A minha Poesia em pps
Formatado por Zélia Nicolodi e Vitor Campos
(clicar na Imagem)
















Quero Alguém


O meu tecer de Esperanças!...


Já escalei a minha montanha!...


Amar-te-ei Sempre!...


Não te vás nunca!...


Não foi o ocaso


Sexta-feira, Outubro 30, 2009

 

Esse Brilho!...


Mila. Brasileira. A letra só pode ter este jeito, foi com a melhor das intenções, foi por ler sobre o brilho do olhar, que eu sei o que é, e houve quem chamasse a minha atenção para esse brilhozinho que me dava beleza, sensualidade, encanto, pois é, o amor trnasforma-nos...(Lembras-te meu amigo, quando tomamos café na Brasileira? e dizias, assim como a tua mulher; Laura, estás linda, rapariga, nem pareces tu ehhhh )
Pitanguinha, senti que o amor ou o brilho que se reflectia nos seus olhos, vive do lado de cá do mar!... nada de mais normal, até aqui, porque ontem ao entrar no seu blogue, ouvi uma musica que me soava muito bem. Parei, escrevi uma canção, a de ontem, sobre o mar, falei nisso no blogue e reparei que por ali, havia um brilho no olhar. Pus a musica de que me deste o nome, a tocar, e escrevi este brilho!... Porque tu tens brilho no olhar, assim como eu tive em tempos. E a canção para ser entendida... teria de ser conversada e assim; eu e ela estamos em trechos da canção!... assim, façam de conta e cada um interprete á sua maneira...


Esse Brilho !...


Esse brilho

Em seus olhos

Verde mar

Eu perdi há muito tempo

Quando meu coração

Em vão chorou

Por um amor que não voltou !...


Esse brilho que eu vi

Ainda hoje em seu olhar

É tal e qual o meu

Quando a vida sorria

E pensava que me traria

Um coração

Para amar !...


Esse brilho que eu vi

Nos olhos seus

Quando de longe lhe senti

A dizer mais um adeus

Um adeus

Que se pode transformar

Em momentos de amar !...


Porque o nosso olhar brilha

Quando vê outros brilhar

E no seu caso ou no meu

Nem será assim preciso

Ter de atravessar o mar

Para poder ver de novo

Um sorriso em seu olhar !...









Quinta-feira, Outubro 29, 2009

 

Para lá do mar !...


Deixa-me levar-te
Para lá do mar
E mostrar-te
O que do lado de lá
Há para mostrar !...

Há gaivotas a voar
Em todas as direcções
Há pares a namorar
Porque o amor ali já nasce
Em todos os corações !...

Deixa-me explicar-te
Porque é uma benção
Andar de pé no chão
A pisar a terra
Que trago no coração !...

Deixa-me dizer-te
O nome dos lugares
Por onde vamos passar
Já que foi ali que aprendi
A sofrer e a amar!...

E depois de percorrer
O areal sem fim
Deixa-me levar-te ao mar
O mar que nunca mais
Se esqueceu de mim !...

Senta-te comigo
Debaixo deste céu ameno
E procura ouvir
Os segredos que o mar
Me vai entregar!...

Porque ele ficou
Com todos os meus sonhos
E segredos para guardar
E é ele e só ele que um dia
Os vai poder revelar !...

Escuta o marulhar
Vê se o ouves chorar
Não sabes porquê?
É que o meu grande amor
Acabei por lá deixar!...

E depois de percorrer
A imensidão dos mares
Não sei mais onde procurar
Nem sei onde o hei-de
Encontrar!...

Ah, não ouves, não sentes?
É o mar a chorar
No seu marulhar
A implorar-me para voltar
E de novo o procurar !...

É, a lembrança dos dias de passear pelo mar, de mão na mão, os olhares de cumplicidade, aquele verde dos olhos dele, que se confundia com o bravio do mar... Onde estarás meu amor!... sonhos, sonhos loucos de amor, de esperança, perdidos no mar, no mar da minha lembrança! onde continuo por ti, a chamar!... (era neste mar, do lado de lá da ilha, que está na foto das resteas de sol, que passava partes dos meus dias, tardes, noites, quando desse! sábados ou domingos, sempre que a vida deixasse) da minha varanda, via-se ao longe...






Quarta-feira, Outubro 28, 2009

 

I Miss You... Soledade!...


Adoro-te Sol, minha querida Soledade, adoro-te desde que trocamos aquele abraço longo, apertado, no Nort Shoping, na apresentação do livro do rafeirito, onde conheceste a Glorinha a Parisiense a jove do rafeirito, e mais alguns, ou seja se já gostava tanto de ti, antes, desde que começamos a blogar e fomos entrando nas vidas uma da outra.

Sou-te grata por tanto mimo, carinho, pelas horas que perdeste, aquela noitada fora de casa por minha causa, já que não tinhas net, desceste do apartamento onde moravas, surripiaste as últimas moedas à Joana, e, até às duas da manhã, ficaste ali a dar forte e feio em que sabemos..Valente mulher, outra que fosse, encolhia os ombros e ia dormir, mas tu, tu ficaste de serviço, a zelar plo meu espaço e teu ehhhhh. era o post do esqueleto do cão com a bola amarela.

