos, onde as almas sofridas são recebidas e ajudadas naquilo que mais precisam, e, acordei, feliz, sentindo que se tudo tem uma razão de ser, tudo se há-de resolver, de uma forma ou de outra! E pela escrita, podem ver que; a nina das resteas voltou em cheio, mas, não se rendeu ainda às rasteiras da vida!... Ontem, horas antes do almoço, vi que não havia o sumo na geleira, fui buscar à despensa o pacote do dito, mas, o manel como não é baixo, põe sumos garrafas, na última prateleira, e a nina, claro, nem na ponta dos pés lhe chegava. Como tinha mais que fazer do que ir ao armário buscar o escadote, com a ponta de uma escova, cutuquei o pacote pra cá, mas o nabo não entendeu que o toque era prá frente, para eu lhe chegar, e, esparramou-se de lado, apanhou uma garrafa, vazia (gracias), que se lhe meteu ao caminho, empurrou a dita para a frente, (estilo dominó) e, enquanto eu tentava fazer malabarismos para apanhar o sumo e a garrafa, a desgraçada passa por mim numa velocidade alucinante, e, de olhos fechados, recusei sentir os estilhaços dos vidros espetarem-se nas minhas pernas! Abro os olhos a medo, tentando que não doesse muito, já via o sangue jorrar, vidros espetados, mas, oh, a garrafa caiu de dois metros de altura, quase, estava intacta a meus pés, e nem sei a alegria que senti por não ter as pernas estragadas, as minhas ricas pernas que não têm seguro, ehhhhh (ainda, mas hão-de ter, tão jeitosas elas estão a ficar agora, com os meus kilos a derreter que nem geleia no lume) e, procuro ver até onde os cacos voaram, para ver a extensão do meu serviço a fazer... e, a desgraçada caiu à maneira... olhava-me impávida e serena, tentando alegrar o meu dia, e, em vez da garrafa partida, ouvi um lamento vindo do chão, o senhor azulejo, reclamava e com razão, partiram-lhe o coração, e um senhor buraco ficou visivel, do tamanho de uma tampa de garrafa, plástica, mal pude ver os estragos causados por uma dona garrafa, (mais uma que tinha seguro contra todos os riscos!) Historinha real, contada na íntegra, e, agora digam lá se os meus Anjinhos brincam em serviço! Uau, mommy, que foi que fizeste?...Cheguei na hora marcada por ele, 9.30 certinhas mesmo. Ele ia a entrar, só trazia a mochila, saí do carro, abracei-o com quanta força tinha. Engoli o pranto da saudade enorme que tinha dele. Olhou-me desconfiado de cima abaixo, só teve tempo de dizer; uau, mommy, que foi que fizeste? Estás bronzeada, mais magra, mas que mais magra, estás tão diferente, tens um olhar, mommy, o que foi que fizeste? ehhh, ri-me, encolhi os ombros e disse; nada demais, andei por ai a pé, emagrece e bronzeia, ou seja, duas, numa!... Riu-se, adorou o visual, e mais adorou quando entrou no carro, queria que eu levasse o carro, mas eu disse que não, nunzinha menino, quero falar e ouvir-te!... Sentei-me ao lado dele. Hoje foi a primeira vez que conduzi de rádio ligado, desligo-o sempre, para não interferir com as minhas cantorias e, ainda não dava para sentir a musica nem o ritmo, eram apenas sons barulhentos, hoje deu, gostei, amei, e, bamboleei no assento!... e ele feliz por me ver a dançar ali... Viemos na treta tão gostosa que há entre nós, desde que ele nasceu que é assim. Conta tudo, diz tudo ou quase tudo... claro que se reserva o direito da privacidade, algo que eu adoro, quero ter privacidade nas palavras, nos pensamentos e que não interfiram comigo seja de que maneira for, em algo que eu não queira!... Pode fazer parte do meu signo, Sagitário, mas, sou assim e funciono assim... Perguntou logo pelo surfista se tem melhorado, perguntou tudinho. Contou projectos, viagens, férias que vai ter, quando volta, o amigo que casou há tempos, a esposa que teve uma nina, este , outro, o trabalho, ó vida, como sabe bem ouvi-lo, senti-lo, amá-lo!... De tarde foram os três, ele a Neide e o namorado dela para o rio ali perto, juntaram-se com os amigos deles, e ala que se faz tarde. Daqui nada vêm jantar e será bom vê-los a falar e a rir ao meu redor!... Tenho a certeza de que; se algo vim fazer a este mundo, eu sei que sim, a parte melhor que fiz e cumpri, foi a de ser mãe destes dois seres tão amados!... Tempos selvagens !... (Aos 17 anos em serpa Pinto, calças modernas, sapatilhas brancas, chapéu às costas, enfim !)Menina d'África Selvagem Tão sonhadora Desejando que a vida lhe devolvesse Anos mais tarde!... Os sonhos que ela guardou no coração E de lá nunca os deixou saír Porque não havia com quem compartir Aquela imensidão de amor... Menina d'África ![]() Dos caminhos de capim Sem fim Das árvores a ondular as lianas ao vento Da negrura das planícies queimadas Que outrora foram verdejantes... Mas, secaram Como secou a sua alma À mingua de amor !... Menina dÁfrica Num corpo de mulher Alma de menina Ensinada a viver Segundo a tradição Dos ancestrais Que corpo e alma de mulher São apenas para um só homem E um só coração !... Menina dÁfrica Cheia de sonhos De desejos irrealizados Menina mulher sempre triste Sempre saudosa do amor ![]() Porque não tirou dali nenhuma lição Apenas aprendeu Que digam o que digam