Adorei, amei quando me chamaste Xopita, e hoje quando te vi na entrada do Hospital, em busca de mim e li o teu Oh, Xopita, andavas ainda a olhar ao teu redor sem me ver na tua frente a acenar... aquele abraço que se prenunciava, pleno de energias, de luz, de forças, fez-nos bem às duas...
Subimos, fomos ver o Julio, pareceu-me apenas que dormia, descansado, embora tivesse estado atrapalhado, é tubos e mais tubos, mas, achei que se ia safar, que conseguiria mais dia menos dia, reiniciar de novo a sua vida, de uma forma ou de outra!... Haja ESPERANÇA !

Soube-me bem estar contigo. Foi a primeira vez que me meti sozinha na aventura de andar pelo Porto, subi até aos Clérigos, gostei de andar por ali, sozinha, feliz relaxada... Aquela parte da cidade está repleta de obras de arte em monumentos, lindo, lindo... e fui lá dar direitinha, ao Hospital, pena que fosse esse o local do nosso encontro, mas na vida, nem tudo são rosas, sei-o!
Gostei da tua Joaninha, foi pena a situação que vives, e, não fora isso, ririamos as duas, como sempre. Mas ainda deu para te por a rir... Assim, já sabes, mal possa, volto de novo, o que custa é habituar, mas como sou decidida, já agendei a próxima visita, só espero que já estejas em casa e possamos palrar por ali...Gosto do Porto, o Porto que a nina estrelinha adorou... já lá costumo ir mas é de longe a longe.
Bom, a todos digo que a nossa Soledade, a menina corajosa, lutadora, está ligeiramente mais magrinha, ah, quando me viu disse, depois de entrarmos, xopita, nem me parecias tu... Eu à frente dela e ela sem me ver, à procura da gordita ehhhh...na foto, levei o filme do passeio a Tabuaço, para ver as fotos, diz que aquela gorda não sou eu, ehh mas que estava linda, só que cheiinha... onde abraço o Moa e Osvaldo. Vou fazer uma cópia para lhe levar, enfim, falamos nos ninos de Tabuaço, Moa e Osvaldo, adorou ouvir contar a nossa odisseia por lá, consegui que ela se esquecesse por momentos do local onde estava. E ainda disse; oh, que pena que não pude estar lá. Um dia vais, acredita que sim...Haverá mais dias e mais Tabuaço, está mortinha por conhecer a Aninhas e Osvaldo, a querida Aninhas que lhe liga da Suissa, tantas e tantas vezes, a dar força. Obrigada querida Aninhas pelo mimo que dás á minha amiga Soledade, Deus te pague tanta ternura e amor!...Agradece a todos pela preocupação, mas, está a lutar, tem dias em que chora, desespera, tem também daqueles dias em que a vida parece que vai sorrir para ela, e,assim vai vivendo e passando o tempo, já há dois meses, naquele Hospital... Como não podia deixar de ser, falamos de todos os nossos bloguistas, desde a Maria dos Alcatruzes, do Kim que ela vai ler o blogue dele, das manas Besuguinhas, a verdinha que viu na foto, não vou estar a enumerar, falou-se de todos e de todos queria saber novas, especialmente de uma estrelinha D?alva, a nossa estrelinha e quando lhe disse que ela tinha dias, ah, disse logo; eu vou lá dar-lhe com o chinelo nesse rabo, e acrescento eu; já somos duas, ouviste estrelinha?






Terça-feira, Outubro 27, 2009

 

O cupido também erra !...



Parece-me que em tempos uma seta dele quase que me acertou, juraria que sim, já que fiquei a modos que, exquisita, ou porque me baixei para apanhar uma carta de amor, ou porque tropecei na rua, decerto a olhar para um gatão que passou, acontece muito, uma coisa é certa, o desgraçado vinha a tal velocidade que, distraiu-se, deu de trombas com as fuças na parede do prédio e... fui eu que tive de socorrer o desgraçado e desajeitado cupido que anda a tratar dos meus assuntos do coração. As noticias eram animadoras, segundo ele, o amor não tardaria a bater-me à porta! Na minha porta? exclamei incrédula, mas, mas... Qual mas nem meio mas, o homem vem cá pedir a tua mão e tá feito, dizia o pobrezinho,... (mas aquilo devia ser de estar atordoado com a queda!...)
Portanto laurinha, veste o teu melhor vestido, olhós sapatos, aumenta lá o tacãozinho, deixa de te sentir modesta, calça aquelas meias pretas que compraste o ano passado, quando pensavas que ias ao encontro do amor, aquelas pretas, justas, que te moldam as pernas que sei lá... veste aquele vestido que tens guardado para aquela ocasião, e, rapariga, atira-te, atira-te de cabeça, porque não encontrarás nenhum rapagão como esse aí que te vai bater à porta ainda hoje!...

Lá fui experimentar a fatiota, o vestido? um mimo, os botins recém comprados, as meias todas bem pretas e delineavam que sei lá, enfim, nisto tocam á campainha!...desço as escadas a correr, espatifo-me toda antes de a porta se abrir e dou de caras com isto! Socorro cupido, cupidinho, acode-me MEuuuuuuuuuuuuuuuu...