Não se manda no coração!... Menina dÁfrica Dá-me a tua mão Caminhemos juntas Pelas planícies desertas Da terra vermelha Queimada, despida de amor Que ambas trazemos Em dor, guardada No coração !... Levaste os Meus Sonhos de Menina !...![]() Clicar na Imagem - Para ouvir o PPS desligar a música Pois foi... Levaste os meus sonhos de menina ! Fiquei de coração sem sonhos!... Obrigada querida Zélia, mesmo não conseguindo entrar aqui no blogue, já o Sidney também do Brasil, diz que não consegue!...E, fica a interpretação que cada um queira dar-lhe!...Força, sou toda ouvidos, agora sim!... Verdinha, je vois la vie en vert !...ai vai a explicadura!![]() Uma das coisas por onde sempre gostei de andar, foi pelo mundo dos sons, sons que conheço desde que nasci, os quais me foram retirados, por volta do ano de 57 (tem graça, tenho 57 anos hoje e...) Sempre me questionei porquê eu? porquê Pai? Sofimento! uma palavra que conheço desde pequenina, porque uma criança de seis anos, não sabe ainda o que é maldade, ou possa fazer mal a alguém! (daí o meu querer sempre ajudar a todos, seja qual for a sua dor, daí me chamarem a mensageira do amor!) E, hoje sim, hoje entendo o porquê do sofrimento, e, aceito, pois concordo!... A Justiça Divina, tarda mas não falha!...Daí a dor... Lembro-me vagamente da voz do meu pai, quando no quarto dele, o meu era o último, o do meu mano, o do meio, e de ele me perguntar se já dormia, e eu respondia-lhe; eu já, e tu? eu também, dizia ele, enquanto ria, ou seja, riamo-nos os dois que nem patetas! treta parva, mas, muita saudade tenho eu dela. Fosse vivo e metade dos meus problemas estariam resolvidos, porque ele era pelo amor, pela vida ao correr dos nossos sonhos, e não, pelo pensar das cabeças dos outros!... Com ele poderia falar abertamente de tudo, coisa que agora não faço com ninguém!... Desgostosa fiquei quando o mundo dos meus sons se foi, e fiquei mergulhada num tempo sem tempo, num tempo sem espaço para o som, o som amado, (do lado de lá dizem que; se pensamos que música é o que ouvimos na terra, então, que, aguardemos pela passagem até lá, porque é lá que a verdadeira música começa, a música Divina, isso sim, o que aqui ouvimos é apenas uma pequenina amostra!) o som perdido! Já de pequenita adorava a música e cantar, já cantava, como dizia o meu pai, antes de começar a andar, quem sabe, sabia o que lá vinha e quis apressar o tempo a meu favor! Daí que começasse a encostar-me às colunas de tudo quanto destilava música...Daí que começasse a fazer os meus próprios sons, os sons de dentro, aquele reflexo dos sons que guardava ainda em mim! Nunca me afastei da musica nem da dança. O pai sempre fez questão de me ensinar, foi nos braços dele que dancei o meu primeiro tango, ele tinha cá um ritmo que nem vos digo... uma valsa, ele explicava-me qual a musica que dançavamos, quem compôs, e, por aí fora. A ele devo a minha experiência com os ritmos de todos os lugares,ritmos de África, duas Áfricas diferentes no som e na voz! com ele dancei pelo mundo dos sons, mesmo sem som!...e, hoje sou capaz de fazer existir dentro de mim, a mais bela ária e, dançá-la com quem quiser, sózinha! E, mais que nunca, hoje faço-o, sentindo que não danço só! sei que há alguém que me enlaça no seu amor, e que comigo irá dançar para sempre! Em tempos perguntaram-me como seriam os meus sons. Apenas vos posso responder; SONS.. mais nada, porque é a minha alma que os ouve, é ela que capricha na dança infinita que trago cá dentro desde tempos imemoriais! Sou Autodidacta, certo, e um ser desses, já vem de há milénios, em busca da perfeição, e, nos dias de hoje, nada mais se torna necessário aprender (falo de sentimentos de amor sobre o mundo) porque já os trás consigo, na busca incessante dos sentires. Por isso me vedes sempre em chamas com o amor, ao amor lindo, o amor calmo, o amor maldito, esse caminho infindo que terei de trilhar até ao fim dos meus dias! Bom, verdinha, os meus sons são musicais, sei as notas da música desde que nasci!... Os sons que anseio são sempre dos tantâs, é naquele ritmo que me aqueço, e nunca me farto de andar descalça pelas terras vermelhas, é nele que satisfaço a minha ânsia de sons!... Assim, digo-te que; com o surfista entro nesse mundo mais a fundo. Sei quando a voz da canção começa, (juraria quase que sei, e sinto) adoro ouvir a melodia, o ritmo, a ternura de uma musica romântica, mesmo nem sabendo o que cantam, e, se tiver a meu lado quem dê a letra (O Kim, soube fazê-lo na perfeição, parece que sempre fizemos isso, e, ele apenas tomou o seu lugar e foi igual a ele, igual a sempre como é para os amigos. Não foi Kim?) Assim, ouço mesmo de longe do pc, ouço e entendo parte das coisas, apenas a voz não, a voz que terei ainda de aprender a ouvi-la, tão simples como isso, mas, complicado para mim!...mas, soa-me muito bem a musica sacra, soa-me bem a musica relaxante, e a mexida, enfim, gosto de todos os sons, porque o SOM; vem DELE!... Acho que ao acabares de ler isto que escrevi, que não vais entender nadinha e vais ficar a rir para ti com a explicação de um cadinho de prosa da alma da laura! a laura que vos ama a todos, como sempre, porque o nosso amor já vem de longe!... Fica com o meu ritmo, os meus sons, e um dia, cara a cara,com os ninos e ninas do grupo, falarei da força que me move nesse mundo. Um mundo do qual nunca me irei afastar, porque a musica é um todo, para mim!... Poetas no jardim!...Cheguei antes do tempo. Como vim num desafio na auto estrada com um tolo qualquer que pensou que me passava, por ser mulher, numa Ford, igual à minha, só que de C5, avia-se o caminho que nem se dá conta! Senti-a-o a querer competir, fiz-me de parva e, acelerei, ia tão bem, tão aconchegada pelos meus ANJOS !... que, cantei todo o caminho. Tanto ao pra lá como ao pra cá!... Tive tempo para me descalçar, sentar nos degraus das escadas, e, escrever, poemas, alguns, claro que nunca os verão!... Ah, que bem se estava ali, que bem me soube aquele cadinho a sós comigo, a retemperar forças destes dias em que me senti tão presa ao mundo, presa por correntes, qual demónios a quererem levar-me água abaixo!... Mas os meus Anjos não deixaram, e, a prova está aqui, cheia de força e genica, para levar a vida avante!... Creiam, já estou a mil... Escrevi, nos joelhos, o bloco era pequenino, foi só cortar um raminho de bunganvílias, umas florzinhas abandonadas, e, aqui está a minha poesia, só três!... AMO-VOS POIS! Porque fazeis parte de mim!... Hoje safava-me, ali...![]() ![]() Ali, sentadinha, num aquário qualquer do mundo, a ver os peixinhos deslizar serenamente! A colorir as minhas cores com as suas, a sentir o bater dos seus corações, pelo meu, acredito que me safava sim. É que a alma precisa de cor, calor, luz, e tudo o mais que faz alguém sentir-se em paz com a vida !... E as cores, para mim, são muito necessárias, na medida que; espraio o olhar, e, capto delas um pedaço da minha força, sinto isso dessa forma!... É um desejo que tenho à muito, ter um aquário, enorme, com peixinhos, de cores lindas, como uns de longa cauda, azuis, jesus, aquilo é que é uma saia rodada... quando começa a andar em sentido ascendente, a saia, bamboleia as franjas, qual dançarina árabe, que, só visto... ![]() ![]() Há peixes de tantos tamanhos e cores para maravilhar a vista que... me vou sentar aqui a olhar pra eles, já que vós todos andais fujidos, de férias, e, preciso de treta, não de silêncio!...ehhhhhh... E, sinceramente, pensei em fechar o blogue por um tempo, um tempo em que o tempo nem conta muito para mim!... Abraço a todos, sem esquecer de ninguém!... e, cuidem-se, isto são aquelas tretas das fases da lua, ehhhhh, e daqui nada, já cá canto. Amanhã vou levar o surfista a velejar, pode ser que me distraia um tico. Já estou a ver a minha terapeuta; ai laura, laura! Então? ai stora, deixe lá, faço os deveres para a próxima, é que!... Jogo Maldito !...Maldita a hora em que comecei a jogar Maldita a hora em que joguei contigo Um jogo de cartas, viciado Sem as saber partir, ou, baralhar !...
É que os trunfos para mim Nunca saíram Estava trapaceado !…
Baralhaste tudo Deitaste as cartas na mesa Guardaste um trunfo na manga Sem que eu estivesse atenta !...
Às palavras que usavas Para descobrir o meu Mas não contaste !…
Que as minhas cartas Não fossem viciadas Não contaste Com a rainha de copas !...
Hoje o jogo é de espadas As cartas estão dos dois lados Marcadas pela derrota !...
De um jogo que não acabou Um jogo que nem começou Porque desisto de jogar Com quem não o quer fazer !...
Acobardaste-te no final do jogo Não quiseste dar luta até ao fim Puseste as cartas na mesa Desististe de ti e de mim !...
E a nossa jogada terminou E com ela a vontade de continuar Porque ao fim e ao cabo Ninguém sairá a ganhar !...
Ah, maldito jogo de cartas Com trunfos escondidos na manga !... Maldito jogo da vida Que as nossas vidas, comanda !... Nada de copianços! Respeitem a originalidade. Direitos de autor!... Escrito numa hora minha, somente minha! Saem umas guitarradas, uma voz rouca de mulher fadista, com força nas cordas vocais, porque o momento merece !... Apaguem as luzes, silêncio que se vai cantar o fado... e, escutem a dor!... Tentei viver um pouquinho para mim ! ...Tentei esquecer que havia mais gente Para além de mim Mas era só um bocadinho assim Um bocadinho de amor Que queria para mim !...
Era um bocadinho tão pequenino Que eu quis roubar aos outros Era algo tão sonhado Tão buscado em toda a vida Mas o outro coração, se existia Não esperou por mim !...
Eu tentei, juro que tentei Eu sonhei, eu quis agarrar o amor Aquele amor que nunca foi meu Aquele amor que nunca senti Mas, o tempo esgotou-se E eu voltei de novo, para mim !...
Voltei para o que perdi Voltei para me encontrar Voltei porque teve de ser Já que a semente do amor Não pode nascer Arranquei-o de mim, deixei-o morrer!...
E assim, não vale a pena Não vale a pena querer viver Não vale a pena querer sentir o amor Porque entre nós
Haveria muita dor a vencer !...
Deixar a vida correr Segurar o pranto Acolher nos teus braços O amor do acalento E, deixar os sonhos ao relento !...