Foi, ah, acordei agora e...ele estava ali, sorria envolvendo-me naquele meigo olhar... Cupido, cupidinhoooo, acorda-me meu, acorda-me de vez!... olháquele sorriso tão lindo, puxa...







Domingo, Outubro 25, 2009

 

O Amor, ai o Amor !...


O Amor !...


O amor
Envolve
Arrebata
Maltrata
E trai
Desengana
Mas, ama
P’ra que esforçar
Se tudo acaba na cama !...

O amor
É coisa rara
Como canela no pão
É arroz de lingueirão
Batata doce
E quiabo com galinha
D’estragão
Beijar p’las ruas da pracinha
E andar de mão na mão !...

O amor
É gingar
Trocar os passos
Sem tropeçar
Num abraçar
D’esmigalhar
Girar de ancas
Dançar um tango
A desdenhar!...

Ai o amor
É dança de salão
O sonho da menina
Volteando sozinha
Plas ruas da cidade
Presa p’lo coração
Esquecendo que deixou
A panela a queimar
Lá em cima do carvão!...

Ai amor ai amor
Ai meu bem
Dance comigo
E eu dançarei com você
Também
Amarei seu corpo no meu
E lhe juro
Que na vida não dançarei
Com mais ninguém !...

Ah, como se palavra de mulher
Fosse certa
Também !...


Certo, que dança de salão deve ser bonito, já estive a ver,já dancei com um amigo há muitos anos, só para mostrar como surda dança maravilhosamente sentindo o ritmo no chão que era de madeira... mas, adoro ver o tango ser dançado nas ruas como fazem na Argentina, Buenos Aires e por todos os Países... Adoraria dançar um dia, nas ruas, levada plos braços do meu amor, o amor que vive em mim um amor que é semente e nunca morreu porque não deixei de o regar!...O amor que há-de viver até ao outro lado, porque eu amo o amor!...








Sábado, Outubro 24, 2009

 

Sensações !...


Sensações
Emoções
Pela noite
Encobertas
Envolta
Em desejos mil
A pedir guarida
No corpo
Amado
E o amor
Acontece
Permanece
Para lá do amanhecer
Nos braços do amante
Inebriante de prazer !...






Sexta-feira, Outubro 23, 2009

 

Ouçam os acordes da guitarra!...


E um fado da minha autoria
Vejam a verdinha ao balcão
De caneca na mão
E na mesa o João e a Maria
E os outros
Lá chegarão !...
A última rosa!...

É loucura

Mais uma vez querer

Que a vida retroceda

E possa voltar

Ao meu tempo de amar!...


Ao tempo das rosas

Em que tudo eram rosas

E o seu perfume me inebriava

Enquanto o amor suavemente

No desfolhar das pétalas chegava !...


Em cada pétala

A saudade nascia

Feita de sonhos

Guardados em palavras

Que o vento me trazia !...


Até que um dia

Deixaram de chegar

Acabaram-se as pétalas

Nas minhas mãos por desfolhar

E a jarra de rosas, ficou vazia !...


E a última rosa

Acabou por secar

E o meu amor

Morreu à míngua de ti

De tanto te amar !...


Ficou a saudade

Das rosas que me davas

Onde houve sempre

Uma para desfolhar

E outra para lembrar !...


Que na última rosa

Que murchou

Estava o sonho de um amor

Que por mim passou

E a minha vida com ele levou !...


É dia de sair para ouvir fados e guitarradas, ou para ficar em casa, no aconhego do lar, com o amor ao lado, a conversar, a rir, o que for...
Sintam-se em casa, sintam o fado na sua beleza, o fado que destilou tristeza enquanto o escrevi... e o rapaz que me inspirou, já nem está nem ali!... e assim acabo o fado (e a minha vida que ele levou!...)
Vá, bebam o tinto, comam castanhas que estão a sair, e mais logo o caldo verde, a ferver, para aguentar o regresso ao lar... Cada um pelo braço do seu amor... eu ficarei aqui, a cantar e a ouvir a guitarra tocar!...
E digam lá se não é linda esta letra de fado que acabei por postar... Foi escrito com a alma em mágoa, há quanto tempo, quererão saber!... Mas, o segredo é alma do negócio e em negócios do coração, não se negoceia !...







Quinta-feira, Outubro 22, 2009

 

Uma carta linda com!... sementes...


Sempre mostrei ter amor à terra, de cultivar, tudo o que fosse, e, claro que ainda não perdi a esperança daquela casita lá no monte, com flores e frutos, hortinha por ali fora... e um hortelão, sem dúvida!... se não souber, aprende que eu ensino-lhe, nunca é tarde, nem que o desgraçado já nem tenha dentes, há-de cavar a meu lado, no amor e na horta, vale tudo...

Há tempos plantei tomates do Canadá, e nem sei porque, os desgraçados não sairam, o João, veio cá com a Nandinha há meses, tem horta e percebe da coisa, só me disse; laurinha, se não der flor não dá tomates, bem, ainda estive para lhe dizer que os homens também não dão flor, nem são flor que se cheire, e... e têm tomates, enfim!... (nada de ver maldade aqui) enterrei dois xuxus inteiros, mas acho que quem fez figura de xuxu, fui eu, nunca vi nenhum até hoje... só rama, rama que dava para fazer sombra ao shakita na varanda, por um lado até foi bom, e foi com essa intenção, de fazer sombra ao meu ão ão!... plantei rebentos de soja, na água ora pois, na aquacultura ehhh... Enfim, prometi que não mais plantaria nada em vasos aqui em casa.