Quem sabe, um dia Quando o tempo passar O amor possa voltar E possas de novo Ter aquele momento Tão teu, para amar !... O desejado encontro!...Aconteceu!...![]() E os caminhos abriram-se para mais um encontro de gente amiga!... Aconteceu!... Uma espera numa Pastelaria da nossa Invicta cidade de Braga, nada de confusões, a nossa Braga também é um marco na História de Portugal!... A Cidade dos arcebispos, a Roma Portuguesa, enfim! O almoço estava aprazado para as 13. 15, e 30, por aí, com eles vinha prima da Luisa que, diga-se, adorei e ela, idem. Brindamos a uma nova amizade, que, nunca mais deixará de soar.brindamos com mais Porto, o Kim trouxe-me uma nita garrafa de Porto, assim que o lacrima acabar, vai essa, mas, ainda ficou um pedaço dele na garrafa... trouxe mafrinhas, bem boas, enfim, trouxe o amor com ele e foi lindo. A Parisiense chegou primeiro com o marido, lá vinham aquelas gulodices de Arouca, ah, que manjar. O repasto seria uma feijoada à minha moda, de marisco, e depois caril à moda da laurinha das Áfricas, ehhh, porque aqui nunca o comi assim tão a saber a outros sabores, a outras terras. Já da outra vez fiz e os meus amigos todos maravilhados. Tudo pede a receita, mas, o ingrediente principal... O amor que eu deito ás carradas lá pra dentro da Wook, juntamente com o caril, as castanhas de caju, as passas, e o resto é segredo dos deuses. Foi tão bom abraçar o Kim, a Luisa, a zezinha, a prima deles, a nossa Parisiense, o marido, foi uma alegria. Fiz dois pratos enormes de leite creme, já prometidos há muito, e a famosa sobremesa de morango. Não tirei fotos, eles sim, mas, não vou publicar porque ainda não tenho nenhuma. Ainda liguei a mais um amigo de longe, impossivel vir, e assim, deixei para outra ocasião, em breve mais a nina sãozita de longe, mas, quero juntar o outro amigo também. eramos 9. Conversa prá qui, conversa prá li, daqui nada era tudo familia, todos a gabar a paparoca e se comiam e repetiam, era bom sinal. Depois fui com o Kim pla casa e acabamos no pc, ele a cantar a letra da canção da vida dele,do jaques Brel, eu agarrada à coluna para sentir melhor, ai, mas que belos momentos, só que chamei a fotógrafa para o apanhar ali sentado no meu banco do pc, e, olhem, apareceram todas, sentaram-se ali, mudamos a musica, botamos Ouro Negro, e, descalcei-me, toda a dar á perna e endoidar , se ouvia, se sentia, ah, nem me digam nada, pareciamos todas estarolas, o Kim dançou, depois pedi-lhe que dançasse comigo a Móóóóo´nia, do meu tempo de jovem, mas, o homi é tão grande tão alto que eu passava a vida à procura dele e diza-lhe; ó rapaz, onde estás, e ele ria-se , ó pois, foi lindo, depois filmou tudo, acho que filmou até ao chão, ai, pobre de mim, devo ter dado cá um espectáculo que até me envergonho se vir o video, já lhe pedi que cortasse as partes más!... A Sãozita dançava que nem Angolana e nunca pisou solo Africano. A parisiense, essa benguelense, só podia, e que dançar, mas que danças... enfim... eu dancei também com a zezinha, a prima, uau... e, só foram embora porque tinham mesmo de ir. A parisiense tinha amigos onde foi passar férias na praia, mas, deixou tudo para vir, e, valeu a pena, se valeu. E, já tarde para um almoço, pelas 19 foram-se, e encontramo-nos de novo pelas 22 no arraial da Junta com o dr. Firmino. Havia sardinhas petiscadas, mas já nem conseguimos, eles ainda paparam caldo verde, mas eu nem quis. Pelas 23 fui levar a Sãozita a casa, voltei e à meia noite em ponto fomos todos para casa. Ahhh, a pascoalita mandou mensagem, em fanicos, com desejos de estar presente, que fomos más em não a chamar, sabiamos que lhe seria impossível, até porque tem mais que fazer e preparar-se para rumar de férias... a Girassolinha a perguntar se bebemos o lácrima todo, se não deixamos um copito pra ela, que queria ver-me feliz, e, sim nina girassol, estava felicissima... Obrigada pelo amor, e a nina africana telefonou a perguntar como era, e nós a dançar, e ela a ouvir a musica, foi lindo sim, belissimo... Ao outro dia estava eu à espera deles num centro Comercial, tomamos café, fizemos compras, e, lá nos despedimos, mas, dali a uma horita lá passaram de novo aqui em casa, só para um adeus!.. Belissimo dia, belissimos amigos, todos amorosos e, quem diz que não se pode amar os amigos? Venham mais, amor é cá com a je!... Cada um à sua maneira!... Kim, Parisiense; Obrigada pelos momentos passados em familia, na dança, na treta e no amor, aquele bendito amor que nos aproxima cada vez mais com a convivência! Amo-vos, pois, amarei sempre, a todos... Nunca fui, uma mulher rodada !...
Não sou nem nunca fui
Uma mulher rodada Não fui nem nunca serei Uma mulher maltratada!... Não fui nem nunca serei Uma mulher afamada Mas também nunca descerei A uma mulher rodada !... Não fui nem nunca serei A mulher que quis ser Mas nosso destino na terra ![]() Não podemos escolher !... Não fui nem nunca serei Uma mulher odiada Porque aquele a quem amei Nunca seu nome sujei !... Não fui nem nunca serei Uma mulher abastada Porque na luta pela vida Fui sempre pobre e honrada !... Não fui nem nunca serei Uma mulher muito amada Porque o tempo que passei Foi a amar quem não me amava !... Não fui nem nunca serei Uma mulher bem casada Porque a vida que tive Me fez dela, sua escrava !... É o meu fado, fi-lo há dias, é meu... somente meu... ora cantem-no e digam lá senão é um belo fado!... saído de uma alma amargurada, sofrida!... Hoje não o escreveria... mas, cada dia é um dia a menos para um fado!... Vou deixar o meu coração voar !...
Vou deixar o meu coração voar
![]() Nunca mais vou tentar Segurá-lo, como sempre fiz Só porque a alguns Parece mal Que ande por aí A manifestar Amor!... Vou deixá-lo voar Nunca mais o vou segurar Nem vou deixar que o prendam E que me acusem De o tentar soltar Quando há alguém Que me possa agradar E eu possa amar!... Vou deixá-lo voar Planar pelos céus sem fim Vou deixá-lo amar ![]() Se alguém me amar a mim Vou deixá-lo livre Pois é na liberdade Que eu posso voar E te posso amar !... Vou deixá-lo decidir Com quem é que quer ficar Vou deixá-lo sentir Nem me vou intrometer E ele é que vai dizer Se contigo quer ficar Ou partir Ou se te vai esquecer !... Regresso ao Nosso Lar !...
Sempre senti e pensei que, quando abandonamos este mundo, será para regressar à Casa do Pai, ao Nosso LAR! Pois o lar na terra, a casa que nos serve de abrigo, não é nada comparado com o regresso saudoso ao Mundo de onde viemos!
Claro que; quanto mais evoluídos formos, melhor será! Quanto mais amor e bondade tivermos, melhor ainda! e claro que não é a primeira vez que lá vamos... Já viemos de Mundos e Mundos, já fomos e continuamos a ser viajantes do espaço Sideral! Cada um irá na hora aprazada, nem mais tarde, nem mais cedo. Seja da forma que for! Poucos entendemos, e, ficamos revoltados quando algum Ser do nosso amor, algum amigo, familiar, se vai deste mundo! A primeira vez que enfrentei a morte de perto, na familia, já era adulta, e, já era estudante intensiva da leitura espiritual. Já não ando em busca do meu caminho, de Religião (ah, a eterna religião, a tal que é o opio do Povo)porque enchem o mundo delas, prometendo que cada qual nos levará mais perto do Messias, sabendo nós que não é nada disso!... Melhores pessoas formos e mais perto DELE chegaremos!... Quando o meu Pai se foi, sempre pensei que no dia que isso acontecesse, eu morreria de dor, porque acho que; nenhum ser me amou tanto neste mundo, como o meu Pai, e, também ninguém o amou tanto a ele, como eu!... e, no entanto, era de pasmar, ver a aflição da minha mãe, contrastar com a minha calma e serendidade, naquela hora tão dolorosa. Estive junto dele, simplesmente em diálogo interior, e aí sim, aí aprendi que; quando a dor de ver um ser querido ir embora, nos calha! A serenidade que ELE nos envia, é impressionante! Faleceu uma amiga de uma nina dos blogues! Uma moça nova, nova ainda, para o tempo que todos queriam que ela cá passa-se, mas, a Lei da vida é inexorável, e lá se foi a menina anjo, um Anjo de asas brancas, porque era um amor de pessoa! E, como sempre,sentimos que é injusto que se fosse tão nova, mas, como disse atrás, a Lei é inexorável.. Um beijinho minha querida amiga. Lamento a tua perda, lamento por todos os que a amam, mas, ela virá um dia, em espirito, envolver-vos nos seus braços de Anjo, porque ela já é um Anjo!... Chegou a hora !... Chegou a hora do regresso Chegou a hora de voltar A morar na casa de Nosso Pai!... ![]() Chegou a hora do adeus à Mãe terra Que por tão pouco tempo Nos seus braços te acolheu !... Chegou a hora de voltares Aos lugares que deixaste À tua espera !... Chegou a hora de sentires de perto O brilho do sol Sem sentires o peito num aperto !... Chegou a hora de abrires as asas Que mantiveste fechadas Já que o amor é liberdade !... Chegou a hora de sentires Todos os que à tua espera ficaram E ansiavam abraçar-te !... Que o Pai te acolha em seus braços E te rodeie do Seu imenso AMOR É tudo o que LHE peço !... Kruger Park no Sabie - South África !... Fomos com a Belinha e o Paulo, meus afilhados, a Tamananda, o casal Brito e Manuela, alugamos daquelas casinhas espalhadas por lá, ou seja, Bungalows parecidos com este, este foi tirado da net, é no Sabie!