Só que, só que, ora ,deixem-me acabar de falar. A Verdinha trouxe da Bélgica (Já viram, eu sou toda de ter produtos horticulas de todo o mundo, deve ser por isso que não se desenvolvem, a terra é Portuguesa, ora pois !) umas sementes de alface, ela refere-se a elas no blogue dela, o je vois la vie en vert, e, foi tão querida que prometeu enviar-me as sementes, e, sem nada lhe dizer, faço a surpresa de lhe mostrar que chegaram bem a Braga... e que estou em luta com o seguinte; semeio nos meus vasos ou levo-as para casa da dona Elisa? e se depois tenho saudades de as ver nascer? mau, vamos lá a ver, mas, laurinha pela experiência e resultados que tens, não achas melhor levar para casa da tua mãe?... Ah, que dizem?...
(cliquem na foto, minha, para aumentar)






Quarta-feira, Outubro 21, 2009

 

Não, não te perdi!...


Fomos sempre os melhores irmãos e os maiores amigos, pois tu nasceste quando eu tinha 8 anos, ajudei a criar-te, mudei as fraldas, lavava-as, (mas porque cargas d'água não havia naquele tempo, das de papel, escusava de ter tanto trabalho contigo... no sentido de que quando as sujavas, ai o cheirete ) a mãe sempre me dava que fazer, ou tomar conta de ti ou passar as fraldas do menino, enfim... foi por amor tudo isso...


Cresceste, transformaste-te num belissimo jovem, e a nossa amizade ou o nosso amor, continuou pela vida fora, nos desabafos nas conversas quando já eu tinha 22 anos e tu 14, e chegamos á África do Sul, dormiamos lado a lado cada um na sua caminha compradas em segunda mão, e, ensinavas-me Inglês, números e letras, palavras, frases para me desenrascar no meu dia a dia, só tu, só tu mesmo meu irmãozinho amado...
Também te protegi da dona Elisa, a nossa mãe pouco paciente que resolvia tudo aos tabefes ou recorria ao cinto do pai, ehhh e eu lembro-me de me meter na frente para te defender, e de corrermos os dois à volta da mesa até ela se cansar, ahhhhh, valia que ela era gordinha que chegasse e sobrasse...



nesta foto, eu com 11 anos e tu com três, o nino junto a mim, em Luanda, o outro era o carlitos...




Aos 8 anos já ias para as barrocas com o mano a Landa, o Helder, Helder como tu, a experimentar as vossas primeiras fumaças, quem é que vinha ao terreiro defender-te da dona Elisa e do pai? ah, sabias que estava errado mas 8 anos, apre moço, que insensatez, bem, eu acho que da dúzia que levavas, meia dúzia sobrava para mim !... nessa foto entre a mãe, aos 8 anos e eu 16










depois nesta foto aos 14 anos, (de camisa aos quadrados) já traduzias Inglês aos amigos que tiveram e deixar Angola e se embrenharam na África do Sul, como nós, já trabalhavas, estudavas, e era de ver depois de mudarmos para uma casa maior, cada um tinha o seu quarto, à noite antes de ires dormir, e nem que eu já dormisse, acendias a luz, metias-te na cama ao pé de mim, se estivesse frio, tapavas-te até ao pescoço, se calor, ficavas em cima dos lençóis, a contar os teus sonhos, os teus desabafos, as tuas mágoas, e a ouvir as minhas... ah, era preciso que o pai viesse mandar-te ir embora porque eu levantava-me às quatro e meia da manhã e só regressava a casa pelas 20, e precisava de dormir, e tu a maior parte das vezes, acompanhavas o pai, despedias-te de mim com aquele nosso jinho e, dali a minutos estavas ali de novo pedindo que falassemos pelos lábios para o pai não nos ouvir na treta, meu querido maninho, isso é que era aquele amor de irmãos, que pouco se vê por aí... O Livito, o mais velho, nunca teve uma relação assim tão linda como a nossa, (connosco) nunca, coitado, não sabe o que é amor e assim!...

Assim; beijo-te meu querido Dérito, na certeza de que virás dar-me o teu beijinho, e aqueles teus afagos, ternos, envoltos na doçura do amor que sempre sentimos um pelo outro e, espero-te para que retomemos a conversa interrompida, num dia qualquer das nossas vidas... e brindemos ao teu aniversário que seria dia 23... e farias 49 anos, podemos dançar, como antes, rir perdidos, como sempre, podes morder-me, levantar-me no ar, o teu metro e 85, sobejava em mim, na minha pequenina estatura e assim eramos felizes ... Nessa foto no escorrega no parque heróis de Chaves, eu tu o Helder da Landa, eramos inseparaveis... na foto é o Helder que está atrás de mim, se não me engano...
Que Deus te guarde!...


Perdi-me de ti !...



Perdi-me de ti

Na viagem do tempo

A vida levou-te

Foi-se o meu acalento …


Levaram-te

E sem compaixão

Cortaram o cordão

Que nos unia …


Perdi-me de ti

Busquei-te nas estrelas

Revolvendo os céus

À tua procura …


Perdi-me

Aparentemente

Porque eu vi

Que atrás de ti deixaste …


Um rasto de luz

Para seguir

E te encontrar

Quando de ti necessitar ...