Já estavamos sozinhos, eu com 35 anos, 47 kilos, ahhh, onde andavas laurinha com tão pouco peso... e o Nuno com 8, foram 3 dias inesqueciveis e, vimos todos os animais possiveis. Claro que já conhecia animais de grande porte de Angola, mas o Sabie, enorme, cheio de tudo, no momento em que a foto foi tirada, estavamos a passos da lagoa onde os leões iam beber e a uns bons metros da carrinha onde fomos... Ali estava eu, tentando cutucar a vida, e o Nuno, amor de nino, sempre colado à sapinha dele, estavamos ambos morenaços. Visitamos locais lindos, tal como a Windous of God, ou seja, a janela de Deus, local de uma altura impressionante, visitamos de tudo, e viemos cansados, mas, felizes!... Há quedas de água enormes,estivemos em, Mpumalanga, montes altos, uma fauna invejável, flores nunca vistas, enfim, que pena que nem todos podem ir lá quando apetece, porque eu; repetiria!... Ainda estou a tempo!... África minha... Sonhei com ela há tempos, sonhei tal e qual o poema, e, na verdade, já nem quero lá voltar, a Angola... O sonho levou-me até à minha antiga casa, no prédio onde morava, mais casas estavam a ser restauradas, a terra vermelha com que foram construidas, perdia-se pelo chão, os velhos tijolos feitos artesanalmente, a poeira, tudo isso eu vi, e senti profundamente que me tocaram no ombro, senti como se fora real, voltei-me, e, estavas ali!... (a imagem abaixo é no Sabie) Já é tarde para ti!... ( um sonho com Luanda)
Já é tarde para ti Já não há volta a dar-te Depois de tudo a que assisti Quando em sonhos te visitei E, acredita mãe amada Nem te reconheci !...
No meu sonho fui visitar-te Voltei às casas onde morei Estavam todas velhas Irreconhecíveis algumas E outras a serem renovadas !...
Reparei na terra vermelha Que tinha sido usada na construção Ela lá estava, pelo chão espalhada Como se lá estivesse há mil anos E assistisse aos nossos amores E aos desenganos!...
Quis vir-me embora, não consegui Algo mais forte me sustinha ali. Senti uma mão pousar no meu ombro Era uma sensação irreal !...
Ter alguém a abraçar-me a aconchegar-me Era ele, ele estava ali e sorria para mim Era ele era ele sim depois de tantos anos Estava ali e voltou por mim!... A todos os Autistas !... (Um beijo, Bruno! e, deixa-me amar-te!) Vejam o video abaixo, é lindo, lindo!...Corpos e mentes de Autistas !... Corpos e mentes Autistas Rostos de seres Que já vêm cansados de outras vidas Onde o amor soçobrou Corpos e mentes desvanecidas Na desventura que lhes ficou !… Corpos e mentes Talvez um pouco distorcidas Da realidade Mas são como muitos de nós Seres que têm em si, latente A bondade !… Corpos e mentes de Anjos E da semente que lhes ficou ![]() Corpos e mentes em sofrimento Dos caminhos menos bons Que outrora, noutras vidas Se palmilhou !… Corpos e mentes Desprovidas de risos Desprovidas do sentir Mas com sentido Igual ao de muitos Que nem todos entendem !... Corpos e mentes Magoados Adulterados pelo que lhes fazem Pelas dores que lhes causam Aqueles que se julgam perfeitos Quem nem sabem com eles, viver !... Nem sabem, nem querem saber Como é o seu viver Como é o dia de cada um Nem sabem, nem querem saber Como é o seu sofrer !... E como é difícil, o seu viver !... Poema escrito para o nosso Bruno, do qual não sei mais nada, mas, que, espero se resolva tudo pelo melhor e, que, haja paz naquele lar, tão magoados, tão desiludidos com a decisão dos Homens que pensam ter o destino das gentes, nas suas mãos!... Porque parecem nem se importar com a MÃO DaquELE que tudo Pode!... Hoje pode pervalecer a sua vontade (do homem) mas, amanhã não! ... (pedi ajuda ao namorado da Neide, para colocar o video. São todos actores, só o menino não é actor, é um Autista!...) e o filme é do ano de 1972... Céus, como chorei a ouvi-lo, pus bem alto, sem me ralar em incomodar, porque me soava tão, mas tão bem!... Reparem nas únicas vezes que sorriu... Amo-te Bruno, amo-te porque sei que a vida não está fácil para vós, e, o meu amor vai para aqueles que mais sofrem!... O Rafeirote mais giraço que conheço !... Mas onde deixaste o resto do homem, ó rafeiro?Fui à procura dele para a Fnac, não sem antes me perder com a Glorinha, lá pla Foz, ah, a Foz de que tinha saudades, de ver as águas, o remanso, a paz, e, em vez de virar lá em cima junto ao Hospital, nananinaná... fomos fazer aquele meu velho conhecido programa; Vá para fora cá dentro... Como ainda era cedo, não fosse saber que a querida Soledade estava lá à nossa espera, e mais me deixaria ficar por ali, perdida. Mensagens, pergunta aqui, pergunta ali, e seguimos as indicações à risca. Até com a graça dos santinhos, arranjei lugar lá fora a metros dali. Bem, os santinhos já iam comigo no carro, desde que saímos de Braga, só que fizeram de conta quando me perdi, para me fazerem ver as coisas bonitas... Chegamos lá, dali a minutos lá vem a nossa amostra de Soledade, ai que formiguinha encantada,abraçamo-nos, eu é que tive medo de a partir toda, aqueles ossitos caíam a jeito do meu abraço, até o meu surfista quase que caiu de tanto carinho que sentimos uma pela outra... a menina é magrita pa caraças, mas, linda, linda e ainda teve o desplante de me dizer que eu nem era gorda nada, pudera, ainda só mandei 7 miseráveis quilitos às urtigas, isso nem é nada. Já visto roupa que já nem entrava quanto mais servir... Bem, abraços, beijos, lágrimitas ao canto do olho, mas, já tinhamos prometido que não haveria ali lágrimas nenhumas... cumpro sempre. Bora pró rafeirito na Fnac... uma banda a montar as suas coisas, digo eu! é pá, o gajo subiu de escalão, há dois anos era assim, agora mete Banda e tudo, diz ela; não, não deve ser aqui, pedimos informações, e, nada, ali não era de certezinha! Bem, ai rafeirito como queria o teu telelé comigo..., mas, como tenho o do roderick, quando fui para o Hospital, ele enviava-me mensagens, mas que bom que foi ó moço... ali sozinha sem visitas de Braga, enfim, a Soledade ligou-te, eu falei, e ainda te disse que; não vou dizer que gostei de te ouvir, porque não entendi patavina do que disseste, mas... ele depois foi ver ao pc, e, na verdade enganei-me apenas na Livraria, era na Bertrand... Lá fomos, mal foi preciso esperar, já lá estavam alguns bloguistas, apareceu ele, a jove, ah, aquela jove, o rapaz teve faro, teve sim... ele sabe que sim... depois apresenta-se uma nina alta, mas que pedaço de mulher, olá laura, e eu a tentar ver quem ela era, sou a Ká, ahhhh, o que me ri, imaginava-a pequenita magrita, mas, um amor de moça... Foi bom vê-la, pois trocamos emails por vezes. Depois ficamos ali na treta, enquanto ele atendia pessoal, chega uma loirinha linda,alta, jeitosona, começa a rir a rir a olhar-me e então caio em mim...raios, era a parisiense, até pedi que me segurassem na carteira, no livro, em tudo, abracei-a com quantas forças tinha... Era uma saudade guardada há bastantes meses, pois é como mana de uma mana minha, que nem é minha mana, a ver se nos entendemos... só amigas, mas, ela faz parte do meu dia a dia, no grupo de emails que trocamos ou seja; a pascoalita a africana a parisiense o nosso gilinho e eu, ali, choramos, refilamos, gritamos, rimos, e de tudo o que a vida nos dá, a maior parte é falada ali, para desenfastiarmos a vida, claro que há coisas que nem contamos, pudera... Bom, falei com o rafeirito, falamos do surfista, contei como é ter um surfista na vida. Com a jove também falei, um cadinho com cada um, e, lá nos fomos, mas, estivemos ali para ai uma hora... Obrigadinha Roderick, querido roderick, sem ti, quem sabe, nem nos encontravamos, mas, eu já estava a farejar lá ir, espreitar e ver se seria ali, porque eu lembrava-me de ver o 6 de junho . Foi lindo ver tantos bloguistas que se iam apresentando, só sei que a mesa que tinha os livros estava a ficar sem eles, o que era bom sinal... nanja que ele comia-nos como fez ao homem da capa... xiça... e porque será que és magrito ó rapaz? Adorei, ou seja, adoramos nóizinhas todas, ver o nosso rafeirito mai'la sua jove, e o resto do pessoal... Fechei os olhos, ouvi um Fado !... mas, antes, saiu mais um copo daqueles!...Ouvi um Fado !...
Fechei os olhos Recostei-me Na saudade Que me tem acompanhado! …
E ouvi um fado Um fado falado Um fado tão desejado ! …
Ouvi um fado Ainda pior que o meu Um fado traçado pela mão Que ele nunca me deu !...
Ouvi um fado Um fado marcado Pela solidão Que tanto me tocou !…
Um fado cantado Pelo coração De quem nunca Me amou !…
Um fado amado Porque me lembra Que não fora assim Eu nem teria um fado !...
Um fado de lágrimas Um fado só de fado Um fado que me vai deixar Ausente de mais fados!...
Porque o meu verdadeiro Fado Só agora nasceu Só agora nasceu nas vielas Do seu pensamento E do meu !...
Exames para fazer. Montes deles, mas que importa, se tudo isto é fado!...Eu já desconfiava, mas... Ponho musica de outros fados, e foi assim que escrevi este...Nem se ralem, já nem faz diferença viver entre um mundo ou outro. Acho que me cansei!... Só que como sempre, há algo em mim que me diz; miúda, vamos à luta!... porque no?
Que bom que existe o Pensamento!... Que bom que existeO pensamento Posso deixá-lo voar Subir às montanhas Descer em declive E continuar A subir A planar… Que bom que me posso Nele deleitar E pensamentos belos De amor Posso fazer Mesmo que não haja Quem mo possa dar !... Que bom que posso pensar Acordada Sonhar com o amor A morar dentro de mim Ficar apaixonada Se não é pecado Viver em amor !... Que bom que posso pecar Se o pecado apenas existe Na mente de cada um Pois foi ELE que predisse Que o amor era de todos E não só Para um !... Que bom que posso deslizar Pelas veredas dos montes Sentar-me com o meu amor A beber da pura água das fontes Cheirar o rosmaninho Que aparece de mansinho Na travessa do caminho !... Escrita hoje, no fim da tarde, o vinho fez-me bem. Haja inspiração... e se me der assim tanta, amanhã repito a dose, ahhhhhh...deixem-me rir que hoje foi uma manhã e tanto... mas, nem vos conto. Vi-me aflita para colocar as imagens, mas, o pc anda mais doido que eu e assim... népia. Nem consigo arrastar as imagens para baixo, não saem do lugar, xiça!... copiei, e, estão mais ou menos... A Neide já chegou. Andava eu com o shakita lá em baixo, a apanhar ar, ele levanta a cabeça, sente-a, ela chama-o, tenho de largar a trela, senão Laura ao ar... e que bom que já veio o amor do meu amor... Saúde!... bote mais um...
Ofereceram-me uma garrafa de vinho rosado, amarelado, tem uma cor linda, suave, adoro o sabor, além de que é uma Lacrima Christi, linda...