Encontrei-te em mim

Revi-me em ti

Senti que voltaríamos

A ser como éramos até aqui …


Voltarás a pegar na minha mão

E a aconchegar-me ao coração

Como sempre fizeste

Nos momentos de solidão …


Dançaremos como sempre

Beijarás o meu rosto

Cantarás para mim

E farás a vida valer a pena …


Continuaremos a sentir

A falta das palavras de amor

Que trocávamos

Nos momentos de dor …


Mas quando é assim

Eu busco ouvir

As palavras que dirias

Que tão bem me soariam!...


E quando a dor vem

Sinto que a afastas

E haja o que houver

De mim jamais partirás !...


Porque eu vivo em ti

E tu em mim

E não existimos

Se não nos unirmos!...



Já te foste há cinco anos, cinco séculos parecem, e, também parece que foi ontem...










 

Folhas de Outono !...



As folhas do Outono !...



As folhas de Outono

Caem indefesas

Num solo de amor

De cores vermelhas

Revestido ...


O homem transforma-as em pó

E o pó reveste-se da terra

E adormece para sempre

Acordando milénios depois

Em árvore renascida!...








Segunda-feira, Outubro 19, 2009

 

A propósito da Maria falar do primeiro namorado dela!...



Eu lembrava-me, mas isso seria se me lembrasse mesmo. É que desde catraia que sempre tive namorados cumó milho, e, ó valha-me, como me vou lembrar das dúzias deles, as dúzias que tive ao longo da vida? Acredita Maria dos Alcatruzes, que não me lembro do primeiro nem quem terá sido o segundo, e o terceio como posso lembrá-lo, se não me lembro dos dois anteriores, mas que confusão!... e para lembrar alguns, tive de puxar pela cabecinha e deu uma trabalheira lembrar o Pasteleiro que as minhas amigas pediam que casasse com ele, ora pois; laurinha, tinhamos bolos todos os dias à tua mesa, bolos recheados, enfim... Não me puxava prá'li... era loirito, nunca gostei de loiros, preferia-os morenaços e de cabelos pretos, ah, assim como a mim... Havia um que tocava guitarra electrica num conjunto (agora é uma Banda, certo!) bom, esse ainda cantou para mim e fez uma canção linda, ainda me ofereceu a cassete, eu devia amar tanto o rapaz que ainda hoje nem sei onde pus o raio da cassete, agora adoraria ouvi-la, ah, laurinha despassarada...
O da Farmácia até dava jeito; dói-te a cabeça, péra aí, leva estes comprimidos que ajudam a passar, bom...
Do mal a menos, acho que me lembro do último, mas, valha a verdade, nunca o consegui esquecer a mil por cento, volta e meia lá está ele, tal e qual a foto que vos mostro, o homem já nem tem os dentes todos, mas, com ou sem dentes algo se aproveitaria...

Só eu é que destoo na foto, porque nem tenho caracóis brancos, e ainda sou assim meia saloia, ou seja, nunca beijei ninguém em público, apre!... mas, como algum dia há-de ser o primeiro, ora pois, vamos a treinar laurinha e aproveita o tempo enquanto não tens dentes postiços, é que... desconfio que saem agarrados a alguma coisa!...

Maria, maria, foi assim, lembrei de ti e de mim, lembrei a ver se lembrava, mas, os anos são muitos e os namoricos nem foram assim tantos, deu para me rir enquanto escrevia, e tudo o que ali está é verdade, pretendentes, pretendentes, apenas... e todos bons rapazes, amigos, já que não dava para namorar... porque eu sempre fui muito esquisita no que tocava a escolher, e no fim...viste? ah, mais se escolhe e mais se pensa, nunca se acerta, e nada compensa... e eu que o diga!...






Sábado, Outubro 17, 2009

 

Era só o que queria para hoje !...


Um carro à minha espera, já se sabe que um carro não anda sozinho! Ir por essas estradas sem fim, rumo à aventura. Sagitarianas são aventureiras... Eu podia recostar a cabeça no teu ombro, ah, trás um carro destes, tem os assentos mais juntos. Podiamos rodar pelas estradas, e, se os euros forem poucos, deixa lá, estacionamos ao pé das belezas que Deus nos dá sem cobrar nada por isso (ah, ainda bem que Deus nem se lembrou de cobrar portagem, já imaginaste o que seria? eu podia falar-te de amor, da imensidão do amor que abrigo em mim...

Não, não queria ir para nenhum hotel de luxo, podiamos arranjar uma casita assim, pobre, linda que enriqueceriamos com tanto que temos dentro de nós, ah, maravilhosa aventura onde a felicidade pode morar por momentos...

E se desse, podiamos dar uma escapadinha naquele velho clube, onde se dança o tango, eu adoraria estar nos teus braços e rodopiar contigo pela dança e pela vida, mas, quem sabe, ainda virás, um dia, um dia sim!...
Entretanto; não deixes morrer os sonhos dentro de ti, não deixes... A nina sonha que a vida é linda e a sonhar, vive-se melhor que na realidade! Entretanto...

Um bom fim de semana a todos, o dia está murcho, triste, mas eu, eu alegro-me e rio para mim, nunca me sinto só, porque o amor não me larga!...

Soledade, lembrando de ti e da tristeza em que vives, hoje escrevi isto, que nada tem de alegre, mas de esperança... a ver se conseguimos em breve, voltar a ter fins de semana felizes!... onde tu dás tudo de ti, para nos pores a rir que nem doidas, e neste momento precisas que te façam rir... Já sei que se leres isto, é provável que não o faças, a tua vida não dá para isto, sei que irias escrever os teus ditos e seria lindo.
Beijinhos a ti, e a todos, laura.






Quinta-feira, Outubro 15, 2009

 

Proibido Buzinar?


Já lá vai o tempo em que tirei a carta, á 27 anos, na África do Sul, e, claro, disseram-me que era proibido buzinar, só em casos extremos e de perigo. Desde que tirei a carta, raramente buzino, a não ser quando algum engraçadinho se vai a meter onde tenho de passar, e por aí fora. O meu mecânico e muito querido amigo, o J. Rodrigues, que procurava por tudo e nada, já que eramos amigos de longa data e a esposa ainda hoje é muito minha amiga, ele faleceu já há uns anitos, e que pena me fez, pois quando lá ia, tratava de tudo rápido e ainda dizia; ai laurinha, laurinha, dá trabalho a meio mundo, isto quando o Cláudio em vez de meter gasolina, meteu gasóleo, e, foi preciso despejar tudo, rápido que eu ainda queria ir para a Póvoa ao teatro... gozava comigo à beça por eu não me ralar com buzinas, já que não as ouvia. Um dia ainda disse; para si os carros buzinam e a caravana passa, pois não ouvindo, nem se irrita nem lhes liga nenhuma, e realmente assim era, era até há dias, quando vinha de uma faixa só, o autocarro encostou de largo, e, afastei-me um tico, pois só ali a estrada alargava, nisto ouço duas potentes buzinadelas que; longe de me deixarem irritada, me deixaram a rir perdida por me ter apercebido, enfim, que era o som das buzinas... ainda acenei ao homem enquanto me ria e ele deve ter pensado; que cota maluca nem se zangou, pois não, se ele fez o favor de me deixar claro qual o som das buzinas, já que naquele momento tinha saido da aula dos sons, e estavamos a ouvir esse som para eu decifrar e assim, para a próxima já não me engano... e, ontem quando descia pelo túnel, houve uma batida mais à frente, claro que estava quase no começo do túnel e fiz sinal ao condutor de trás que se fosse afastando para trás, não fossem os outros tapar a saída... o tótó ao telemovel, devia pensar que lhe estava a dizer adeus! e lá veio um condutor, já enervado com as buzinadelas, pedir que fossemos recuando, ainda demorou um tempão... bom, daqui a nada começo a ouvir o som das muitas buzinas, e que delicia ehhhh,delicia poder ouvir, mesmo que o som seja irritante...






Terça-feira, Outubro 13, 2009

 

Íris!...


Nem todos os dias se encontram Anjos na terra, nem todos os dias se tem o privilégio de conviver de perto com as doçuras de um Anjo, um Anjo de asas aladas, escondidas ainda na sua pequenina forma de menina, uma menina a quem tive o prazer de abraçar, dar colinho, que não mais largou a minha mão, mesmo quando eu fazia de conta, largava-a, e ela, sorrateiramente, tornava a pegar na minha, como se toda a vida andassemos de mão na mão!... Pode ver-se que é da familia amiga, a familia que me levou a casa dela, e quando entrei, brindou-me com o seu melhor sorriso, o seu querer de menina, menina que brinca, que chora, que ri, mas, tem um coraçãozinho enorme, maior que ela, uns olhos grandes, rasgados, uma terna suavidade na sua forma de ser, é a menina anjo que tive o prazer de ter comigo, por umas horas apenas, pelas ruas da Cidade, na companhia dos manos e tios, e inteligente para os seus dois anitos... a contar números, a fazê-los com os seus dedinhos e, quando me levaram ao autocarro, na despedida, perguntei se queria ir comigo para Braga, respondeu logo um quero, tão aberto e franco, ah, menina Íris, menina do meu coração, que fizeste com que os tios, depois de nos termos despedido, voltassem junto do autocarro, e eu de lábios colados no vidro, e tu do lado de fora, tornaste a dar aquele beijinho terno, com saudade de nos separarmos, e eu parti a chorar e tu ficaste a perguntar onde fui, quando voltava!... e durante o trajecto para casa, ainda continuaste a perguntar por mim, porque eu liguei aos tios com saudade de ti, e de todos, amei estar com o teu pai, a avó que já conhecia e os teus manos queridos, mas que familia linda e que prazer poder estar com eles, por instantes apenas!...
Obrigada Íris, obrigada nina querida da minha alma, porque eu acredito nas vidas passadas e no encontro com todos os que já viveram noutras épocas, noutras vidas!... e é agora que vou reencontrando nos novos amigos, os velhos amigos e amores do passado!...


Íris !...


Acolheste-me

No teu lar

Abrindo um sorriso

Para uma velha amiga

Deixaste que afagasse

Os teus cabelos

Como se fora

Usual

Abraçaste-me

E sentiste

O que há de mais puro

Entre um anjo pequenino

E um outro ser!...