Bem, deve ser para secar as lágrimitas de vez, aquilo é coisa boa, tão boa que acho, vou guardá-la só para mim... Já me enchi de dividir e... fico sempre a perder. Agora guardei-a, bico calado, nem ao manel falei na garrafa senão, vai aos poucos e, olhando para mim em ar de censura, enquanto vai botando os cálices pela calada... e, ou os copos enchem e a garrafa esvazia depressa, ou, ando de lado, das duas uma!... Nem me vou ralar com o resultado. Sempre fui bem comportada, nunca fiz asneiras, sempre uma nina decente, direitinha, e pra quê? Bolas, amanhã no intervalo do chefe ir trabalhar, tiro dúvidas, já que tristezas não pagam divídas e... tenho a manhãzinha toda para a começar, mear, e, acabar... Ora vamos lá a ver se resisto... e a deixo como está. É que a vontade de ir aos arames anda a perseguir-me, mais vale controlar-me com uns copitos. Sempre quero ver o efeito... Alguma vez há-de ser a primeira, aos 57... será obra!... Ora digam lá qual a nina que nunca apanhou um pileque um dia? ora digam lá! Acredito que o meu primeiro vai ser em breve, e depois conto como foi, se, sobreviver à dita garrafa, bem bonita por sinal. esta da imagem não é a mesma, mas, já nem tenho pachorra para tirar foto como fazia antes, nem me apetece, só, estou a oferecer mais um copito a quem quiser, que sendo virtual, a garrafita nem esvazia e matarei a sede vezes sem conta. Assim, nem a trouxe para cima, está lá em baixo no quartinho da costura, que, é tão estreito que se me descuido, bato com as traseiras da cabeça que é um regalo, e copito abaixo, copito acima, o remédio será santo. (como dizem que são lágrimas de Cristo, algum dos meus males há-de curar!) Tenham uma boa noite que a minha decerto será, já que fui até lá acima ao Sameiro, cantar e arejar a cabeça, e, na verdade, haja o que houver, durmo quase sempre bem... e aí vai um fadinho, já tarde e a horas mortas, que isto de dar de beber à dor, bate em quase todas as portas!... o fadinho foi acresce Bem, lá fui buscar a dita, já que queria mesmo beber, beber e brindar, ora nem mais! Brindar, abri-a, meei um cálice de Brandy, os outros pareciam amostras de algo, ao pé dele... bebi, ali mesmo, mal acabei de enxer o copázio, fotografei primeiro, a prova está ao lado, vazio, e, no meu brinde; Deus sabe qual foi! a quem foi dirigido e a quem foi desejado!... Mas é que me soube pela vida. Fechei a garrafa, levei-a para local seguro e, será a minha sede durante uns dias, tantos quantos ela consiga durar, mas, nem se ralem, nem sejam invejosos, esta é só pra mim... Ó Kim, prometo guardar nem que se a um cálicezito pra ti, nem que te leve ao quarto para o beber, ehhhhhhhhhhhhhhhhhhh, mas, mais ninguém vai provar dele, juro, ehhhhh Fado das noites sombrias !... (da minha autoria, claro)
É noite nas ruas escuras Do meu pensamento atroz Que me trás de mãos atadas Tentando esquecer As minhas horas más Tão desbaratadas !...
Desbaratadas em ruas e ruelas Quando chegam os homens pelas vielas A querer prazer a horas mortas E onde ninguém Os possa reconhecer !...
É na noite Que ganho o meu pão É na noite que engano o coração Para que ele pense Que o amo E, sem ele, vivo em solidão !...
É na noite escura Dos pensamentos cruéis Que dou azo à minha dor Quando seduzo alguém Que apenas quer meu corpo E não o meu amor !...
E é na noite que me deito Com quem nunca me deu proveito É na noite que sonho Com aquele homem Amado Que um dia chegará…
E me levará com ele De volta ao passado !... Acontece!...
Acontece
Que amanhã terei de vos dizer adeus Não para sempre Mas, acontece Que meu coração de dor, estremece!… Quando lembro Que a hora está a chegar A hora que sempre temi Que de mim ![]() Vos ides apartar !... Chegou a hora de vos soltar E deixar esvoaçar Pelos espaços azuis A sós Pelo mundo imenso !... Terei de abrir as minhas mãos E deixar-vos voar Livremente Mesmo que isso implique Que sofra atrozmente !... Porque fui apenas uma mãe Que nada mais soube fazer Que vos amar e proteger E que sabe que o mundo é cruel Quando se anda em busca do futuro !... Ah, como sinto as minhas entranhas Tão doridas, magoadas Porque apenas vos pus no mundo E o cordão que sempre nos ligou Nunca , jamais, se quebrou!... A chuva passou por mim !...
A chuva passou por mim
Num remanso de dor Na dor da minha dor Qual vento que passa Cantando trovas de amor !… Esperei que me acompanhasse Na travessia das dores Esperou que minhas lágrimas Secassem E, sem fazer alarde !… Beijou meus pés Descalços Amou meu corpo dorido Cansado de andar sem destino Em busca de um abrigo !… E quando minhas lágrimas secaram E, meu coração de novo Voltou a amar Escutei A chuva chorar !… E ajudou minha alma cansada A esquecer Quem tanto me havia maltratado Quem tanto me havia humilhado Quem tanto me tinha usado !... E assim que meu corpo secou Meu coração gelou E minhas mágoas Que eram tantas Meu corpo, de dor, prostrou!... Um poema escrito em dias de chuva, quando as dores da alma, doíam mais que as do corpo!... E, refresquem-se, o calor já aperta por aqui!... Dava um Fado não dava? |