Não sei quem tu és

Nem sei de onde vens

Ou se já estivemos juntas

Num outro mundo

Porque este encontro

Não foi o primeiro

Nem será o último

Nem mais um

Que esquecerei!

Íris, menina anjo

De asas recolhidas

Que reteve a minha mão, nas suas

E juntas andamos pelas ruas !...


Quem és tu, menina

Cujo olhar se perdia no meu

Que me rodeou o coração

Com as suas mãozinhas

Delicadas

Um anjo que me abraçou

Na despedida

Como se soubesse

Que o nosso encontro

Jamais terminaria

E que o amanhã continua

E que terá sempre

A minha mão, na sua!...


Ah, quem serás tu

Menina anjo

De asas recolhidas

Que a minha mão

Seguraste

Tão confiante

E não a largaste mais?...

Quem serás tu

Doce Íris

A menina suavidade

A menina cujo olhar

Meigo

Me acompanhará

Através da eternidade !...










Sábado, Outubro 10, 2009

 

Produções Kim Kim...


O cineasta... foto da Verdinha...

Não, não fui ao cinema, nem tão pouco me sentei a ver um filme qualquer... Não, este é um filme em que fomos todos estrelas do mundo cinéfilo, todos nos transformamos em actores neste palco da vida, o palco que nos calhou em terras de Viseu e Tabuaço, tendo o Douro e as suas vinhas por cenários de sonho...


O realizador nada mais nada menos que o dono das produções Kim Kim, o meu querido amigo Kim... sim senhora, o homem nasceu para filmar, para apanhar os mais belos momentos em todas as cenas! Ele estava ali nos momentos que valiam a pena, ou seja, todos eles foram de valer a pena, é isso que está no filme, que me prendeu o tempo todo, atenta, ouvindo as canções, musicas, porque todos ali cantavam,(o Kim mandou-me o nome das canções todos e os momentos de cada uma e quem canta...) eu acho que desafinava em quase tudo, mas, o meu coração andou aconchegado com tanto mimo e carinho por parte de todos, ah, quase que sou a estrela principal, já que estou em todas...

No Moinho da tia Rosa, ah, é ali que irei passar os melhores dias da minha vida, em breve! foto da verdinha.

Osvaldo e Ana, o casal que tudo fez para que os dias decorressem no seu melhor, e, claro, conseguiram a cem por cento!...Um casal, feliz, muito unido e feliz, amei conhecer gente assim... foto da verdinha.

Gostei de ouvir a nina Aninhas do Osvaldo, a Verdinha, o Kim, Moa, a cantar, o Moa cantou a Laurentina para mim, dedilhando uma guitarra imaginária, ah, e os fados que cantou em casa e na rua? só vendo e ouvindo, bebia-lhe as letras todas, todinhas... porque tudo dava azo a cantorias, não há mais belo filme sem ensaios... o Leo atrás de mim, enquanto eu metida num sepulcro de pedra, vazio, mas que já serviu de hospedagem a alguém, ele segurava um pauzinho a fazer de vela, e a Verdinha cantava para mim a Noite Feliz, aquilo soava-me bem, talvez por ter a pedra junto ao surfista, que fazia o som aumentar.

foto do Osvaldo é este o tumulo onde me deitei!...

Linda a parte em que na rua, depois de um lauto jantar no Tábua D'aço, dancei nos braços do Moa, a canção dos velhos amantes, que o Kim a Verdinha e a Ana e outros, cantaram sob as estrelas, ah, momentos únicos que jamais se repetirão... porque a canção acabou, e eu não queria parar e disse ao Moa, a música é feita por nós, ela vem de dentro, eu sempre a fiz para mim, porque quem não ouve, pode fazer os sons imaginários, e sempre funcionei assim... ora continua... e lá dançamos, rodopiamos como se estivessemos no mais belo salão de dança, do Mundo... onde as estrelas iluminavam, pareciamos o Fred Astaire e a Ginger Rogers!...

São momentos que me fazem sentir a falta de todos eles, todos, todos mesmo, porque todos os que ali estavam, foram convidados pelos Anjos, porque nenhum destoou de nenhum, todos se sentiram especiais, como eu me senti, desejados na sua presença, em amor, paz e luz!... Assim, a nina das resteas enlaça-vos todos, no seu abraço, desejando a cada um, uma vida repleta de realizações, enquanto ela continua a sonhar que; a vida é para viver, em amor, em paz e harmonia!...






Quinta-feira, Outubro 08, 2009

 

Talvez!...


Talvez seja amor
O que o meu coração
Sente
Talvez seja apenas
Uma semente
A desabrochar
Na minha alma
Tardiamente !...

Talvez seja amor
Somente
Ou apenas o sentimento
Que trago comigo
Entranhado
Há tanto tempo
Quando ainda era menina
E não me deixaram amar !...

Talvez seja este o amor
Que eu costumo sonhar
Quando deixo o pensamento
Por aí a deambular
Aquele amor
Que me fizeram entrever
Ainda nem vai
Há muito tempo !...

Foto minha com 18 anos,foi o pai que a tirou... fora de Luanda, numa Lagoa onde fui almoçar com os meus pais, o dono do restaurante andava sempre de botas calçadas e desapertadas, os atacadores prendiam-se por ali, mas, nunca as descalçava, nem para dormir, pensava que tinha de fugir durante a noite e...
Ah, gracias, já tenho meu pc a funcionar, já enervava... era o teclado.






Quarta-feira, Outubro 07, 2009

 

Continuo sem pc!...


Este e do Nuno e nao tem acentos til, etc. etc...
Confesso que me apetece desligar o botaozinho e tirar uns dias de ferias da escrita, pois nao tenho a minha pasta com imagens, fotos, e, assim fica tudo vazio...

LEMBREI-ME DE VOS DIZER QUE O SURFISTA SE ANDA A PORTAR EM CONDICOES...
Tenho duas terapeutas dos sons, cada uma e uma, unica! Agora ja comeco a ver se entendo os nomes das pessoas que me sao proximas, numa lista de nomes de familia, claro que o shakinha faz parte da casa, logo, da familia...e se querem saber, shaka foi o nome em que acertei da primeira vez!... porque o sssshhh ao ser pronunciado tem uma especie de ventinho, ah, a terapeuta riu-se, e quando ela diz outro, digo eu, tem 3 silabas, mas, desculpe, nao consigo entender, ela dizia, repetia, e nada, ah, era o nome do manel ehhhhhh, teve mais sorte o shakita... dificil acertar em todos, dificil de entender e quando lhe disse; desisto!, desisto do aprender de palavras, pergunta-me a terapeuta de Coimbra; entao para que fez o implante? respondi;, para ouvir os sons da vida, e a vida nao e so falar, nao sao apenas palavras, ja que entendo na mesma as palavras e falo como sempre...adoro a musica, os sons da rua, do mar, da agua a correr, das criancas a brincar, dou logo conta de onde vem esse som de criancas nem que nao as veja ... ja dou conta de tantos sons que nem me admiro de saber de onde sao, de onde vem...
ja tenho saudade de ouvir as minhas musicas e de escrever cancoes, fados, poesias...
Enfim, acho que ando a precisar de viajar mais, e que o passeio abriu-me o apetite e ja sonho com o proximo, calma la laura, calma...






Segunda-feira, Outubro 05, 2009

 

Sons do tempo de antes !...


Tinha dez anos quando embarcamos no Principe Perfeito, e, quando já de escaleras recolhidas, todos na amurada a acenar, alguns amigos foram acompanhar-nos ao embarque, depois chamam-nos para junto das baleeiras de cada um, já estava apreensiva com a presença de todos junto do lugar, que lhes pertencia, para o caso de o barco se afundar, devo ter pensado que o barco ia realmente ao fundo... imaginem quando o som de um úúúúúúúuuuuuuuuuuuu atroa os ares... O pai entendeu a minha aflição e descansou-me! É o apito do Barco, filha, para avisar que vai partir e para os outros barcos saberem que vai sair do porto, etc etc... só quando viajava nesses grandes trasatlânticos, é que ouvia esse som, do qual aprendi a gostar, mais tarde...depois do susto inicial passar!
Fui com o Nuno da última vez que cá esteve, passear na praia em Esposende e andamos pelo paredão. Estivemos junto ao mar, estavamos ali na maior, sentados no muro que separa a água, de terra, onde os pescadores deitam o anzol, adoro estar ali na quietude, de repente, aquele som do passado volta até mim, e deixa-me confusa,úúúúúúúúúúúú´´uuuuuuuuuuuuu ah, não havia barco nenhum à vista!o Nuno percebe e ri, ri enquanto diz; mommy, calma, é o farol a apitar para avisar os barcos, o nevoeiro está a cobrir tudo!, já é costume! Ufa, vá lá, se não é igual, ou quase igual... e parecido àquele som que ouvi há 47 anos...no Cais de Alcantara... Gostei! soube-me bem ouvir pela primeira vez, com som ao natural...
E, como não tenho aqui as minhas pastas, esta prosa vai sem imagem, a ver se o meu pc se arranja rápido, é que tenho saudade de ouvir as minhas musicas, escrever as minhas canções, os meus fadinhos...enfim...






Sexta-feira, Outubro 02, 2009

 

Mar, Maresia !...



Mar maresia
Ondas a espumar
N’areia a rebentar
Acontece saudade
E permanece
Para sempre
Quando a vida
Do nosso mar
Se faz ausente!…

Perdeu-se a beleza no olhar
O caminhar na areia
Nas noites de lua cheia
Aspirar a maresia
E o suave ondular
Das ondas
A rebentar
Que meu corpo
Vinham beijar !...

E de repente
A vida leva-nos
Para outro lugar
Onde há outro mar
Que não nos sabe amar
Nem somos capazes
De o sentir
Não estamos na terra
Onde se entendia o marulhar!...

É por isso
Que quando te avisto
Não te sinto o meu mar
Porque não sabes
Como ele falar
E os segredos de amor
Que lhe deixei
Ele ainda os continua
A guardar !...

O mar, o meu mar, ficou lá, em Luanda, e nenhum outro mar será capaz de se lhe igualar, porque aquele é que tem os meus segredos de amor, simplesmente !... dos meus verdes anos, da minha juventude feliz!...